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sábado, 25 de junho de 2011
Educação...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O CORPO É O ESPELHO DA SUA ALMA- LOUISE L. HAY
O CORPO É O ESPELHO DA SUA ALMA
Por Louise L. Hay
Embora muitas pessoas me vejam como alguém com o poder de curar os outros, eu não curo ninguém.
Meu trabalho é ajudar as pessoas a compreenderem como seus pensamentos criam, constantemente, suas próprias experiências de vida – todas elas, tanto as boas quanto as que chamamos de más experiências.
Você já se viu indo para o trabalho remoendo ressentimentos em relação a um colega ou alimentando sua insegurança por causa de uma tarefa que lhe foi solicitada?
É um exemplo simples, mas que ajuda a entender o que afirmo. Se, em vez de pensar negativamente, você procurasse pensar nas razões que poderiam ter levado o companheiro de escritório à atitude agressiva, e imaginasse formas afetuosas de resolver o conflito, seu encontro com ele poderia gerar uma aproximação feliz para ambos.
Se, em vez de inventariar suas próprias falhas, você tomasse consciência de sua capacidade e repetisse para si que poderia realizar a tarefa solicitada com sucesso – pedindo ajuda se precisasse, provavelmente você a desempenharia com outro ânimo e competência.
Nossos pensamentos podem, da mesma forma, estar contribuindo para o bem-estar ou para o mal-estar de nossos corpos.
Não queremos ficar doentes e, no entanto, precisamos de cada doença que contraímos.
É a maneira que nossos corpos encontram para nos dizerem que estamos com uma ideia errada, com uma percepção falsa, e que precisamos mudar nossa forma de pensar.
Tenho uma amiga que precisou passar por uma pneumonia grave para concluir que era indispensável mudar seu ritmo de vida e fazer uma terapia que a ajudasse a rever seus relacionamentos.
Há pessoas que usam a doença como forma de não assumir compromissos, mantendo-se permanentemente numa situação fragilizada.
Cada doença é uma lição que precisamos aprender.
Por favor, não fique só reclamando: “quero me livrar desta doença.”
Isso não vai trazer a cura que você deseja e você não vai aprender a lição de que necessita.
Não se coloque também numa atitude defensiva, como se a doença fosse uma espécie de acusação. Não se trata de condenar nem de sentir nenhuma culpa.
Tanto na doença quanto em qualquer situação de vida, o importante é observar o que está acontecendo conosco para entender o que precisa ser libertado e transformado.
Então eu lhe digo: é hora de se curar, de tornar sua vida e seu corpo íntegros, que significa que você deseja investir na sua saúde.
Eu sei que você tem, dentro de si, tudo de que precisa para conseguir isso.
Quando você começar a compreender o processo que leva à saúde ou à doença, será capaz de assumir o controle consciente das mudanças que deseja fazer.
É um processo muito emocionante que vai se tornar uma das aventuras mais felizes da sua vida.
Acredito que existe um centro de sabedoria dentro de cada um de nós e que, quando estamos prontos para fazer mudanças positivas, atraímos o que é necessário para nos ajudar.
Pode ter certeza de que alguma coisa dentro de você se transformou e o processo de cura já começou.
Pare um instante a leitura e diga em voz alta: Eu já comecei o meu processo de cura.
O corpo é um espelho das nossas crenças e dos nossos pensamentos mais íntimos.
O corpo está sempre conversando conosco. É preciso aprender a escutar o que ele tem a dizer.
Cada célula reage a cada pensamento seu, a cada palavra que você pronuncia.
Por isso, se prolongamos durante muito tempo determinadas formas de pensar e de falar, elas irão produzir comportamentos e posturas corporais, assim como um maior ou menor bem-estar.
Suas palavras e pensamentos contribuem para sua saúde ou sua doença.
Uma pessoa que está sempre com o rosto fechado provavelmente não tem muitos pensamentos alegres e amorosos. Os rostos e corpos dos mais velhos mostram claramente como foi sua vida e seus comportamentos.
Pare um pouco e pense: que aparência eu vou ter quando entrar na terceira idade?
Como acredito que todos nós nascemos com o direito de ser completamente saudáveis e satisfeitos em todas as áreas de nossas vidas, quero ajudar você a conquistar esse direito agora.
Algumas das coisas que vou sugerir talvez pareçam simples demais, mas fique sabendo que estas ideias foram testadas muitas vezes com enorme sucesso.
Elas funcionam de verdade.
Antes de continuar a ler este texto, repare no seu corpo.
Coloque-se numa posição confortável, respire fundo e procure relaxar.
Abra-se para acolher todas as ideias, aceitando apenas as que se aplicam ou fazem sentido para você.
Acredito que toda doença é uma criação própria.
É claro que não dizemos quero ter tal doença, mas criamos um Ambiente mental que faz com que a doença apareça e se desenvolva.
Volto a repetir: nossos diálogos interiores provocam reações em cada célula do corpo.
Ouvi um médico dizer recentemente: “Se um cirurgião operar um paciente sem fazer coisa alguma para ajudar a descobrir e curar a causa da doença, ele estará apenas adiando o problema, pois o paciente criará um outro mal-estar.”
Não basta tratar o sintoma. Precisamos eliminar a causa da doença.
E para isso precisamos penetrar no lugar, dentro de nós mesmos, onde o processo teve início.
Somos profundamente responsáveis por quase todas as experiências por que passamos em nossas vidas.
Tanto as melhores quanto as piores.
Porque, como já disse, somos nós que criamos nossas experiências através dos pensamentos que temos e das palavras que pronunciamos.
O universo apoia completamente nosso diálogo interior.
Nosso subconsciente aceita como verdade aquilo em que escolhemos acreditar.
Isto significa que o que acredito ser verdade a meu próprio respeito e a respeito da vida se tornará verdade para mim.
Essa é uma escolha que você faz.
É claro que os pensamentos vêm à cabeça sem nosso controle, mas, ao reconhecê-los, você pode alimentá-los ou procurar desapegar-se deles, tentando olhar a realidade de outra perspectiva.
Temos também o impulso de pronunciar certas palavras, mas somos capazes de silenciá-las ou substituí-las por outras mais amorosas, impregnadas de compreensão e tolerância.
O que pensamos e sentimos a respeito de nós mesmos e de nossa vida formou-se desde criança, pelas reações e comportamentos dos adultos que nos rodeavam.
Assim, se você viveu com pessoas assustadas ou com pessoas extremamente infelizes, aprendeu uma porção de coisas negativas a seu próprio respeito e a respeito da vida.
E é possível que ainda acredite nelas.
Não estou dizendo isso para que culpemos nossos pais. Eles provavelmente foram vítimas de seus próprios pais e não podiam nos ensinar o que não sabiam.
Se sua mãe não gostava dela mesma e se seu pai não sabia ser carinhoso e atento, eles não teriam condições de ensinar você a se amar e a se tratar com carinho e atenção.
Por mais bem intencionados que fossem.
Acredito que escolhemos nossos pais. Cada um de nós decide encarnar neste planeta em épocas e locais específicos. Fazemos assim porque estamos neste mundo para aprender as lições que nos farão avançar em nosso caminho espiritual.
Para isso, escolhemos nosso sexo, nossa cor, nosso país e as pessoas que nos farão ter as experiências de que precisamos para evoluir.
Muitas vezes, quando crescemos, acusamos nossos pais e nos queixamos: “foi você quem fez isto comigo, a culpa é sua”.
Mas, na verdade, nós os escolhemos, porque era com eles que podíamos viver aquilo que queríamos aprender a superar.
Passamos a vida criando experiências que combinem com as crenças adquiridas na infância.
Olhe para trás e observe quantas vezes você passou pelo mesmo tipo de relacionamento e pela mesma qualidade de problema.
É bem possível que você tenha criado essas experiências repetidamente porque elas refletem o que você pensa a seu respeito.
Mas não adianta ficar remoendo os problemas do passado, porque é o momento presente que importa.
O que aconteceu no passado, até este momento, foi criado por você, com seus próprios pensamentos e antigas crenças, sem que você se desse conta.
Mas o que você escolhe pensar, acreditar e dizer hoje, neste exato lugar, neste exato momento, está criando o seu futuro.
Seu diálogo interior de agora está criando o seu amanhã, a semana que vem, o próximo mês e o ano que vem.
Então, preste atenção no que você está pensando neste instante. Você quer que este pensamento crie o seu futuro?
Ele é negativo ou é positivo? Observe, preste atenção.
Não existe certo ou errado no que pensamos, e volto a dizer que não quero nunca explorar o sentimento de culpa. Pelo contrário, quero eliminá-lo, porque ele paralisa e não faz crescer.
Estou querendo apenas que você entre em contato com o que está pensando, porque, em geral nós tomamos muito pouca consciência do que se passa em nossas mentes e em nossos corpos.
Só prestamos atenção quando ficamos doentes ou quando sentimos dor.
E, se não sabemos o que está se passando dentro de nós, como poderemos mudar?
Louise Hay
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Vesícula

ENFRENTAR OS GRANDES OBSTÁCULOS DA VIDA
A vesícula biliar é uma estrutura secular que serve como reservatório para a bile. A presença de certos alimentos no duodeno, particularmente a gordura, causa a liberação de um hormônio que alcança a vesícula biliar por via sangüínea, produzindo a contração da vesícula e a expulsão da bile para o duodeno. Metafisicamente, a vesícula reflete a disposição com que a pessoa enfrenta as dificuldades da vida, sentindo-se livre para se impor diante dos obstáculos. A vesícula biliar mantém armazenada a bile, que, no âmbito metafísico, representa a expressão de nossos conteúdos internos para resolver os problemas da vida. Nas pessoas que não liberam seus impulsos agressivos, acarretarão complicações na vesícula ou no duto que conduz a bile até o duodeno. A complicação mais comum resume-se na formação de cálculos nessa região, representando a calcificação da agressividade. Os problemas na vesícula surgem nas pessoas rígidas, intolerantes, contrárias a tudo que acontece. Têm dificuldade em digerir o novo e negam os fatos. Sentem-se presas e sufocadas pelas situações que as pressionam constantemente, não conseguem se soltar, liberando sua força para resolver as complicações. Só não conseguem colocar adequadamente sua capacidade resolutiva, comprometendo a vesícula. Outros dois problemas bastante conhecidos na vesícula são a vesícula preguiçosa e as pedras na vesícula. A vesícula preguiçosa é muito comum em pessoas lentas nas mudanças, que demoram para se adaptar ao novo. Quando requisitadas para algo de que não gostam, reclamam demasiadamente. Acham que ninguém faria nada se não fossem elas para resolver as coisas. Essa resistência em fazer aquilo que lhes cabe gera um desejo inconsciente de conter sua preparação interna, ocasionando-se a redução na função da vesícula. As pedras na vesícula são constantes em pessoas que param diante das dificuldades, não admitindo serem conduzidas pela natureza. Elas exigem que tudo seja do seu jeito. Quando não conseguem, relutam nas situações, impedindo que as circunstâncias sigam o fluxo normal. Essas insistências tanto prolongam as dificuldades quanto provocam a formação das pedras. A capacidade de atuação da pessoa termina por calcificar-se. A incapacidade de alguém em manter as coisas do seu modo gera um impasse que origina freqüentes dificuldades. Por meio delas a vida ensina a pessoa a ser menos rígida e intransigente, liberando seus potenciais e deixando a vida se fazer nela com toda a perfeição e abundância inerentes à natureza. Além disso, a liberação da energia presa também sugere a decomposição dos cálculos biliares. Conter-se diante dos obstáculos e dificuldades da vida é perder a habilidade em usar os próprios potenciais e capacidades de resolução, distanciando-se da ação direta na situação.
Quem precisou extrair a vesícula, acometida por algum tipo de problema, desenvolveu a estrutura interna causadora da disfunção que levou a retirar esse órgão. A ausência da vesícula no corpo provoca uma sensação de perda do referencial físico, de armazenagem metafísica da agressividade, deixando a pessoa mais propensa a se impor na situação, falando logo sobre o que pensa a respeito das coisas que acontecem à sua volta. Já não consegue mais guardar nada daquilo que outrora não conseguia expor, nem medir suas palavras para falar sobre aquilo que a incomoda na situação. A maneira que encontra para isso normalmente é por intermédio das brincadeiras e "gozações". Como podemos perceber na grande maioria das pessoas que extraíram a vesícula, elas passaram a ser bem diferentes de antes. Às vezes, até exageram um pouco em suas colocações, como se quisessem tirar o atraso do tempo em que se calaram, não conseguindo impor suas vontades. Aqueles que conseguem liberar sua força agressiva, mesmo depois de perderem a vesícula, atingem um estado de saúde interior graças ao equilíbrio das ações. Mesmo percorrendo um caminho de dor e deterioração de um órgão de seu corpo, isso é imprescindível para o restabelecimento físico, psíquico e emocional.
por Arlete Funaro
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Exercício Egípcio Limpeza

(Uma Visualização Criativa Para Limpeza dos Chacras)
1. Visualize que o sol está nascendo bem em cima de sua cabeça.
2. Esse sol é bem vermelho e brilhante.
sábado, 4 de junho de 2011
Gengibre
Gengibre, um analgésico natural
Fonte: http://amigosdacura.ning.com
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Sathya Sai Ram
Morre na Índia líder religioso Sathya Sai Baba
De acordo com agências internacionais, ele estava na casa dos 85 anos.
O guru é considerado por seus seguidores como um deus vivo.
O líder Sathya Sai Baba em foto de abril de 2010
(Foto: Mustafa Quraishi/AP)
Morreu na manhã deste domingo (24) um dos mais populares líderes religiosos da Índia, Sathya Sai Baba, considerado por seus seguidores como um deus vivo. De acordo com agências internacionais, ele estava na casa dos 85 anos.
O líder morreu em sua cidade natal de Puttaparthi, no Sul do país, por conta de complicações no coração e nos pulmões.
O guru estava hospitalizado por problemas cardíacos, pulmonares e renais. Ele estava há mais de três semanas em quadro grave de saúde e, há uma semana, contava com auxílio para respirar.
Seus fiéis acreditam que ele possui poderes sobrenaturais, como fazer aparecer objetos ou curar doenças em fase terminal.
A morte causou a tristeza dos devotos. Centenas de milheres de fiéis são esperados para o funeral do líder.
sábado, 28 de maio de 2011
Peço Demissão!!
Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações. Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e a "Ave Maria" e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.
Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A RAZÃO DE SE TOMAR REFÚGIO
Essas emoções conflituosas são condicionamentos impressos em nosso espírito desde tempos sem começo e sobre os quais praticamente não temos controle algum. Elas são a raiz de nosso sofrimento, de nossas angústias e frustrações, levam-nos a agir de forma a gerar nosso próprio sofrimento, por meio do Karma negativo. Não somos, pois, livres em nosso destino, somos impotentes para preservarmo-nos do sofrimento e da ilusão. Por isso remetemo-nos a essa realidade transcendente que são as Três Jóias: O Buda, o Dharma (seus ensinamentos) e a Sangha (a comunidade).
Tomar refúgio, entrar na via do dharma é, assim, situar-se sob uma dupla proteção:
- definitiva: aprendemos a conhecer de que maneira as emoções conflituosas são-nos prejudiciais e, depois a desprender-nos das mesmas, recobrando nossa pureza original, as felicidades autênticas, independentes das circunstâncias que nos são inerentes.
Por que as Três Jóias possuem essa capacidade de proteger-nos que nós mesmos não possuímos?
O Buddha libertou-se das emoções conflituosas e do Karma e possui a onisciência do Despertar. Nele, todos os defeitos desapareceram e todas as qualidades da pureza do espírito desabrocharam. É infinitamente superior a nós, e por essa razão tomamo-lo como refúgio. O Buda mostra o caminho que conduz ao fim do sofrimento. Sua maneira de guiar-nos é ensinando-nos o Dharma, cuja prática nos conduz à liberação. Por último a Sangha - os que praticam o Dharma e o transmitem a outros - nos ajuda em nossa progressão.
Eis o motivo pelo qual o Buddha, o Dharma e a Sangha são nossos três refúgios.
Em quem tomamos refúgio?
Qualquer que seja a escola do Budismo a que estejamos ligados tomamos refúgio em primeiro lugar nas Três Jóias. O Buddha, o Dharma e a Sangha, também chamados de os Três Raros e Sublimes.
BUDDHA
Talvez estejamos acostumados a pensar no Buddha simplesmente como um ser humano semelhante a nós mesmos, que viveu há seis séculos antes da nossa era. Isso não é falso, porém ele é muito mais do que isso. Quando imaginamos a totalidade do que realmente ele é, consideramos três aspectos, três modalidades de seu ser, que denominamos os três corpos:
- O Corpo de Glória (Samboghakaya): é a manifestação do Buddha sob uma forma luminosa, nos campos puros.
- O Corpo de Emanação (Nirmakaya): é a manifestação do Buddha sob uma forma comum. O Buddha como ser humano refere-se a esse corpo de emanação.
Embora as qualidades do Buddha sejam infinitas, três delas são consideradas como principais: o conhecimento, o amor e o poder.
Conhecimento e Amor, apesar de sua grandeza, seriam ainda insuficientes se o Buddha não possuísse também o Poder de nos ajudar. Esse poder manifesta-se particularmente através do ensino que nos dá sobre o caminho da Liberação. Dessa forma, dissipam-se os sofrimentos presentes e suprimem-se as causas de sofrimentos futuros. Pela prática do Dharma, que é a manifestação do poder do Buddha, avançamos no caminho da felicidade até o Despertar.
Dharma
É o caminho ensinado pelo Buddha. Distinguem-se dois aspectos:
-O Dharma da realização: as realizações advindas, efetivamente, do espírito dos grandes seres ou dos seres comuns, graças à prática ensinada.
A Sangha
Todos os que seguem os ensinamentos do Buddha constituem a Sangha, ou seja, a comunidade. Entretantanto, distinguem-se dois graus:
- A Sangha Comum.
É fundamentalmente na Sangha superior que se toma o refúgio.
Essas Três Jóias são denominadas os “Três Raros e Sublimes”, porque é muito raro que apareçam no mundo e são superiores a tudo.
As Três Raízes
No Vajrayana, o ramo mais difundido do budismo no Tibet, agrega-se às Três Jóias outros três refúgios as “Três Raízes”:
- os Yidams (divindades de meditação), raiz das realizações;
- os Protetores, raiz da atividade.
A Cerimônia
A tomada de refúgio realiza-se durante uma cerimônia simples e rápida que implica em uma participação ativa de todos os aspectos de nossa personalidade: nosso corpo, nossa palavra e nossa mente. Essa participação confere uma grande força, um grande impulso, um caráter de seriedade e profundidade ao nosso compromisso espiritual. Dado que no campo relativo todas as aparências são o jogo de sua interconexão, existe necessariamente uma ligação entre o que se realiza formalmente e o sentido profundo do que é realizado. O ritual permite a passagem de uma graça, de uma corrente de força espiritual que penetra nosso espírito. Eis o motivo pelo qual é necessária a cerimônia.
Seu desenvolvimento é muito sóbrio. Aquele que toma refúgio afirma o seu compromisso, repetindo três vezes a fórmula de refúgio. Em seguida, o LAMA corta uma mecha de cabelo, dá-lhe um nome do Dharma e oferece-lhe um cordão de proteção.
A mecha de cabelo é o sinal de nossa consagração ao Dharma. Simboliza o fato de que renunciamos ao nosso modo de ser ordinário e que entramos pela porta do caminho de BUDDHA.
O cordão de proteção representa a graça do Buddha que a partir desse momento nos acompanha.
O nome identifica-nos como tendo entrado no caminho da Liberação. Refere-se sempre a uma ou várias qualidades do Despertar.
Os Preceitos
Tomar refúgio significa engajar-se no caminho da Liberação. Esforçamo-nos, desse modo, em respeitar um certo número de preceitos que nos ajudarão a progredir. Esses preceitos repartem-se em três grupos:
As três coisas a evitar:
-Tendo tomado refúgio no Dharma, evitamos toda atividade que possa ser prejudicial aos seres.
-Tendo tomado refúgio na Sangha, evitamos a proximidade dos “maus amigos”, aqueles que criticam vivamente o Dharma ou cuja conduta é muito negativa.
As três atitudes a adotar são:
- Tendo tomado refúgio no Buddha, respeitamos o que representa: pinturas, estátuas, fotos, etc.
- Tendo tomado refúgio no Dharma, respeitamos os textos sagrados.
- Tendo tomado refúgio na Sangha, respeitamos todos os seus membros, todos aqueles que ingressaram no caminho do Buddha, todos aqueles que são os detentores dos ensinamentos.
Os três preceitos gerais:
Esforçamo-nos:
- em aceitar a cada dia a prece de refúgio, com confiança e sinceridade; - em fazer oferendas de coisas belas às Três Jóias.
Esses preceitos são muito singelos e podem parecer simplistas. No entanto, são profundos, e se os cumprirmos veremos quão benéficos são.
Por outro lado, é claro que tomar refúgio não significa em absoluto repelir as outras religiões, nem considerá-las inferiores. A atividade do Despertar para o bem dos seres é extremamente vasta e utiliza numerosos métodos para ajudá-los, tanto no plano temporal como no plano último. Eis porque se manifesta através de numerosas tradições, todas elas merecendo o nosso respeito.
Conclusão
Se a tomada de refúgio se reveste de tão grande importância é porque não podemos encontrar, neste mundo, uma proteção mais eficaz contra o sofrimento que as Três Jóias, não somente no plano da libertação, como também no das dificuldades e angústias cotidianas. Diz-se que aquele que toma refúgio não mais renascerá nos mundos inferiores, não se engajará em falsos caminhos espirituais e, finalmente, se livrará do ego, raiz de todo o sofrimento.
domingo, 8 de maio de 2011
Buda da Medicina
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“Se alguém realiza a meditação do Buddha da Medicina, eventualmente poderá atingir a Iluminação, mas, enquanto isso não acontece, esta pessoa experimentará um grande aumento na sua capacidade de cura tanto para si próprio como para outros, assim como uma significativa diminuição de doenças de ordem física, mental e de sofrimento”
– Lama Tashi Namgyal
Depois eu até volto e escrevo algo pessoal a respeito do Buddha da Medicina. Por enquanto, copio e colo este texto que encontrei na rede. Logo abaixo, relaciono seus 12 Votos.
As práticas do Buddha da Medicina (Bhaisajyaguru, em sânscrito, e Sangye Menla, em tibetano) eliminam os venenos da mente, responsáveis por toda ordem de sofrimentos que experimentamos. Ainda no clima desta semana de Saka Dawa, estou participando de um mini-retiro (serão 4 dias, mas só estarei por lá hoje) para trabalhar coletivamente com esta energia de cura para mim mesmo e todos os seres sencientes. Que todos possam se beneficiar!
O Buda da Medicina é um Ser completamente iluminado. Para entender quem ele é, qual é sua natureza, qual é sua função, e assim por diante, primeiro precisamos entender o que é um ser iluminado. Geralmente, “ser” significa alguém que experiencia sensações agradáveis, desagradáveis ou neutras. Portanto nós somos seres, animais são seres; mas casas e plantas não são seres porque não experienciam sensações. Há dois tipos de seres: seres sencientes e seres iluminados. Um ser senciente, ou um ser vivo, é um ser cuja mente é atormentada pela escuridão da ignorância. Um ser iluminado é um ser completamente livre da escuridão da ignorância.
Assim como os seres sencientes têm muitos diferentes aspectos, os seres iluminados também. Seres iluminados emanam incontáveis diferentes formas para beneficiar os seres vivos. Algumas vezes aparecem como Deidades, às vezes como humanos, às vezes como não humanos. Às vezes aparecem como professores budistas, às vezes como professores não-budistas, às vezes como pessoas loucas ou pessoas más e, às vezes, como objetos inanimados. Emanações de seres iluminados permeiam o mundo todo, mas porque nossa mente é coberta pela ignorância, não os reconhecemos. Não podemos dizer quem, ou o que, é uma emanação de Buda.
Buda da Medicina é um Ser Iluminado que tem compaixão imparcial por todos os seres vivos. Ele protege os seres vivos de doenças físicas e mentais e outros perigos e obstáculos e os ajuda a eliminar os três venenos: apego, ódio e ignorância – que são a fonte de todas as doenças e perigos. Ele é o Buda Médico.
Uma vez Buda Shakyamuni estava num lugar chamado Vaishali com 36 mil discípulos Bodhissatvas. Naquela época Manjushri aparecia como um discípulo Bodhissatva. Por sua compaixão Manjushri realizou que no futuro o Budadarma iria degenerar e os seres deste mundo teriam dificuldades de praticar o puro Darma e alcançar realizações. Ele entendeu que seria muito difícil para esses seres controlar suas mentes e, por isso, cometeriam ações negativas tais como matar,roubar e sustentar visões errôneas. Como resultado, experienciariam horríveis doenças e insuportáveis sofrimentos mentais. O mundo seria pleno de problemas, perigos e adversidades. Pensando em todos esses sofrimentos, Manjushri perguntou a Buda:
“No futuro, quando o Darma, e a prática espiritual em geral, estiverem em declínio, quando os seres humanos neste mundo estiverem empobrecidos espiritualmente, quando seus apegos, raiva e ignorância forem tão fortes e difíceis de controlar e por isso experienciarem continuamente dor mental, medo, perigos e especialmente muitas doenças incuráveis, quem irá libertá-los desses sofrimentos e protegê-los desses perigos? Quem os ajudará a superar os três venenos mentais?”
Em resposta à pergunta do Bodisattva Manjushri, Buda expôs o Sutra Oito Mil Versos Essência da Revelação das Instruções sobre o Buda da Medicina. Muitos seres ouviram esses ensinamentos. Além dos 36 mil discípulos Bodissatvas humanos, milhões de outros Bodissatvas vieram de muitas Terras Puras, juntos com seres de outros reinos tais como nagas, fazedores de mal ou yakshas. A essa vasta assembléia de discípulos, Budas explicou tudo sobre o Buda da Medicina – suas qualidades especiais, suas Terras Puras e como, no futuro, confiando neste Buda e, só de ouvir seu nome, seres vivos seriam curados de pesadas doenças físicas e mentais, especialmente das doenças das delusões. Ele também explicou como fazer conexões com esse Buda, os benefícios de confiar nele e como praticar as instruções do Buda da Medicina.
Enquanto Buda estava expondo esses ensinamentos, Manjushri percebeu, com sua clarividência de conhecer as mentes dos outros, que alguns dos humanos e deuses na audiência estavam duvidando, achando difícil de acreditar na explicação de Buda sobre a existência do Buda da Medicina. Então ele levantou-se de seu assento, respeitosamente rodeou Buda três vezes, fez três prostrações e com seu joelho esquerdo sobre o solo, de acordo com a tradição, perguntou a Buda:
“Para remover as dúvidas das mentes dos discípulos, por favor mostre claramente que esse Buda existe, onde ele vive e quais são suas boas qualidades”.
Buda imediatamente entrou em profunda concentração, e de seu coração emanou raios de luz convidando os Sete Budas da Medicina a Vaishali de modo que cada um pudesse vê-los. Buda da Medicina veio com seus dois principais discípulos, Radiância de Sol e Radiância de Lua, bem como um vasto séquito de milhares de discípulos. Os outros cinco Budas da Medicinas também vieram com seus séquitos. Todos puderam ver os sete Budas da Medicina com seus séquitos diretamente e suas dúvidas foram imediatamente eliminadas. Buda apresentou cada um dos Budas, dizendo ” Este é o Buda da Medicina. Ele vem da terra pura chamada Terra Pura do Lápis Lazúli. Essa Terra de Buda tem a natureza de sabedoria com o aspecto do lápis lazúli. O solo inteiro dessa Terra Pura é iluminada pela luz deste Buda” e assim por diante.
Buda então deu instruções de como recitar o mantra para si mesmo e para os outros, para doentes e os que estão morrendo, e assim por diante e de como fazer muitos rituais de cura. Todos se regozijaram e desenvolveram profunda e inabalável fé. É dito que ouvindo essas instruções, sete milhões de não-humanos “fazedores de mal” obtiveram a realização direta da verdade última e prometeram ajudar os seguidores que confiassem sinceramente na pratica do Buda da Medicina. Doze l “fazedores de mal” que estavam presentes, mais tarde, alcançaram a Iluminação e foram incluídos entre as 51 Deidades do Mandala do Buda da Medicina.
A prática do Buda da Medicina é um método muito poderoso para curar nós mesmos e os outros e para superar a doença interior do apego, ódio e ignorância. Se confiarmos no Buda da Medicina com pura fé definitivamente receberemos as bênçãos dessas realizações.
- Fonte: Centro Budista Kadampa Vajrapani – Indaiatuba
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Os 12 Votos do Buddha da Medicina
- Obter o corpo-forma de Buda em vidas futuras;
- Conseguir erradicar a escuridão da ignorância de sua mente;
- Ser dotado com vida inesgotável;
- Ser capaz de conduzir os seres pelos caminhos mahayana;
- Ser capaz de restaurar as quebras de disciplina moral dos outros seres;
- Ser capaz de renascer sob qualquer forma desejada;
- Apaziguar todas as visões errôneas e maras;
- Ser capaz de libertar outros da prisão;
- Ser capaz de conduzir pessoas más aos caminhos espirituais;
- Ser capaz de aliviar os seres dos infernos quentes com uma brisa fresca, e os dos infernos gelados irradiando calor;
- Ser capaz de realizar os desejos dos outros e libertá-Ios de doenças fisicas e mentais;
- Renascer numa terra pura no futuro.
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OM NAMO BAGA WATE BEKA DZE GURU BE DURIA PRABA RADZAIA
TATA GATAIA ARHATE SAMIAK SAMBUDAIA
TAIATA OM BEKA DZE BEKA DZE MAHA BEKA DZE RADZA SAMUDGATE SOHA
“Refugio-me no Buda da Medicina de Radiância Azul Celeste, o Merecedor de Oferendas, o Dotado de Consciência Iluminada Universal e Absoluta, o Sagrado, com a intenção de fazer cessar desastres e ganhas benefícios”.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Vajrakilaya
Vajrakilaya, ou Kila, significa algo afiado e que perfura — uma adaga, basicamente. Uma adaga que é tão afiada que pode perfurar qualquer coisa, enquanto ao mesmo tempo nada pode perfurá-la. Essa é a qualidade. Esta energia afiada e perfuradora é o que é usado para praticar, e dentre os muitos e infinitos métodos do Vajrayana, acontece que este é um dos métodos mais importantes.
Vajrakilaya é uma das divindades mais populares para destruir obstáculos. Guru Rinpoche atingiu a iluminação através da prática de Yangdag Heruka, mas primeiro ele praticou Vajrakilaya para limpar ou remover os obstáculos; e então, através disso, ele praticou o resto e atingiu o que quer que quisesse atingir. Logo, Vajrakilaya é conhecido por remover os obstáculos.
Vajrakilaya também é conhecido como sendo a corporificação de todas as atividades do Buddha. Às vezes, quando falamos de Vajrakilaya, falamos dele como sendo a forma irada de Vajrasattva. Há muitos, muitos grandes mestres, tanto na Índia quanto no Tibet, mas especialmente no Tibet, que praticaram Vajrakilaya, especialmente na linhagem Nyingma, entre os Kagyüpas e também dentre os Sakyapas, Tsarpa e Ngorpa. A principal divindade dos Sakyapas, além de Hevajra, é Vajrakumara ou Vajrakilaya. Nestes dias, uma das principais práticas de Sua Santidade Sakya Trizin é a de Vajrakilaya.
Vajrakilaya não é apenas uma simples divindade. Há um caminho completo, desde o Ngöndro até a meditação de desenvolvimento e a meditação de completude, tudo. Ele tem um caminho completo dele. Há muitos ensinamentos de tesouros baseados em Vajrakilaya. Por exemplo, há ensinamentos de tesouros de Jigme Lingpa, Ratna Lingpa e Nyangrel Nyima Özer. Não há apenas ensinamentos de tesouros, efetivamente há também a [linhagem] indiana; assim como há o Hevajra Tantra, há um Vajrakilaya Tantra. Jamyang Khyentse Wangpo, Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche, Dudjom Rinpoche, quase todos os grandes Lamas, especialmente dentro das tradições Kagyü e Nyingma, têm a sua própria prática da sadhana de Vajrakilaya.
Quando falamos sobre Vajrakilaya, falamos sobre quatro tipos de adaga: adaga da substância, adaga da compaixão, adaga da bodhichitta e adaga da sabedoria. [Quanto à] adaga da substância, nós efetivamos fabricamos a p'hurba, que é a substância. Nós a fazemos com uma qualidade muito especial de madeira ou ferro, e a abençoamos com as cerimônias, bênçãos e visualizações adequadas. Nós a mantemos e a usamos principalmente para perfurar os obstáculos externos. A adaga da compaixão é basicamente a prática da compaixão e o objeto que a adaga deve cravar, o objeto a cravar, são os seres sencientes. Você tem que colocá-la sobre os seres sencientes. E há a prática da bodhichitta, a adaga da bodhichitta, e essa é uma outra forma de praticar principalmente a bodhichitta relativa e a bodhichitta última juntas. Cravamos esta adaga sobre os métodos. Sabedoria e método, método é o objeto. Esse é o complicado. E então, por último, a adaga mais importante é a adaga da sabedoria. Essa adaga, a sabedoria, é todo o ensinamento do Atiyoga, como os ensinamentos de Dzogchen, e esta sabedoria é cravada sobre a ignorância. Esta é quarta.
Durante o puja, definitivamente tentamos incluir todas elas através de visualizações, através de mantras e através de mudras. Acredita-se que o próprio Guru Rinpoche disse — e este não é algum discurso de um ser humano comum — que onde quer que o puja de Vajrakilaya é feito, até mesmo esse lugar se tornará auspicioso, livre de todos os tipos de sofrimento externo, interno, especialmente interno e secreto. Aqueles que estão indireta ou diretamente conectados a Vajrakilaya certamente têm uma conexão com Vajrakilaya e, gradual ou imediatamente, todos os seus obstáculos serão dissipados e o resultado último, que é o estado de Vajrasattva, pode ser obtido muito em breve.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Reiki

A prática do reiki é mencionada no Sutra do Lótus: no tempo de Buddha Shakyamuni, seu primo Devadhata, de caráter invejoso e ciumento, em certo momento adoece. Ao visitá-lo, Buddha profere: “Que Buddha sendo realmente um perfeito Buddha e seus ensinamentos a perfeita sabedoria, seja capaz de curar plenamente espírito e corpo”. Buddha estende as mãos sobre a cabeça de Devadata com imensa compaixão e o cura completamente. Neste momento, nasce o Reiki.
Fonte: Centro de Dharma da Paz Shi De Choe Tsog
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O Poder dos Mantras

O poder dos Mantras
:: Bel Cesar :: Como vimos no texto anterior sobre o poder da energia espiritual, podemos não definir exatamente o que ela seja, mas intuitivamente todos nós sabemos que necessitamos dela. Afinal, quem não quer sentir paz e comunhão com o mundo à sua volta? Aliás, outro dia, ao perguntar a um paciente se ele já havia sentido estar em comunhão com a natureza, ele me disse: Não tenho a menor idéia do que você está falando. Rimos juntos. Mas, ao aprofundar a conversa, concluímos o quanto a nossa mente inquieta e perturbada pelos afazeres do cotidiano nos impede de simplesmente relaxar e sentir bem-estar onde quer que estejamos. Estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável! Para tanto, precisamos nos deixar tocar pela força da energia positiva sutil, pois ela age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada. Podemos nos nutrir de energia espiritual por meio dos mantras: na qualidade energética dos sons sagrados. Na meditação budista, trabalhamos mais com sons e imagens do que com o conceito das palavras. É que as palavras estimulam a mente conceitual e os sons e as imagens tocam a mente. Assim como Lama Gangchen costuma nos dizer: Nossa mente é muito `dura´. Por isso ela precisa ser massageada com os mantras, para dissolver a sua rigidez e os seus bloqueios. A palavra sânscrita mantra é formada de duas sílabas: MAN que significa mente, e TRA, proteger. O seu significado é, portanto, proteger a mente. O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age como que num plano secreto, pois seu poder está além das imagens e das palavras. A força secreta do mantra depende de algumas condições. Como por exemplo, se o praticante recebeu ou não a transmissão oral deste mantra por um mestre que tenha realizado o poder sutil do mesmo. Na tradição budista tibetana, a transmissão oral é muito importante. Pois é por meio dela que o praticante irá receber a transferência de poder para praticar o mantra. Isto é, o mestre irá ativar a força secreta do mantra para o discípulo poder praticá-lo. Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura Tântrica III (Ed. Gaia): Quando usamos o termo 'secreto' não queremos dizer que as palavras, melodias ou explicações sejam secretas. Todos os tibetanos podem ir a uma livraria e comprar livros sobre todos os assuntos mais incríveis e secretos do Tantra tibetano. 'Secreto' significa que é necessária uma transmissão de coração para coração para que as instruções funcionem. A experiência interna que cada um tem é secreta, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras. ’Secreto‘ significa que a mente não tem forma e que, portanto, é muito difícil expor uma experiência mental. Tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna. Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a experiência da vacuidade ou a Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna. A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual. Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal. No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra. Desta forma, ele estará em sintonia com a força secreta do mantra. Durante séculos, os mantras têm sido usados na prática espiritual para enfocar e transformar a energia sutil. As energias curativas despertadas pelo som do mantra são inerentes à psique. Na tradição budista, estas forças positivas são caracterizadas como divindades: manifestações de uma força transformadora que se encontra em nossa mente. Um mantra que gosto muito de recitar é o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTARE TURE SOHA Em tibetano, Tara é conhecida como Drolma, a Salvadora, pois ela é a manifestação da energia feminina da mente iluminada: a sabedoria. Tara Verde é a energia feminina da intuição, da criação. Ao desenvolver essa energia dentro de nós, teremos mais vitalidade e disposição para realizar nossos projetos de vida, pois Tara elimina os obstáculos mentais criados pelo medo e pela preguiça. A energia de Tara nos ajuda a colocar velozmente as idéias em ação. Uma idéia não colocada em prática é apenas um pensamento. Quando colocamos nossas idéias em ação, damos vida e energia para os nossos pensamentos. Recitar o seu mantra nos ajuda a eliminar as interferências internas como medo e ressentimento. Traz proteção, fé e coragem. OM significa os sagrados corpo, fala e mente de Tara. TARE Aquela que liberta do sofrimento verdadeiro. TUTTARE que elimina todos os medos. TURE que concede todo o sucesso. SOHA significa possa o significado do mantra enraizar-se em minha mente. A prática de recitar mantras é especialmente valiosa nos dias de hoje, porque é simples e direta. Tudo o que precisamos fazer é relaxar o máximo possível enquanto repetimos ritmicamente as sílabas do mantra, em voz alta ou silenciosamente. Meditação simplificada da divindade Tara Verde Inicialmente, foque seu problema e peça clareza à Tara Verde. Peça para que você e todos os seres reconheçam a natureza verdadeira de si mesmos, e que o sofrimento do medo se extinga. Visualize, então, Tara Verde sendo manifestada por uma forte luz Verde Esmeralda, logo à sua frente, enquanto recita o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTTARE TURE SOHA. Você pode cantá-lo ou recitá-lo. Conforme você se concentra em seus pedidos à Tara Verde, visualize a luz à sua frente se intensificando, penetrando no topo de sua cabeça e preenchendo seu corpo de luz verde, purificando suas dúvidas e medos, realizando seus pedidos. Quando se sentir calmo e seguro, visualize esta forte luz verde, a manifestação da energia de Tara Verde, descendo agora pelo topo de sua cabeça, passando pela garganta, até fundir-se no interior de seu coração. Assim, a sua mente e a de Tara Verde estão em união. Permaneça nesse estado o tempo que puder, cultive o sentimento de confiança de que sua meditação foi realizada com sucesso. Então, para finalizar, dedique essa energia à longa vida de seu mestre e a todos os que necessitam da energia positiva que você acumulou por meio de sua motivação e concentração ao fazer esta meditação.
Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia.