sexta-feira, 10 de junho de 2011

Exercício Egípcio Limpeza


EXERCÍCIO EGÍPCIO PARA LIMPEZA VIBRACIONAL




(Uma Visualização Criativa Para Limpeza dos Chacras)

1. Visualize que o sol está nascendo bem em cima de sua cabeça.


2. Esse sol é bem vermelho e brilhante.
3. Esse sol vai entrando pelo seu chacra coronário (meio do alto da cabeça), enquanto você repete o mantra egípcio AMON RÁ *, no seu chacra frontal (centro interno da testa) 4. O sol entra pelo alto da cabeça enquanto o seu frontal repete o mantra mentalmente. 5. O sol desce em direção ao seu frontal e os seus raios de luz transformam a sua cabeça numa coroa de luz vermelha e laranja. 6. O sol vai descendo pelos seus chacras (laríngeo, cardíaco, umbilical e sexual), enquanto você continua repetindo o mantra. 7. Após o sol chegar no seu chacra básico (base da coluna), deixe-o entrar na terra. 8. Fim do exercício. - Frank - Egito, 2002. Estávamos viajando por Luxor, Egito, e conhecendo os templos egípcios. À noite, no hotel, antes de dormir, tentamos usar alguns mantras egípcios projetivos, e quando estávamos fazendo as práticas, surgiu em forma de inspiração esse exercício e pareceu -me que eu ouvia uma voz repetindo "Amon Rá... Amon Rá... Amon Rá..." Minha esposa e eu fizemos o exercício e foi bem bacana. Por isso, compartilho com vocês. * Amon Rá : Deus maior da cosmogonia egípcia, representado pelo Sol. Todos os Faraós em suas iniciações recebiam nomes iniciáticos e muitos deles eram chamados filhos do Deus

sábado, 4 de junho de 2011

Gengibre


Gengibre, um analgésico natural

Certo dia entrou no consultório do Dr. Al Sears um novo paciente dizendo que estava se sentindo cansado, rígido e dolorido. Disse que estava tomando quatro Advils por dia. Se essa história lhe parece familiar, provavelmente você também faz parte do time dos que sentem dor crônica. É a principal causa de incapacidade em os E.U.A , e sabe-se que pode ser totalmente insuportável às vezes. O Dr. Al Sears avisa: Tomar analgésicos pode ser perigoso devido aos efeitos colaterais, que em alguns casos, podem até ser mortais. Drogas como Motrin, Advil, Aleve, e outros AINEs (medicamentos anti-inflamatórios) têm sido associadas a danos nos rins, anemia, palpitações cardíacas e hemorragia gastrointestinal. Isso é realmente algo assustador! Mas o Dr. Al Sears indica um analgésico que não tem efeitos colaterais. E o mais legal é que provavelmente você já tenha esse analgésico no seu armário de cozinha! Pasme, mas esse analgésico se chama Gengibre. Isso mesmo! Gengibre. Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ásia para tratar dores nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão. O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para condições inflamatórias como a osteoartrite. Isso porque a inflamação é a causa raiz de todos os tipos de problemas como artrite, dor nas costas, dores musculares, etc. Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação. Um desses compostos abaixa os receptores da dor e atua nas terminações nervosas. Juntos, eles trabalham quase o mesmo que as drogas anti-inflamatórias, tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais. Assim, se a sua intenção é eliminar esses analgésicos, passe a consumir o Gengibre. Segue algumas dicar para você ter uma boa dose diária de gengibre: Ao fritar alguns alimentos junte o Gengibre e mexa bem: ele vai adicionar um sabor revigorante para qualquer prato de carne e vegetais. Complemento: A maioria das farmácias ou lojas de produtos naturais vendem gengibre em pó, em comprimidos ou cápsulas. Procure por um extrato com gingerols 5%. Use uma compressa de gengibre sobre zonas doloridas: Isso vai estimular a circulação sanguínea e aliviar dores nas articulações. Beber chá de gengibre: É barato. É muito fácil. O gosto é ótimo. E cura. Aqui está uma receita usada pelo Dr. Al Sears: * Quatro copos de água; * Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e cortado em fatias; * Limão e mel a gosto. Aqui eu preferi usar laranja no lugar do limão. Ficou ótimo! Ferva a água numa panela com fogo alto. Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre, deixe em fogo baixo, cubra a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos. O chá está pronto! Basta coar, e adicionar o mel com o limão.




Fonte: http://amigosdacura.ning.com

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sathya Sai Ram

Morre na Índia líder religioso Sathya Sai Baba

De acordo com agências internacionais, ele estava na casa dos 85 anos.
O guru é considerado por seus seguidores como um deus vivo.

O líder Sathya Sai Baba em foto de abril de 2010 (Foto: Mustafa Quraishi/AP)
O líder Sathya Sai Baba em foto de abril de 2010
(Foto: Mustafa Quraishi/AP)

Morreu na manhã deste domingo (24) um dos mais populares líderes religiosos da Índia, Sathya Sai Baba, considerado por seus seguidores como um deus vivo. De acordo com agências internacionais, ele estava na casa dos 85 anos.

O líder morreu em sua cidade natal de Puttaparthi, no Sul do país, por conta de complicações no coração e nos pulmões.

O guru estava hospitalizado por problemas cardíacos, pulmonares e renais. Ele estava há mais de três semanas em quadro grave de saúde e, há uma semana, contava com auxílio para respirar.

Seus fiéis acreditam que ele possui poderes sobrenaturais, como fazer aparecer objetos ou curar doenças em fase terminal.

A morte causou a tristeza dos devotos. Centenas de milheres de fiéis são esperados para o funeral do líder.

Fiéis choram ao saber da morte do líder (Foto: Aijaz Rahi/AP)Fiéis choram ao saber da morte do líder (Foto: Aijaz Rahi/AP)

sábado, 28 de maio de 2011

Peço Demissão!!






Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.

Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações. Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e a "Ave Maria" e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.
Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!

quarta-feira, 11 de maio de 2011




A RAZÃO DE SE TOMAR REFÚGIO


Refúgio significa “proteção”. Tomar refúgio é colocar-se sob uma proteção. Em sua natureza original, nosso espírito é puro, livre e feliz. Entretanto, nós desconhecemos essa natureza original, em especial pelo jogo das “emoções conflituosas”, como: o desejo, o apego, a possessividade, a aversão, o ódio, o ciúme, a obscuridade mental, etc.

Essas emoções conflituosas são condicionamentos impressos em nosso espírito desde tempos sem começo e sobre os quais praticamente não temos controle algum. Elas são a raiz de nosso sofrimento, de nossas angústias e frustrações, levam-nos a agir de forma a gerar nosso próprio sofrimento, por meio do Karma negativo. Não somos, pois, livres em nosso destino, somos impotentes para preservarmo-nos do sofrimento e da ilusão. Por isso remetemo-nos a essa realidade transcendente que são as Três Jóias: O Buda, o Dharma (seus ensinamentos) e a Sangha (a comunidade).

Tomar refúgio, entrar na via do dharma é, assim, situar-se sob uma dupla proteção:

- temporária: pelo poder das Três Jóias, somos protegidos dos sofrimentos cuja semente semeamos no passado e que reencontramos agora ao longo de nossa vida;

- definitiva: aprendemos a conhecer de que maneira as emoções conflituosas são-nos prejudiciais e, depois a desprender-nos das mesmas, recobrando nossa pureza original, as felicidades autênticas, independentes das circunstâncias que nos são inerentes.


Por que as Três Jóias possuem essa capacidade de proteger-nos que nós mesmos não possuímos?


O Buddha libertou-se das emoções conflituosas e do Karma e possui a onisciência do Despertar. Nele, todos os defeitos desapareceram e todas as qualidades da pureza do espírito desabrocharam. É infinitamente superior a nós, e por essa razão tomamo-lo como refúgio. O Buda mostra o caminho que conduz ao fim do sofrimento. Sua maneira de guiar-nos é ensinando-nos o Dharma, cuja prática nos conduz à liberação. Por último a Sangha - os que praticam o Dharma e o transmitem a outros - nos ajuda em nossa progressão.


Eis o motivo pelo qual o Buddha, o Dharma e a Sangha são nossos três refúgios.


Em quem tomamos refúgio?


Qualquer que seja a escola do Budismo a que estejamos ligados tomamos refúgio em primeiro lugar nas Três Jóias. O Buddha, o Dharma e a Sangha, também chamados de os Três Raros e Sublimes.



BUDDHA

Talvez estejamos acostumados a pensar no Buddha simplesmente como um ser humano semelhante a nós mesmos, que viveu há seis séculos antes da nossa era. Isso não é falso, porém ele é muito mais do que isso. Quando imaginamos a totalidade do que realmente ele é, consideramos três aspectos, três modalidades de seu ser, que denominamos os três corpos:

- O Corpo Absoluto (Dharmakaya): está além de todas as características. Não tem forma, princípio ou fim, não mora em lugar algum. Não pode ser designado por nenhuma palavra, concebido por nenhum pensamento. Entretanto, não é uma simples ausência de algo, pois dele surgem às aparências.

- O Corpo de Glória (Samboghakaya): é a manifestação do Buddha sob uma forma luminosa, nos campos puros.


- O Corpo de Emanação (Nirmakaya): é a manifestação do Buddha sob uma forma comum. O Buddha como ser humano refere-se a esse corpo de emanação.

Embora as qualidades do Buddha sejam infinitas, três delas são consideradas como principais: o conhecimento, o amor e o poder.

Conhecimento e Amor, apesar de sua grandeza, seriam ainda insuficientes se o Buddha não possuísse também o Poder de nos ajudar. Esse poder manifesta-se particularmente através do ensino que nos dá sobre o caminho da Liberação. Dessa forma, dissipam-se os sofrimentos presentes e suprimem-se as causas de sofrimentos futuros. Pela prática do Dharma, que é a manifestação do poder do Buddha, avançamos no caminho da felicidade até o Despertar.



Dharma

É o caminho ensinado pelo Buddha. Distinguem-se dois aspectos:
- O Dharma das escrituras: os ensinamentos que foram deixados por escrito, assim como os comentários redigidos por mestres indianos ou tibetanos;

-O Dharma da realização: as realizações advindas, efetivamente, do espírito dos grandes seres ou dos seres comuns, graças à prática ensinada.


A Sangha

Todos os que seguem os ensinamentos do Buddha constituem a Sangha, ou seja, a comunidade. Entretantanto, distinguem-se dois graus:
- A Sangha Superior, constituída pelos seres que obtiveram diferentes níveis de altas realizações, sejam Bodhisattvas, Shravakas ou Pratyekabuddhas;

- A Sangha Comum.

É fundamentalmente na Sangha superior que se toma o refúgio.

Essas Três Jóias são denominadas os “Três Raros e Sublimes”, porque é muito raro que apareçam no mundo e são superiores a tudo.



As Três Raízes

No Vajrayana, o ramo mais difundido do budismo no Tibet, agrega-se às Três Jóias outros três refúgios as “Três Raízes”:

- os Lamas, raiz da graça;
- os Yidams (divindades de meditação), raiz das realizações;
- os Protetores, raiz da atividade.

No Vajrayana, considera-se que para realizar a natureza última do espírito é necessário seguir a um LAMA, um mestre espiritual que mostra o caminho, confere iniciações, dá instruções e de quem recebemos a graça, o poder espiritual. Em seguida, praticamos as meditações em relação aos Yidams, que permitem obter a realização sublime (a realização da natureza última do espírito) e as realizações ordinárias (longa vida, mérito, diferentes poderes). Por último, dado que a prática do DHARMA encontra numerosos obstáculos, remetemo-nos às divindades chamadas PROTETORES, para evitar esses obstáculos e estabelecer as circunstâncias favoráveis.


A Cerimônia

A tomada de refúgio realiza-se durante uma cerimônia simples e rápida que implica em uma participação ativa de todos os aspectos de nossa personalidade: nosso corpo, nossa palavra e nossa mente. Essa participação confere uma grande força, um grande impulso, um caráter de seriedade e profundidade ao nosso compromisso espiritual. Dado que no campo relativo todas as aparências são o jogo de sua interconexão, existe necessariamente uma ligação entre o que se realiza formalmente e o sentido profundo do que é realizado. O ritual permite a passagem de uma graça, de uma corrente de força espiritual que penetra nosso espírito. Eis o motivo pelo qual é necessária a cerimônia.

Seu desenvolvimento é muito sóbrio. Aquele que toma refúgio afirma o seu compromisso, repetindo três vezes a fórmula de refúgio. Em seguida, o LAMA corta uma mecha de cabelo, dá-lhe um nome do Dharma e oferece-lhe um cordão de proteção.


A mecha de cabelo é o sinal de nossa consagração ao Dharma. Simboliza o fato de que renunciamos ao nosso modo de ser ordinário e que entramos pela porta do caminho de BUDDHA.


O cordão de proteção representa a graça do Buddha que a partir desse momento nos acompanha.


O nome identifica-nos como tendo entrado no caminho da Liberação. Refere-se sempre a uma ou várias qualidades do Despertar.



Os Preceitos

Tomar refúgio significa engajar-se no caminho da Liberação. Esforçamo-nos, desse modo, em respeitar um certo número de preceitos que nos ajudarão a progredir. Esses preceitos repartem-se em três grupos:

As três coisas a evitar:


- Tendo tomado refúgio no Buddha, não mais buscamos proteção das divindades deste mundo, ou seja, os espíritos das águas, das montanhas, da terra, etc.
-Tendo tomado refúgio no Dharma, evitamos toda atividade que possa ser prejudicial aos seres.
-Tendo tomado refúgio na Sangha, evitamos a proximidade dos “maus amigos”, aqueles que criticam vivamente o Dharma ou cuja conduta é muito negativa.


As três atitudes a adotar são:

- Tendo tomado refúgio no Buddha, respeitamos o que representa: pinturas, estátuas, fotos, etc.

- Tendo tomado refúgio no Dharma, respeitamos os textos sagrados.


- Tendo tomado refúgio na Sangha, respeitamos todos os seus membros, todos aqueles que ingressaram no caminho do Buddha, todos aqueles que são os detentores dos ensinamentos.


Os três preceitos gerais:

Esforçamo-nos:
- em aceitar a cada dia a prece de refúgio, com confiança e sinceridade; - em fazer oferendas de coisas belas às Três Jóias.

Esses preceitos são muito singelos e podem parecer simplistas. No entanto, são profundos, e se os cumprirmos veremos quão benéficos são.

Por outro lado, é claro que tomar refúgio não significa em absoluto repelir as outras religiões, nem considerá-las inferiores. A atividade do Despertar para o bem dos seres é extremamente vasta e utiliza numerosos métodos para ajudá-los, tanto no plano temporal como no plano último. Eis porque se manifesta através de numerosas tradições, todas elas merecendo o nosso respeito.

Conclusão

Se a tomada de refúgio se reveste de tão grande importância é porque não podemos encontrar, neste mundo, uma proteção mais eficaz contra o sofrimento que as Três Jóias, não somente no plano da libertação, como também no das dificuldades e angústias cotidianas. Diz-se que aquele que toma refúgio não mais renascerá nos mundos inferiores, não se engajará em falsos caminhos espirituais e, finalmente, se livrará do ego, raiz de todo o sofrimento.

(Ensinamentos ministrados em Mirik, monastério de Bokar Rinpoche, na Índia, em julho de 1989. Traduzido para o francês por Tcheuky Sengue e para o português por membros do Centro Budista Tibetano Kagyu Pende Gyamtso, a partir da tradução francesa).

KTC - Karma Theksum Chokhorling Estrada dos Bandeirantes, nº 25636 - Vargem Grande Rio de Janeiro - RJ - Brasil - CEP 22785-092

domingo, 8 de maio de 2011

Buda da Medicina


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“Se alguém realiza a meditação do Buddha da Medicina, eventualmente poderá atingir a Iluminação, mas, enquanto isso não acontece, esta pessoa experimentará um grande aumento na sua capacidade de cura tanto para si próprio como para outros, assim como uma significativa diminuição de doenças de ordem física, mental e de sofrimento”

– Lama Tashi Namgyal

Depois eu até volto e escrevo algo pessoal a respeito do Buddha da Medicina. Por enquanto, copio e colo este texto que encontrei na rede. Logo abaixo, relaciono seus 12 Votos.

As práticas do Buddha da Medicina (Bhaisajyaguru, em sânscrito, e Sangye Menla, em tibetano) eliminam os venenos da mente, responsáveis por toda ordem de sofrimentos que experimentamos. Ainda no clima desta semana de Saka Dawa, estou participando de um mini-retiro (serão 4 dias, mas só estarei por lá hoje) para trabalhar coletivamente com esta energia de cura para mim mesmo e todos os seres sencientes. Que todos possam se beneficiar!

O Buda da Medicina é um Ser completamente iluminado. Para entender quem ele é, qual é sua natureza, qual é sua função, e assim por diante, primeiro precisamos entender o que é um ser iluminado. Geralmente, “ser” significa alguém que experiencia sensações agradáveis, desagradáveis ou neutras. Portanto nós somos seres, animais são seres; mas casas e plantas não são seres porque não experienciam sensações. Há dois tipos de seres: seres sencientes e seres iluminados. Um ser senciente, ou um ser vivo, é um ser cuja mente é atormentada pela escuridão da ignorância. Um ser iluminado é um ser completamente livre da escuridão da ignorância.

Assim como os seres sencientes têm muitos diferentes aspectos, os seres iluminados também. Seres iluminados emanam incontáveis diferentes formas para beneficiar os seres vivos. Algumas vezes aparecem como Deidades, às vezes como humanos, às vezes como não humanos. Às vezes aparecem como professores budistas, às vezes como professores não-budistas, às vezes como pessoas loucas ou pessoas más e, às vezes, como objetos inanimados. Emanações de seres iluminados permeiam o mundo todo, mas porque nossa mente é coberta pela ignorância, não os reconhecemos. Não podemos dizer quem, ou o que, é uma emanação de Buda.

Buda da Medicina é um Ser Iluminado que tem compaixão imparcial por todos os seres vivos. Ele protege os seres vivos de doenças físicas e mentais e outros perigos e obstáculos e os ajuda a eliminar os três venenos: apego, ódio e ignorância – que são a fonte de todas as doenças e perigos. Ele é o Buda Médico.

Uma vez Buda Shakyamuni estava num lugar chamado Vaishali com 36 mil discípulos Bodhissatvas. Naquela época Manjushri aparecia como um discípulo Bodhissatva. Por sua compaixão Manjushri realizou que no futuro o Budadarma iria degenerar e os seres deste mundo teriam dificuldades de praticar o puro Darma e alcançar realizações. Ele entendeu que seria muito difícil para esses seres controlar suas mentes e, por isso, cometeriam ações negativas tais como matar,roubar e sustentar visões errôneas. Como resultado, experienciariam horríveis doenças e insuportáveis sofrimentos mentais. O mundo seria pleno de problemas, perigos e adversidades. Pensando em todos esses sofrimentos, Manjushri perguntou a Buda:

“No futuro, quando o Darma, e a prática espiritual em geral, estiverem em declínio, quando os seres humanos neste mundo estiverem empobrecidos espiritualmente, quando seus apegos, raiva e ignorância forem tão fortes e difíceis de controlar e por isso experienciarem continuamente dor mental, medo, perigos e especialmente muitas doenças incuráveis, quem irá libertá-los desses sofrimentos e protegê-los desses perigos? Quem os ajudará a superar os três venenos mentais?”

Em resposta à pergunta do Bodisattva Manjushri, Buda expôs o Sutra Oito Mil Versos Essência da Revelação das Instruções sobre o Buda da Medicina. Muitos seres ouviram esses ensinamentos. Além dos 36 mil discípulos Bodissatvas humanos, milhões de outros Bodissatvas vieram de muitas Terras Puras, juntos com seres de outros reinos tais como nagas, fazedores de mal ou yakshas. A essa vasta assembléia de discípulos, Budas explicou tudo sobre o Buda da Medicina – suas qualidades especiais, suas Terras Puras e como, no futuro, confiando neste Buda e, só de ouvir seu nome, seres vivos seriam curados de pesadas doenças físicas e mentais, especialmente das doenças das delusões. Ele também explicou como fazer conexões com esse Buda, os benefícios de confiar nele e como praticar as instruções do Buda da Medicina.

Enquanto Buda estava expondo esses ensinamentos, Manjushri percebeu, com sua clarividência de conhecer as mentes dos outros, que alguns dos humanos e deuses na audiência estavam duvidando, achando difícil de acreditar na explicação de Buda sobre a existência do Buda da Medicina. Então ele levantou-se de seu assento, respeitosamente rodeou Buda três vezes, fez três prostrações e com seu joelho esquerdo sobre o solo, de acordo com a tradição, perguntou a Buda:

“Para remover as dúvidas das mentes dos discípulos, por favor mostre claramente que esse Buda existe, onde ele vive e quais são suas boas qualidades”.

Buda imediatamente entrou em profunda concentração, e de seu coração emanou raios de luz convidando os Sete Budas da Medicina a Vaishali de modo que cada um pudesse vê-los. Buda da Medicina veio com seus dois principais discípulos, Radiância de Sol e Radiância de Lua, bem como um vasto séquito de milhares de discípulos. Os outros cinco Budas da Medicinas também vieram com seus séquitos. Todos puderam ver os sete Budas da Medicina com seus séquitos diretamente e suas dúvidas foram imediatamente eliminadas. Buda apresentou cada um dos Budas, dizendo ” Este é o Buda da Medicina. Ele vem da terra pura chamada Terra Pura do Lápis Lazúli. Essa Terra de Buda tem a natureza de sabedoria com o aspecto do lápis lazúli. O solo inteiro dessa Terra Pura é iluminada pela luz deste Buda” e assim por diante.

Buda então deu instruções de como recitar o mantra para si mesmo e para os outros, para doentes e os que estão morrendo, e assim por diante e de como fazer muitos rituais de cura. Todos se regozijaram e desenvolveram profunda e inabalável fé. É dito que ouvindo essas instruções, sete milhões de não-humanos “fazedores de mal” obtiveram a realização direta da verdade última e prometeram ajudar os seguidores que confiassem sinceramente na pratica do Buda da Medicina. Doze l “fazedores de mal” que estavam presentes, mais tarde, alcançaram a Iluminação e foram incluídos entre as 51 Deidades do Mandala do Buda da Medicina.

A prática do Buda da Medicina é um método muito poderoso para curar nós mesmos e os outros e para superar a doença interior do apego, ódio e ignorância. Se confiarmos no Buda da Medicina com pura fé definitivamente receberemos as bênçãos dessas realizações.

- Fonte: Centro Budista Kadampa Vajrapani – Indaiatuba

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Os 12 Votos do Buddha da Medicina

  1. Obter o corpo-forma de Buda em vidas futuras;
  2. Conseguir erradicar a escuridão da ignorância de sua mente;
  3. Ser dotado com vida inesgotável;
  4. Ser capaz de conduzir os seres pelos caminhos mahayana;
  5. Ser capaz de restaurar as quebras de disciplina moral dos outros seres;
  6. Ser capaz de renascer sob qualquer forma desejada;
  7. Apaziguar todas as visões errôneas e maras;
  8. Ser capaz de libertar outros da prisão;
  9. Ser capaz de conduzir pessoas más aos caminhos espirituais;
  10. Ser capaz de aliviar os seres dos infernos quentes com uma brisa fresca, e os dos infernos gelados irradiando calor;
  11. Ser capaz de realizar os desejos dos outros e libertá-Ios de doenças fisicas e mentais;
  12. Renascer numa terra pura no futuro.

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OM NAMO BAGA WATE BEKA DZE GURU BE DURIA PRABA RADZAIA
TATA GATAIA ARHATE SAMIAK SAMBUDAIA

TAIATA OM BEKA DZE BEKA DZE MAHA BEKA DZE RADZA SAMUDGATE SOHA

“Refugio-me no Buda da Medicina de Radiância Azul Celeste, o Merecedor de Oferendas, o Dotado de Consciência Iluminada Universal e Absoluta, o Sagrado, com a intenção de fazer cessar desastres e ganhas benefícios”.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vajrakilaya




Vajrakilaya, ou Kila, significa algo afiado e que perfura — uma adaga, basicamente. Uma adaga que é tão afiada que pode perfurar qualquer coisa, enquanto ao mesmo tempo nada pode perfurá-la. Essa é a qualidade. Esta energia afiada e perfuradora é o que é usado para praticar, e dentre os muitos e infinitos métodos do Vajrayana, acontece que este é um dos métodos mais importantes.

Vajrakilaya é uma das divindades mais populares para destruir obstáculos. Guru Rinpoche atingiu a iluminação através da prática de Yangdag Heruka, mas primeiro ele praticou Vajrakilaya para limpar ou remover os obstáculos; e então, através disso, ele praticou o resto e atingiu o que quer que quisesse atingir. Logo, Vajrakilaya é conhecido por remover os obstáculos.

Vajrakilaya também é conhecido como sendo a corporificação de todas as atividades do Buddha. Às vezes, quando falamos de Vajrakilaya, falamos dele como sendo a forma irada de Vajrasattva. Há muitos, muitos grandes mestres, tanto na Índia quanto no Tibet, mas especialmente no Tibet, que praticaram Vajrakilaya, especialmente na linhagem Nyingma, entre os Kagyüpas e também dentre os Sakyapas, Tsarpa e Ngorpa. A principal divindade dos Sakyapas, além de Hevajra, é Vajrakumara ou Vajrakilaya. Nestes dias, uma das principais práticas de Sua Santidade Sakya Trizin é a de Vajrakilaya.

Vajrakilaya não é apenas uma simples divindade. Há um caminho completo, desde o Ngöndro até a meditação de desenvolvimento e a meditação de completude, tudo. Ele tem um caminho completo dele. Há muitos ensinamentos de tesouros baseados em Vajrakilaya. Por exemplo, há ensinamentos de tesouros de Jigme Lingpa, Ratna Lingpa e Nyangrel Nyima Özer. Não há apenas ensinamentos de tesouros, efetivamente há também a [linhagem] indiana; assim como há o Hevajra Tantra, há um Vajrakilaya Tantra. Jamyang Khyentse Wangpo, Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche, quase todos os grandes Lamas, especialmente dentro das tradições Kagyü e Nyingma, têm a sua própria prática da sadhana de Vajrakilaya.

Quando falamos sobre Vajrakilaya, falamos sobre quatro tipos de adaga: adaga da substância, adaga da compaixão, adaga da bodhichitta e adaga da sabedoria. [Quanto à] adaga da substância, nós efetivamos fabricamos a p'hurba, que é a substância. Nós a fazemos com uma qualidade muito especial de madeira ou ferro, e a abençoamos com as cerimônias, bênçãos e visualizações adequadas. Nós a mantemos e a usamos principalmente para perfurar os obstáculos externos. A adaga da compaixão é basicamente a prática da compaixão e o objeto que a adaga deve cravar, o objeto a cravar, são os seres sencientes. Você tem que colocá-la sobre os seres sencientes. E há a prática da bodhichitta, a adaga da bodhichitta, e essa é uma outra forma de praticar principalmente a bodhichitta relativa e a bodhichitta última juntas. Cravamos esta adaga sobre os métodos. Sabedoria e método, método é o objeto. Esse é o complicado. E então, por último, a adaga mais importante é a adaga da sabedoria. Essa adaga, a sabedoria, é todo o ensinamento do Atiyoga, como os ensinamentos de Dzogchen, e esta sabedoria é cravada sobre a ignorância. Esta é quarta.

Durante o puja, definitivamente tentamos incluir todas elas através de visualizações, através de mantras e através de mudras. Acredita-se que o próprio Guru Rinpoche disse — e este não é algum discurso de um ser humano comum — que onde quer que o puja de Vajrakilaya é feito, até mesmo esse lugar se tornará auspicioso, livre de todos os tipos de sofrimento externo, interno, especialmente interno e secreto. Aqueles que estão indireta ou diretamente conectados a Vajrakilaya certamente têm uma conexão com Vajrakilaya e, gradual ou imediatamente, todos os seus obstáculos serão dissipados e o resultado último, que é o estado de Vajrasattva, pode ser obtido muito em breve.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reiki






A prática do reiki é mencionada no Sutra do Lótus: no tempo de Buddha Shakyamuni, seu primo Devadhata, de caráter invejoso e ciumento, em certo momento adoece. Ao visitá-lo, Buddha profere: “Que Buddha sendo realmente um perfeito Buddha e seus ensinamentos a perfeita sabedoria, seja capaz de curar plenamente espírito e corpo”. Buddha estende as mãos sobre a cabeça de Devadata com imensa compaixão e o cura completamente. Neste momento, nasce o Reiki.

Fonte: Centro de Dharma da Paz Shi De Choe Tsog

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Poder dos Mantras





O poder dos Mantras

:: Bel Cesar ::
Como vimos no texto anterior sobre o poder da energia espiritual, podemos não definir exatamente o que ela seja, mas intuitivamente todos nós sabemos que necessitamos dela. Afinal, quem não quer sentir paz e comunhão com o mundo à sua volta? Aliás, outro dia, ao perguntar a um paciente se ele já havia sentido estar em comunhão com a natureza, ele me disse: Não tenho a menor idéia do que você está falando. Rimos juntos. Mas, ao aprofundar a conversa, concluímos o quanto a nossa mente inquieta e perturbada pelos afazeres do cotidiano nos impede de simplesmente relaxar e sentir bem-estar onde quer que estejamos. Estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável! Para tanto, precisamos nos deixar tocar pela força da energia positiva sutil, pois ela age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada. Podemos nos nutrir de energia espiritual por meio dos mantras: na qualidade energética dos sons sagrados. Na meditação budista, trabalhamos mais com sons e imagens do que com o conceito das palavras. É que as palavras estimulam a mente conceitual e os sons e as imagens tocam a mente. Assim como Lama Gangchen costuma nos dizer: Nossa mente é muito `dura´. Por isso ela precisa ser massageada com os mantras, para dissolver a sua rigidez e os seus bloqueios. A palavra sânscrita mantra é formada de duas sílabas: MAN que significa mente, e TRA, proteger. O seu significado é, portanto, proteger a mente. O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age como que num plano secreto, pois seu poder está além das imagens e das palavras. A força secreta do mantra depende de algumas condições. Como por exemplo, se o praticante recebeu ou não a transmissão oral deste mantra por um mestre que tenha realizado o poder sutil do mesmo. Na tradição budista tibetana, a transmissão oral é muito importante. Pois é por meio dela que o praticante irá receber a transferência de poder para praticar o mantra. Isto é, o mestre irá ativar a força secreta do mantra para o discípulo poder praticá-lo. Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura Tântrica III (Ed. Gaia): Quando usamos o termo 'secreto' não queremos dizer que as palavras, melodias ou explicações sejam secretas. Todos os tibetanos podem ir a uma livraria e comprar livros sobre todos os assuntos mais incríveis e secretos do Tantra tibetano. 'Secreto' significa que é necessária uma transmissão de coração para coração para que as instruções funcionem. A experiência interna que cada um tem é secreta, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras. ’Secreto‘ significa que a mente não tem forma e que, portanto, é muito difícil expor uma experiência mental. Tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna. Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a experiência da vacuidade ou a Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna. A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual. Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal. No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra. Desta forma, ele estará em sintonia com a força secreta do mantra. Durante séculos, os mantras têm sido usados na prática espiritual para enfocar e transformar a energia sutil. As energias curativas despertadas pelo som do mantra são inerentes à psique. Na tradição budista, estas forças positivas são caracterizadas como divindades: manifestações de uma força transformadora que se encontra em nossa mente. Um mantra que gosto muito de recitar é o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTARE TURE SOHA Em tibetano, Tara é conhecida como Drolma, a Salvadora, pois ela é a manifestação da energia feminina da mente iluminada: a sabedoria. Tara Verde é a energia feminina da intuição, da criação. Ao desenvolver essa energia dentro de nós, teremos mais vitalidade e disposição para realizar nossos projetos de vida, pois Tara elimina os obstáculos mentais criados pelo medo e pela preguiça. A energia de Tara nos ajuda a colocar velozmente as idéias em ação. Uma idéia não colocada em prática é apenas um pensamento. Quando colocamos nossas idéias em ação, damos vida e energia para os nossos pensamentos. Recitar o seu mantra nos ajuda a eliminar as interferências internas como medo e ressentimento. Traz proteção, fé e coragem. OM significa os sagrados corpo, fala e mente de Tara. TARE Aquela que liberta do sofrimento verdadeiro. TUTTARE que elimina todos os medos. TURE que concede todo o sucesso. SOHA significa possa o significado do mantra enraizar-se em minha mente. A prática de recitar mantras é especialmente valiosa nos dias de hoje, porque é simples e direta. Tudo o que precisamos fazer é relaxar o máximo possível enquanto repetimos ritmicamente as sílabas do mantra, em voz alta ou silenciosamente. Meditação simplificada da divindade Tara Verde Inicialmente, foque seu problema e peça clareza à Tara Verde. Peça para que você e todos os seres reconheçam a natureza verdadeira de si mesmos, e que o sofrimento do medo se extinga. Visualize, então, Tara Verde sendo manifestada por uma forte luz Verde Esmeralda, logo à sua frente, enquanto recita o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTTARE TURE SOHA. Você pode cantá-lo ou recitá-lo. Conforme você se concentra em seus pedidos à Tara Verde, visualize a luz à sua frente se intensificando, penetrando no topo de sua cabeça e preenchendo seu corpo de luz verde, purificando suas dúvidas e medos, realizando seus pedidos. Quando se sentir calmo e seguro, visualize esta forte luz verde, a manifestação da energia de Tara Verde, descendo agora pelo topo de sua cabeça, passando pela garganta, até fundir-se no interior de seu coração. Assim, a sua mente e a de Tara Verde estão em união. Permaneça nesse estado o tempo que puder, cultive o sentimento de confiança de que sua meditação foi realizada com sucesso. Então, para finalizar, dedique essa energia à longa vida de seu mestre e a todos os que necessitam da energia positiva que você acumulou por meio de sua motivação e concentração ao fazer esta meditação.

Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.

sábado, 16 de abril de 2011

Emoçoes de Acordo com Psicologia Budista





A anatomia das emoções segundo a Psicologia Budista
Segundo o budismo tibetano, a natureza da mente sutil do ser humano é potencialmente pura como a energia de um puro cristal. No entanto, está contaminada por três grandes venenos mentais: o apego, a raiva e a ignorância. Estes, por sua vez, são resultantes de um grande veneno mental: o fato de pensarmos que as coisas existem por si só e que são permanentes.
Nada existe por si só, tudo está interligado. Apesar do seu aspecto permanente, tudo está em constante transformação. Podemos compreender estas verdades racionalmente, mas agimos instintivamente como se as coisas e as pessoas existissem em si e por si próprias, a partir delas mesmas. Nossa percepção da realidade está distorcida. Da mesma forma, sabemos que vamos morrer um dia, mas vivemos como se fôssemos imortais. Podemos até perceber nossa ignorância, mas enquanto a base de nosso ambiente interno for o medo e a dúvida, continuaremos presos a nossos hábitos mentais distorcidos. Enquanto pensarmos que somos pessoas carentes e inadequadas, não seremos capazes de reconhecer nossa base interna positiva! A anatomia das emoções conforme a psicologia budista é descrita no Abhidharma (que na língua pali dos tempos de Buddha significa “a doutrina final”), o texto original da epistemologia do budismo, onde são elaboradas as investigações originais de Buddha sobre a natureza humana. Segundo o Abhidharma, todos os seres são compostos de fatores mentais ou “Nama”, e fatores materiais ou “Rupa”. O indivíduo é um “Nama-rupa”. Nama denota tanto a consciência como os estados mentais. Assim, o Abhidharma enumera 51 tipos de estados mentais. Ainda de acordo com o Abhidharma, existem 89 tipos de consciência. Destas, 80 são características do ser comum, e as 9 restantes são próprias daqueles que atingiram um desenvolvimento espiritual superior. A psicologia budista descreve nos “sankharas”, ou estados mentais generalizados, Seis Emoções Básicas (Seis Venenos-Raiz ou Aflições mentais); Vinte Emoções Secundárias; Onze Fatores Mentais Virtuosos; Quatro Fatores Mentais que podem ou não ser virtuosos. As Seis Emoções Básicas são (em itálico, os termos em tibetano): 1. Apego, isto é, desejo ou ansiedade por possuir – Dö.Tchag 2. Raiva, hostilidade, ódio – Kong.tro 3. Ignorância, ilusão – Ma.rig.pa 4. Orgulho, arrogância – Nga.guiel 5. Dúvida ou suspeita – Te.tsom 6. Visões falsas ou errôneas – Ta.wa.nyon.mon.tchen Destas, as três primeiras são as mais graves, por isso, são chamadas de Os três Venenos Mentais. As Vinte Emoções Secundárias, derivadas de algumas Emoções básicas, conhecidas também como Os Vinte Fatores Afins da Instabilidade, são: Raiva 1.Irritação, agressividade ou indignação – Tro.wa 2.Ressentimento ou rancor – Kön.dzin 3.Hipocrisia ou dissimulação – Tchab.pa 4.Malevolência ou animosidade – Tseg.pa 5.Inveja ou ciúmes – Trag.dog 6. Crueldade ou malícia – Nam.Tse Apego 7. Avareza – Ser.na 8. Excitação mental – Go.pa 9. Arrogância ou presunção – Guia.pa Ignorância 10. Desatenção – She.Shin Min.pa 11. Melancolia ou Mente Pesada – Mug.pa 12. Falta de confiança ou Incredulidade – Ma.te.pa 13. Preguiça – Lê.lo 14. Falta de atenção introspectiva ou esquecimento – Dje.nhe Ignorância + apego 15. Falsidade ou pretensão – Guiu 16. Desonestidade – Yo Ignorância + apego + raiva 17. Impudência ou ausência de vergonha – NgoTsa Med.pa 18. Falta do senso de propriedade ou desconsideração – Trel.Me.pa 19. Desinteresse – Bag.me 20. Distração – Nam.yen Os Onze Fatores Mentais Virtuosos são: 1. Fé – De.pa 2. Sentido do que é correto – Ngo.Tsa.she.pa 3. Consideração pelos outros – Trel.yo.pa 4. Desapego – Ma.tchag.pa 5. Não-raiva ou imperturbabilidade – She.dang.me.pa 6. Não-confusão – Ti.mug.me.pa 7. Perseverança entusiástica – Tson.dru 8. Flexibilidade – Shintu.djang 9. Retidão mental – Bag.yo 10. Não-violência – Nam.par.mi.tse.ba 11. Equanimidade – Tang.nhön Os Quatro Fatores Mentais que podem ou não ser virtuosos são: 1. Dormir – nhi 2. Arrependimento – Guio.pa 3. Investigação geral – Tog.pa 4. Análise – Tcho.pa O Abhidharma distingue entre os fatores mentais que são puros, saudáveis e os que são impuros e prejudiciais. O critério usado para fazer essa distinção foi a observação dos fatores mentais que contribuem para a meditação e para o desenvolvimento espiritual. As emoções positivas encontram-se, na maioria das vezes, encobertas por emoções negativas. A psique humana é formada por camadas mentais: experiências que se sobrepõem e se sustentam umas às outras. Por esta razão, o desenvolvimento espiritual é comparado ao ato de descascar uma cebola: cada camada retirada expõe as qualidades da camada que está abaixo, até desvendar seu núcleo, que é verdadeiramente puro e positivo. Portanto, o budismo nos inspira a entender que no exato momento em que sentimos raiva, temos também a não-raiva como um realidade emocional subjacente à ela. Ou seja, nossas emoções negativas não podem contaminar nossa natureza essencial - o núcleo de nossa mente -, mas podem encobri-la. Se elas fossem inerentes à mente, não haveria sentido em nosso trabalho de removê-las! Para nos desenvolvermos interiormente, é essencial perceber que é possível nos libertarmos delas. Chögyam Trungpa, um renomado mestre do budismo tibetano, define o núcleo central e saudável de nossa mente como a bondade fundamental dos seres humanos. Assim, diz ele: “O primeiro passo para perceber a bondade fundamental é valorizar o que temos. Em seguida, porém, deveríamos ver mais longe e examinar o que somos, quem somos, onde estamos, quando somos e como somos enquanto seres humanos, para então sermos capazes de tomar posse da nossa bondade fundamental. Não se trata de uma ‘posse’, mas de todo modo nós a merecermos”. A mente pura como cristal está sempre presente; no entanto, depende de nosso ambiente interior para se manifestar. Isto é, necessita de constante abertura, confiança e coragem para olhar o que quer que surja em nossa vida com compaixão e entendimento.


Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tsong Khapa

Lama Tsongkhapa

Lama Tsongkhapa RelicLama Tsongkhapa (1357d.C. - 1419 d.C.) nasceu na região de Tsong Kha na Província Amdo no Tibet oriental. Ele era famoso por sua dedicação a prática vigorosa. Ele realizou 3.500.000 prostrações completas, deixando uma impressão de seu corpo no chão do templo. Ele tinha visões de Manjushri, o bodisatva da sabedoria iluminada.

Lama Tsongkhapa é o fundador da tradição Gelug do Budismo Tibetano. Escreveu muitos tratados renomados e comentários aos textos clássicos como o lam rim (os estágios do caminho).

Aos 62 anos, bem cedo pela manhã sentado em posição de lótus completa, sua respiração parou. Muitos discípulos testemunharam raios de luz emanando de seu corpo, levando os a crer que ele havia entrado no bardo (o estagio entre morte e renascimento) como um ser iluminado.

Ele ensinou:

"Se você soubesse o quão difícil é obtê-la,
Viver a vida ordinária seria impossível.

Se você pudesse ver os grandes benefícios dela,

Você ficaria triste se ela não tivesse significado.

Se você pensasse sobre a morte,

Você se prepararia para as vidas futuras.

Se você pensasse sobre causa e efeito,

Você deixaria de ser descuidado."

Relíquias e Origem

  • Ainda vivo, Lama Tsongkhapa ofereceu seu dente a um de seus discípulos de coração, Khedrup Je. Seus outros discípulos também queriam o dente, então Je Tsongkhapa colocou o dente em cima do altar, fez oferecimentos e orações e é dito que o dente se multiplicou em nove, os quais ele distribuiu aos seus seguidores. A relíquia do dente exibida aqui é uma das nove relíquias manifestadas do dente original. A relíquia foi oferecida ao Lama Zopa Rinpoche em Lhasa, Tibet, em 1987 por Wesar Rinpoche do Monastério de Sera Me no Sul da Índia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Khatag


Khatag, a Echarpe da Felicidade


Conta-se que o rei do Tibet [Trisong Deutsen], que não era buddhista, andava muito ressentido com o respeito e a veneração que o povo do Tibet mostrava para com o grande mestre indiano Padmasambhava. Parecia-lhe, na verdade, que reverenciavam mais a Padmasambhava do que a ele mesmo. Assim, o rei decidiu assegurar-se que, quando o grande mestre o visitasse, todos os chefes do país veriam aquele a quem tanto honravam render homenagem a seu rei.

No dia da visita de Padmasambhava, todos os cortesãos foram congregados para vê-lo render homenagem ao rei; este, com grande ansiedade, também esperava para conhecer o grande mestre. O altivo rei mal pôde ocultar o seu grande prazer quando Padmasambhava levantou os braços como que para prostrar-se diante do trono real; mas, ao invés disso, das mãos de Padmasambhava saíram chamas que alcançaram as roupas do rei, queimando-as em segundos. Enquanto os cortesãos tratavam de apagar as chamas a golpes, o rei, sufocado pela fumaça que subia de sua echarpe cerimonial, retirou-a dos ombros. Comprovando o grande poder do mestre o rei lançou-se aos pés de Padmasambhava em submissão, e lhe ofereceu a echarpe em sinal de humildade. Padmasambhava aceitou a echarpe, mas logo a devolveu ao rei, colocando-a ao redor do seu pescoço, como um signo de bênção e da vitória da autoridade sacerdotal sobre o poder temporal.

E assim, diz-se no Tibet, terra de poucas flores, que Padmasambhava estabeleceu o oferecimento de khatags de felicidade, como demonstração de respeito.

Khatag é uma tira comprida de tecido, geralmente branca, uma espécie de longa echarpe, que pode ser confeccionada com diferentes tipos de tecido, desde a seda até gaze atesada com pó de arroz. Literalmente significa "tecido que une" e simboliza o laço que se estabelece entre aquele que a oferece e o que a recebe.

(Jayang Rinpoche. Contos populares do Tibete: os mais belos diálogos da literatura budista.
Traduzido por Lenis. E. Gemignani de Almeida.