
(Uma Visualização Criativa Para Limpeza dos Chacras)
1. Visualize que o sol está nascendo bem em cima de sua cabeça.
2. Esse sol é bem vermelho e brilhante.

Morreu na manhã deste domingo (24) um dos mais populares líderes religiosos da Índia, Sathya Sai Baba, considerado por seus seguidores como um deus vivo. De acordo com agências internacionais, ele estava na casa dos 85 anos.
O líder morreu em sua cidade natal de Puttaparthi, no Sul do país, por conta de complicações no coração e nos pulmões.
O guru estava hospitalizado por problemas cardíacos, pulmonares e renais. Ele estava há mais de três semanas em quadro grave de saúde e, há uma semana, contava com auxílio para respirar.
Seus fiéis acreditam que ele possui poderes sobrenaturais, como fazer aparecer objetos ou curar doenças em fase terminal.
A morte causou a tristeza dos devotos. Centenas de milheres de fiéis são esperados para o funeral do líder.
.
.
“Se alguém realiza a meditação do Buddha da Medicina, eventualmente poderá atingir a Iluminação, mas, enquanto isso não acontece, esta pessoa experimentará um grande aumento na sua capacidade de cura tanto para si próprio como para outros, assim como uma significativa diminuição de doenças de ordem física, mental e de sofrimento”
– Lama Tashi Namgyal
Depois eu até volto e escrevo algo pessoal a respeito do Buddha da Medicina. Por enquanto, copio e colo este texto que encontrei na rede. Logo abaixo, relaciono seus 12 Votos.
As práticas do Buddha da Medicina (Bhaisajyaguru, em sânscrito, e Sangye Menla, em tibetano) eliminam os venenos da mente, responsáveis por toda ordem de sofrimentos que experimentamos. Ainda no clima desta semana de Saka Dawa, estou participando de um mini-retiro (serão 4 dias, mas só estarei por lá hoje) para trabalhar coletivamente com esta energia de cura para mim mesmo e todos os seres sencientes. Que todos possam se beneficiar!
O Buda da Medicina é um Ser completamente iluminado. Para entender quem ele é, qual é sua natureza, qual é sua função, e assim por diante, primeiro precisamos entender o que é um ser iluminado. Geralmente, “ser” significa alguém que experiencia sensações agradáveis, desagradáveis ou neutras. Portanto nós somos seres, animais são seres; mas casas e plantas não são seres porque não experienciam sensações. Há dois tipos de seres: seres sencientes e seres iluminados. Um ser senciente, ou um ser vivo, é um ser cuja mente é atormentada pela escuridão da ignorância. Um ser iluminado é um ser completamente livre da escuridão da ignorância.
Assim como os seres sencientes têm muitos diferentes aspectos, os seres iluminados também. Seres iluminados emanam incontáveis diferentes formas para beneficiar os seres vivos. Algumas vezes aparecem como Deidades, às vezes como humanos, às vezes como não humanos. Às vezes aparecem como professores budistas, às vezes como professores não-budistas, às vezes como pessoas loucas ou pessoas más e, às vezes, como objetos inanimados. Emanações de seres iluminados permeiam o mundo todo, mas porque nossa mente é coberta pela ignorância, não os reconhecemos. Não podemos dizer quem, ou o que, é uma emanação de Buda.
Buda da Medicina é um Ser Iluminado que tem compaixão imparcial por todos os seres vivos. Ele protege os seres vivos de doenças físicas e mentais e outros perigos e obstáculos e os ajuda a eliminar os três venenos: apego, ódio e ignorância – que são a fonte de todas as doenças e perigos. Ele é o Buda Médico.
Uma vez Buda Shakyamuni estava num lugar chamado Vaishali com 36 mil discípulos Bodhissatvas. Naquela época Manjushri aparecia como um discípulo Bodhissatva. Por sua compaixão Manjushri realizou que no futuro o Budadarma iria degenerar e os seres deste mundo teriam dificuldades de praticar o puro Darma e alcançar realizações. Ele entendeu que seria muito difícil para esses seres controlar suas mentes e, por isso, cometeriam ações negativas tais como matar,roubar e sustentar visões errôneas. Como resultado, experienciariam horríveis doenças e insuportáveis sofrimentos mentais. O mundo seria pleno de problemas, perigos e adversidades. Pensando em todos esses sofrimentos, Manjushri perguntou a Buda:
“No futuro, quando o Darma, e a prática espiritual em geral, estiverem em declínio, quando os seres humanos neste mundo estiverem empobrecidos espiritualmente, quando seus apegos, raiva e ignorância forem tão fortes e difíceis de controlar e por isso experienciarem continuamente dor mental, medo, perigos e especialmente muitas doenças incuráveis, quem irá libertá-los desses sofrimentos e protegê-los desses perigos? Quem os ajudará a superar os três venenos mentais?”
Em resposta à pergunta do Bodisattva Manjushri, Buda expôs o Sutra Oito Mil Versos Essência da Revelação das Instruções sobre o Buda da Medicina. Muitos seres ouviram esses ensinamentos. Além dos 36 mil discípulos Bodissatvas humanos, milhões de outros Bodissatvas vieram de muitas Terras Puras, juntos com seres de outros reinos tais como nagas, fazedores de mal ou yakshas. A essa vasta assembléia de discípulos, Budas explicou tudo sobre o Buda da Medicina – suas qualidades especiais, suas Terras Puras e como, no futuro, confiando neste Buda e, só de ouvir seu nome, seres vivos seriam curados de pesadas doenças físicas e mentais, especialmente das doenças das delusões. Ele também explicou como fazer conexões com esse Buda, os benefícios de confiar nele e como praticar as instruções do Buda da Medicina.
Enquanto Buda estava expondo esses ensinamentos, Manjushri percebeu, com sua clarividência de conhecer as mentes dos outros, que alguns dos humanos e deuses na audiência estavam duvidando, achando difícil de acreditar na explicação de Buda sobre a existência do Buda da Medicina. Então ele levantou-se de seu assento, respeitosamente rodeou Buda três vezes, fez três prostrações e com seu joelho esquerdo sobre o solo, de acordo com a tradição, perguntou a Buda:
“Para remover as dúvidas das mentes dos discípulos, por favor mostre claramente que esse Buda existe, onde ele vive e quais são suas boas qualidades”.
Buda imediatamente entrou em profunda concentração, e de seu coração emanou raios de luz convidando os Sete Budas da Medicina a Vaishali de modo que cada um pudesse vê-los. Buda da Medicina veio com seus dois principais discípulos, Radiância de Sol e Radiância de Lua, bem como um vasto séquito de milhares de discípulos. Os outros cinco Budas da Medicinas também vieram com seus séquitos. Todos puderam ver os sete Budas da Medicina com seus séquitos diretamente e suas dúvidas foram imediatamente eliminadas. Buda apresentou cada um dos Budas, dizendo ” Este é o Buda da Medicina. Ele vem da terra pura chamada Terra Pura do Lápis Lazúli. Essa Terra de Buda tem a natureza de sabedoria com o aspecto do lápis lazúli. O solo inteiro dessa Terra Pura é iluminada pela luz deste Buda” e assim por diante.
Buda então deu instruções de como recitar o mantra para si mesmo e para os outros, para doentes e os que estão morrendo, e assim por diante e de como fazer muitos rituais de cura. Todos se regozijaram e desenvolveram profunda e inabalável fé. É dito que ouvindo essas instruções, sete milhões de não-humanos “fazedores de mal” obtiveram a realização direta da verdade última e prometeram ajudar os seguidores que confiassem sinceramente na pratica do Buda da Medicina. Doze l “fazedores de mal” que estavam presentes, mais tarde, alcançaram a Iluminação e foram incluídos entre as 51 Deidades do Mandala do Buda da Medicina.
A prática do Buda da Medicina é um método muito poderoso para curar nós mesmos e os outros e para superar a doença interior do apego, ódio e ignorância. Se confiarmos no Buda da Medicina com pura fé definitivamente receberemos as bênçãos dessas realizações.
- Fonte: Centro Budista Kadampa Vajrapani – Indaiatuba
.
Os 12 Votos do Buddha da Medicina
.
OM NAMO BAGA WATE BEKA DZE GURU BE DURIA PRABA RADZAIA
TATA GATAIA ARHATE SAMIAK SAMBUDAIA
TAIATA OM BEKA DZE BEKA DZE MAHA BEKA DZE RADZA SAMUDGATE SOHA
“Refugio-me no Buda da Medicina de Radiância Azul Celeste, o Merecedor de Oferendas, o Dotado de Consciência Iluminada Universal e Absoluta, o Sagrado, com a intenção de fazer cessar desastres e ganhas benefícios”.
Vajrakilaya, ou Kila, significa algo afiado e que perfura — uma adaga, basicamente. Uma adaga que é tão afiada que pode perfurar qualquer coisa, enquanto ao mesmo tempo nada pode perfurá-la. Essa é a qualidade. Esta energia afiada e perfuradora é o que é usado para praticar, e dentre os muitos e infinitos métodos do Vajrayana, acontece que este é um dos métodos mais importantes.
Vajrakilaya é uma das divindades mais populares para destruir obstáculos. Guru Rinpoche atingiu a iluminação através da prática de Yangdag Heruka, mas primeiro ele praticou Vajrakilaya para limpar ou remover os obstáculos; e então, através disso, ele praticou o resto e atingiu o que quer que quisesse atingir. Logo, Vajrakilaya é conhecido por remover os obstáculos.
Vajrakilaya também é conhecido como sendo a corporificação de todas as atividades do Buddha. Às vezes, quando falamos de Vajrakilaya, falamos dele como sendo a forma irada de Vajrasattva. Há muitos, muitos grandes mestres, tanto na Índia quanto no Tibet, mas especialmente no Tibet, que praticaram Vajrakilaya, especialmente na linhagem Nyingma, entre os Kagyüpas e também dentre os Sakyapas, Tsarpa e Ngorpa. A principal divindade dos Sakyapas, além de Hevajra, é Vajrakumara ou Vajrakilaya. Nestes dias, uma das principais práticas de Sua Santidade Sakya Trizin é a de Vajrakilaya.
Vajrakilaya não é apenas uma simples divindade. Há um caminho completo, desde o Ngöndro até a meditação de desenvolvimento e a meditação de completude, tudo. Ele tem um caminho completo dele. Há muitos ensinamentos de tesouros baseados em Vajrakilaya. Por exemplo, há ensinamentos de tesouros de Jigme Lingpa, Ratna Lingpa e Nyangrel Nyima Özer. Não há apenas ensinamentos de tesouros, efetivamente há também a [linhagem] indiana; assim como há o Hevajra Tantra, há um Vajrakilaya Tantra. Jamyang Khyentse Wangpo, Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche, quase todos os grandes Lamas, especialmente dentro das tradições Kagyü e Nyingma, têm a sua própria prática da sadhana de Vajrakilaya.
Quando falamos sobre Vajrakilaya, falamos sobre quatro tipos de adaga: adaga da substância, adaga da compaixão, adaga da bodhichitta e adaga da sabedoria. [Quanto à] adaga da substância, nós efetivamos fabricamos a p'hurba, que é a substância. Nós a fazemos com uma qualidade muito especial de madeira ou ferro, e a abençoamos com as cerimônias, bênçãos e visualizações adequadas. Nós a mantemos e a usamos principalmente para perfurar os obstáculos externos. A adaga da compaixão é basicamente a prática da compaixão e o objeto que a adaga deve cravar, o objeto a cravar, são os seres sencientes. Você tem que colocá-la sobre os seres sencientes. E há a prática da bodhichitta, a adaga da bodhichitta, e essa é uma outra forma de praticar principalmente a bodhichitta relativa e a bodhichitta última juntas. Cravamos esta adaga sobre os métodos. Sabedoria e método, método é o objeto. Esse é o complicado. E então, por último, a adaga mais importante é a adaga da sabedoria. Essa adaga, a sabedoria, é todo o ensinamento do Atiyoga, como os ensinamentos de Dzogchen, e esta sabedoria é cravada sobre a ignorância. Esta é quarta.
Durante o puja, definitivamente tentamos incluir todas elas através de visualizações, através de mantras e através de mudras. Acredita-se que o próprio Guru Rinpoche disse — e este não é algum discurso de um ser humano comum — que onde quer que o puja de Vajrakilaya é feito, até mesmo esse lugar se tornará auspicioso, livre de todos os tipos de sofrimento externo, interno, especialmente interno e secreto. Aqueles que estão indireta ou diretamente conectados a Vajrakilaya certamente têm uma conexão com Vajrakilaya e, gradual ou imediatamente, todos os seus obstáculos serão dissipados e o resultado último, que é o estado de Vajrasattva, pode ser obtido muito em breve.


Lama Tsongkhapa (1357d.C. - 1419 d.C.) nasceu na região de Tsong Kha na Província Amdo no Tibet oriental. Ele era famoso por sua dedicação a prática vigorosa. Ele realizou 3.500.000 prostrações completas, deixando uma impressão de seu corpo no chão do templo. Ele tinha visões de Manjushri, o bodisatva da sabedoria iluminada.
Lama Tsongkhapa é o fundador da tradição Gelug do Budismo Tibetano. Escreveu muitos tratados renomados e comentários aos textos clássicos como o lam rim (os estágios do caminho).
Aos 62 anos, bem cedo pela manhã sentado em posição de lótus completa, sua respiração parou. Muitos discípulos testemunharam raios de luz emanando de seu corpo, levando os a crer que ele havia entrado no bardo (o estagio entre morte e renascimento) como um ser iluminado.
Ele ensinou:
"Se você soubesse o quão difícil é obtê-la,
Viver a vida ordinária seria impossível.
Se você pudesse ver os grandes benefícios dela,
Você ficaria triste se ela não tivesse significado.
Se você pensasse sobre a morte,
Você se prepararia para as vidas futuras.
Se você pensasse sobre causa e efeito,
Você deixaria de ser descuidado."

Conta-se que o rei do Tibet [Trisong Deutsen], que não era buddhista, andava muito ressentido com o respeito e a veneração que o povo do Tibet mostrava para com o grande mestre indiano Padmasambhava. Parecia-lhe, na verdade, que reverenciavam mais a Padmasambhava do que a ele mesmo. Assim, o rei decidiu assegurar-se que, quando o grande mestre o visitasse, todos os chefes do país veriam aquele a quem tanto honravam render homenagem a seu rei.
No dia da visita de Padmasambhava, todos os cortesãos foram congregados para vê-lo render homenagem ao rei; este, com grande ansiedade, também esperava para conhecer o grande mestre. O altivo rei mal pôde ocultar o seu grande prazer quando Padmasambhava levantou os braços como que para prostrar-se diante do trono real; mas, ao invés disso, das mãos de Padmasambhava saíram chamas que alcançaram as roupas do rei, queimando-as em segundos. Enquanto os cortesãos tratavam de apagar as chamas a golpes, o rei, sufocado pela fumaça que subia de sua echarpe cerimonial, retirou-a dos ombros. Comprovando o grande poder do mestre o rei lançou-se aos pés de Padmasambhava em submissão, e lhe ofereceu a echarpe em sinal de humildade. Padmasambhava aceitou a echarpe, mas logo a devolveu ao rei, colocando-a ao redor do seu pescoço, como um signo de bênção e da vitória da autoridade sacerdotal sobre o poder temporal.
E assim, diz-se no Tibet, terra de poucas flores, que Padmasambhava estabeleceu o oferecimento de khatags de felicidade, como demonstração de respeito.
Khatag é uma tira comprida de tecido, geralmente branca, uma espécie de longa echarpe, que pode ser confeccionada com diferentes tipos de tecido, desde a seda até gaze atesada com pó de arroz. Literalmente significa "tecido que une" e simboliza o laço que se estabelece entre aquele que a oferece e o que a recebe.
(Jayang Rinpoche. Contos populares do Tibete: os mais belos diálogos da literatura budista.
Traduzido por Lenis. E. Gemignani de Almeida.