quinta-feira, 26 de julho de 2012

Seis Reinos

 
 
INTRODUÇÃO AO BUDISMO
Uma visão da doutrina budista através dos textosEste é um trabalho de seleção e ordenação de textos
de vários autores e mestres budistas por
Karma Tenpa Darghye.

Qualitativamente, cada uma das seis aflições mentais engendra um certo tipo de nascimento: o ódio conduz a um reino infernal, a ganância a um reino de fantasmas famintos, a estupidez a um reino animal, o apego desejoso a uma condição humana, a inveja ao reino dos deuses invejosos, e o orgulho aos estados divinos.
Quantitativamente, estes diferentes estados resultam da acumulação de karma.
Então, muito karma negativo gera um reino infernal; um karma um pouco menos negativo, o reino dos fantasmas famintos; um pouco menos que isso, um reino animal.
Geralmente, quando o karma positivo está misturado com alguns aspectos negativos, nascemos em um dos três reinos superiores da existência, de acordo com as respectivas forças destes karmas.
O Reino do Inferno
A mente dominada pela raiva e pelo ódio produz o karma para a vida em um inferno. O que sofre nesse estado infernal é a mente, nossa mente. As aparências infernais, os seres que nos atacam ou nos matam, o ambiente e todo o sofrimento que nos aflige nesse reino, são produções de nossa própria mente condicionada pelo nosso karma.
Nestes estados infernais, somos atormentados inflexivelmente por um sofrimento inconcebível: somos mortos e, em alguns reinos infernais, experienciamos ser mortos de novo e de novo; somos torturados pelo calor e frio extremos. E não há liberdade, nem qualquer possibilidade de nos dedicarmos à prática espiritual.
O Reino dos Fantasmas Famintos
Se nossas mentes caírem como pressas da ganância ou cobiça, o karma que resulta é o nascimento como um fantasma faminto. Neste estado, nunca podemos obter o que queremos, nem podemos desfrutar da comida ou bebida que desejamos desesperadamente como fantasmas famintos. Sempre estamos precisando e procurando algo, mas somos completamente incapazes de satisfazer nossos desejos e sofremos de fome, de sede e de constantes frustrações intensas. É também um estado produzido pela nossa própria mente e, apesar de ser um pouco menos desfavorável que o reino infernal, ainda é um estado miserável.
O Reino Animal
A mente também pode cair sob a influência da cegueira, da estagnação mental e da estupidez, o que causa o nascimento como um animal. Há muitas espécies animais: animais selvagens, animais domésticos e assim por diante. Todos eles experienciam diferentes formas de sofrimento, tais como ser comido vivo, brigar uns com os outros, ou ser subserviente e abusado. Todo sofrimento encontrado no reino animal também é a produção da mente e a manifestação de karma resultante de ações negativas anteriores.
Estes três tipos de existência compõem os estados dos reinos inferiores.
Entre eles, o mais favorável é o reino animal. Mas mesmo nesse estado, é muito difícil despertar o amor e a compaixão, e é impossível praticar o Dharma.
Em todos estes reinos inferiores, não há a possibilidade de praticar o Dharma e de atingir a realização; a mente está constantemente perturbada pela raiva, ódio, desejo e assim por diante. Além disso, os seres dos reinos inferiores tendem a realizar mais ações negativas que criam ainda mais karma doloroso. Deste modo, eles perpetuam o condicionamento das vidas nos reinos inferiores que, além disso, duram por um tempo extremamente longo.
O Reino Humano
A condição humana é a primeira das existências nos reinos superiores. Os humanos são praticamente os únicos seres dotados com as condições necessárias para o progresso espiritual, assim com as faculdades que permitem a prática e a compreensão do Dharma. Porém, ser humano não garante o progresso espiritual. O valor da vida humana é variável e apenas aqueles que obtiveram a chamada "preciosa existência humana" podem praticar o Dharma; eles são tão raros quanto estrelas durante o dia! Apesar desta ser uma condição menos dolorosa que as existências nos reinos inferiores, a condição humana ainda tem muitos tipos de sofrimento, sendo que os quatro tipos principais são o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Além destas quatro grandes fontes de sofrimento, os humanos sofrem quando são separados daqueles que amam muito, durante suas vidas ou na morte, ou quanto têm de lidar com pessoas com as quais não querem lidar ou que são hostis diante deles. Os humanos sofrem ao perder suas posses, ao não serem capazes de manter o que planejaram adquirir e ao não serem capazes de obter o que querem.
O Reino dos Deuses Invejosos
O karma que é acima de tudo positivo, porém misturado com a inveja, causa o nascimento no reino dos deuses invejosos. Este é um estado feliz, dotado com muitos poderes e prazeres mas, por causa da força da inveja, há constantes brigas e conflitos. Os deuses invejosos opõem-se aos deuses que são seus superiores e brigam entre si mesmos.
O Reino Divino
O karma positivo combinado com pouquíssimo karma negativo resulta em um renascimento nos estados divinos. Há diferentes níveis de existência divina.
Os primeiros são os estados divinos do reino do desejo, assim chamados porque a mente nesses reinos ainda está sujeita aos desejos e ao apego.
Estes deuses têm uma vida extremamente longa: em um dos primeiros reinos dos deuses, um dia dura o equivalente a cem anos humanos, e eles vivem quinhentos dos anos deles. No nível seguinte dos reinos divinos, cem de nossos anos equivalem a um dos dias deles, e eles vivem mil anos! Nestes reinos geralmente felizes, ainda há algum sofrimento, causado por ocasionais brigas com os seres do reino dos deuses invejosos.
As existências no reino do desejo vão desde os reinos mais miseráveis – os reinos infernais - até os primeiros reinos dos deuses; todos estes estados estão sob o controle do desejo.
Além do reino do desejo, há o reino da forma sutil, que inclui uma hierarquia de dezessete níveis divinos sucessivos. Os seres nestes estados têm uma forma sutil e corpos extremamente grandes, luminosos; suas mentes conhecem poucas paixões, poucos pensamentos; e eles desfrutam de uma felicidade incrível. A paixão predominante é o orgulho sutil - os seres destes reinos acham que atingiram algo superior e vivem um tipo de auto-satisfação.
Estes estados do reino da forma correspondem aos quatro níveis de concentração meditativa, caracterizados pela transcendência progressiva da investigação, da análise, da alegria e do êxtase.
Finalmente, além até mesmo deste quatro níveis de concentração do reino da forma, pode haver o nascimento no reino sem forma. Os seres do reino sem forma não experienciam qualquer sofrimento severo e virtualmente não têm quaisquer paixões; eles permanecem apenas em uma forma extremamente sutil. A impureza que permanece em suas mentes é um tipo de estagnação mental que impede a realização da natureza última da mente. No reino sem forma, a mente tem acesso a quatro estados sucessivos de consciência; absorção do espaço infinito, absorção da consciência infinita, absorção do nada, e absorção nem da diferenciação nem da não-diferenciação.
Os deuses do reino sem forma têm o sentimento de possuir um corpo, mas este corpo é imperceptível. Eles têm apenas o quinto agregado da individualidade - a consciência - ainda presente como uma ignorância sutil que lhes dá um sentimento de existir neste corpo sem forma. Esta consciência finalmente age como uma mãe que novamente dá a luz aos outros agregados.
Deste modo, os deuses do reino sem forma retornam aos reinos inferiores.
Para ser livre do samsara, a consciência em si deve ser definitivamente transformada na sabedoria primordial, a sabedoria da iluminação.
Estes oito estados dos reinos da forma e sem forma pertencem a uma mente positiva, não-distraída; seus estágios sucessivos são progressivamente livres do apego. Todos estes estados dos seis reinos do samsara são transitórios e condicionados: todos eles são parte da roda do samsara.
Apesar de os deuses dos reinos da forma e sem forma terem poucas formas severas de sofrimento, eles ainda estão sujeitos à morte e à transmigração.
Eles não têm o poder de permanecer em sua condição divina e sofrem, tendo de renascer em um reino inferior.
Se acharmos difícil aceitar a noção destes diferentes reinos, vamos simplesmente lembrar que a experiência de cada um é a sua realidade. Quando estamos sonhando, nossos sonhos tornam-se a nossa realidade, e acontece o mesmo com os seis reinos. Por exemplo, água pode ser experienciada de maneiras muito diferentes: para os seres do inferno, ela causa tortura; para os fantasmas famintos, é o que desejam desesperadamente; para alguns animais, é o meio necessário para a vida; para as pessoas, é uma bebida; para os deuses invejosos, é uma arma; e para os deuses, é um néctar sublime.
As profundezas do oceano são o habitat natural dos peixes, mas os humanos não podem viver lá. Os pássaros voam no céu, mas isto é impossível para o corpo humano. As pessoas que são cegas não podem ir aonde querem, enquanto aqueles que têm a visão normal podem se mover livremente por aí. Cada um vive em seu próprio mundo ou reino, sem perceber o dos outros.
Então, o samsara é composto por três reinos: o reino do desejo, o reino da forma e o reino sem forma. Todas as possibilidades da existência condicionada estão incluídas neles.
Tornando-nos conscientes de que todos os seres sofrem neste ciclo de existência, nos inspiraremos a nos liberarmos da ignorância e da delusão onde estamos imersos, a nos libertarmos do samsara, que é um oceano de sofrimento, e a nos esforçarmos para atingir a felicidade suprema do estado búddhico perfeito.
No passado, tivemos incontáveis nascimentos na existência cíclica. Hoje, somos seres humanos; se usarmos este oportunidade sabiamente, poderá ser o ponto de partida para a nossa liberação.
Luminous Mind - Kalu Rinpoche

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tulku Lobsang

Sejam como um yogi.


Sabem, meus amigos, ao dizer: ?Não se protejam?, é sabedoria louca. Mas se se protegem, isso é uma estupidez. Façam a vossa escolha! Querem ser loucos ou querem ser estúpidos? Os Yogis dizem: - ?Tu pensas que sou louco e eu penso que tu és louco. Mas eu estou louco de amor e tu estás louco de sofrimento?.
Se queremos ser felizes, também precisamos de ser loucos. A felicidade vem com a loucura. Mente louca, sem medo. Este é um grande método para libertar a mente. Libertem-se do medo e sintam-se seguros. Pensam que sou eu o louco? Ou são vocês que estão loucos?
Ha!Ha!

Tulku Lobsang

Mantraterapia


Mantraterapia
Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada. A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. Um mantra é uma série de sílabas cujo poder reside em seu som; através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bodhitcharyavatara

CAMINHO PARA A ILUMINAÇÃO
GUIA PARA O MODO DE VIDA DO BODHISATTVA
Shantideva



coletivamente conhecido como lojong, ou "treinamento da mente". É uma categoria de
textos religiosos que tratam basicamente de duas preocupações fundamentais da obra
de Shantideva, o cultivo da mente altruísta do despertar e a geração de uma profunda
percepção sobre a natureza da realidade. A estrofe seguinte está agora quase
imortalizada por causa das reiteradas declarações do Dalai Lama que é a maior fonte de
sua inspiração: "Por tanto tempo quanto o espaço durar e por tanto tempo quanto os
seres vivos existirem, que eu possa até lá também esperar para dissipar a miséria do
mundo."
[Adaptado de A Arte de Lidar coma Raiva: O Poder da Paciência. Sua Santidade o Dalai Lama, tradução de
A. B. Pinheiro de Lemos, a partir da tradução para o inglês do Geshe Thubten Jinpa. Rio de Janeiro:
Campus, 2001. Pág. 15-17.]
preguiçoso a quem chamavam Bhusuku ("o que só sabe comer, dormir e defecar").
Todos achavam imoral alimentar esse "parasita" com as oferendas dos fiéis e decidiram
fazer tudo se livrar dele.
Tendo-se posto de acordo, os monges proclamaram que cada um por sua vez devia
pregar o Dharma. Pensavam assim que, para evitar ser humilhado, Bhusuku fugiria. Mas
não só isso não aconteceu como, apesar da insistência dos seus colegas impacientes
para o ridicularizar, ele recusou-se a pregar, argumentando a sua ignorância. O caso foi
levado ao abade, que decidiu que o monge recalcitrante se submetesse à regra.
No grande átrio do templo prepararam então um trono inusitadamente alto,
dispuseram um altar com numerosas oferendas e convocou-se a assembléia completa
dos monges.
À hora prevista convidaram o "parolo" para se sentar. De repente, sem que ninguém se
desse conta de como, Shantideva estava sentado em cima desse trono desmesurado.
Alguns começaram a se sentir pouco à vontade. Shantideva perguntou, "Devo comentar um texto conhecido ou devo dar um ensinamento inédito?" Os panditas olharam-se, surpreendidos e trocistas, e responderam, "A vossa aptidão a dormir e as vossas outras maneiras são realmente extraordinárias; o melhor é manter essa tradição específica. Improvisai-nos um discurso." Então, Shantideva expôs o Caminho da Iluminação (Bodhicharyavatara), também conhecido como Guia para o Modo de Vida do Bodhisattva (Bodhisattvacharyavatara), menor que o seu Compêndio das Instruções e mais detalhado que o seu Compêndio dos Sutras.Enquanto ensinava, a assistência, estupefata, viu Manjushri majestosamente sentado no céu e concebeu uma grande fé. Quando chegou à estrofe Quando nem a realidade nem a não-realidade deixam de se apresentar à mente, então, na ausência de qualquer outra atitude possível, a mente liberta de conceitos tranqüiliza-se. [Capítulo 9, estrofe 34] Shantideva elevou-se lentamente no céu com Manjushri, cada vez mais alto, até se tornar invisível. No fim do Caminho para a Iluminação, só se ouvia a sua voz. Os panditas, cuja memória tinha a reputação de infalível, imediatamente puseram o seu discurso por escrito, mas uns encontraram-se com setecentas estrofes, outros com mil e outros com mais ainda. A versão dos panditas de Kashmir tinha nove capítulos e setecentas estrofes, a versão dos panditas de Magadha tinha dez capítulos e mil
estrofes. No seu discurso (capítulo 5, estrofes 105-106), Shantideva tinha dito que
lessem continuamente o Compêndio das Instruções ou então que se estudasse, como
abreviado, o Compêndio dos Sutras. Ambos os textos eram desconhecidos de todos. Dois panditas de memória infalível decidiram procurar Shantideva. Depois de muitas buscas encontraram-no no sul da
Índia, meditando junto a um relicário (stupa). Explicaram-lhe então longamente as
VI
razões da sua visita. Shantideva disse-lhes que a versão autêntica era a dos panditas de Magadha e que os dois compêndios estavam em Nalanda, nas traves do telhado da sua cela. Encantados, voltaram a Nalanda e encontraram no lugar indicado os dois manuscritos, escritos na fina caligrafia dos panditas. De novo voltaram para junto de Shantideva, que lhes explicou o sentido desses textos. A existência extraordinária de Shantideva progrediu sempre. Percorreu a Índia realizando milagres, salvou milhares de pessoas da fome multiplicando o alimento, curou doentes e feridos, deu fé aos incrédulos e viveu como um perfeito Bodhisattva. [Adaptado de O Caminho para a Iluminação — Bodhicaryavatara. Coleção Espiritualidades, série Budismo, sob a direção do Ogyen Kunzang Chöling. Escrito por Shantideva, tradução para o português por Filipe Valente Rocha e outros praticantes da escola do Budismo tibetano Ogyen Kunzang Chöling. Lisboa: Livros
e Leituras, 1998. Pág. 51-57. O texto foi gentilmente transcrito por Sherab Chötso.]

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pare de se sentir culpado



Pare de se sentir culpada por tudo

 

Claro que, quando erramos, temos que nos desculpar. Ser humilde e reconhecer os próprios erros faz parte da vida. Mas, muitas vezes, nos sentimos culpadas sem termos feito nada errado! Veja como se livrar desse sentimento e sinta um alívio instantâneo
Você já reparou que a grande maioria das pessoas vive às voltas com a culpa? Culpa por não dar a atenção devida ao amigo. Culpa por não acolher tal pessoa. Culpa por ter (ou não) tomado tal atitude… Os motivos variam, mas lá está a culpa sempre nos atormentando.
Pois eu digo que a paz interior só será conquistada se você ouvir a própria alma e der espaço para o bom-senso. A culpa, minha gente, assim como a tristeza, a angústia, a pena e todas as sensações ruins, são puro sentimentalismo.
A sociedade nos obriga a sermos bonzinhos, e sofremos com essa imposição. A culpa traz dor e desconforto. Significa que estamos agindo inadequadamente, dando uma farta atenção às cobranças infundadas que são feitas nas nossas vidas. “Você tem que ser assim, você tem que fazer assado”, nos dizem.
Por exemplo: temos que fazer algo pelo outro porque ele é coitadinho. A ameba do “tem que” aparece e diz que você “tem que ajudar’. Ela pressiona, traz a culpa e você acaba cedendo. Veja bem: culpa nada tem a ver com a sua vontade, que é genuína e vem da alma.
Quando a gente dá ouvidos a essas amebas perdemos o entusiasmo, bloqueando nossos caminhos. Ora, dê uma basta nisso. Lembre-se: você não é obrigada a fazer nada que sua alma não queira de fato.
Você notará um alívio ao ficar em sintonia com sua alma. Não importa o que dizem a seu respeito. Você está bem consigo mesma. Com o tempo, sentirá ainda mais coragem pra ser autêntica com as pessoas. Pare de pedir desculpas e assuma-se. O respeito por si mesma fará você aperfeiçoar suas habilidades sem sofrer.
Agora você pode perguntar: como ficar do lado da minha alma? Simplesmente sendo você mesma! Confie no próprio taco, não faça tipos para agradar ninguém, faça só o que gosta. Quem não está bem consigo mesmo, não vai pra frente. Quem está, se realiza.
Meu recado é: ouça a voz que vem do seu coração. Não subestime sua intuição. O desafio é administrar a nossa alma de um lado e, do outro, tudo o que se aprendeu e as cobranças. Imponha-se! Assim, você encontrará a paz e se libertará das falsas culpas.

(Gasparetto)

sábado, 28 de abril de 2012

Mantras

O Mantra Fortalece a Fé
Receber um mantra não vai, de modo algum, causar conflito com a sua fé religiosa. Pelo contrário, irá ajudá-lo a fortalecer a sua própria fé. Há mantras específicos para os caminhos do cristianismo, do islamismo, do budismo, do jainismo, etc.
A função básica de um mantra é acalmar, focalizar, silenciar e purificar a mente. Por se tratar de uma fórmula sagrada, quando repetimos estes sons divinos, consciente ou inconscientemente, nossas emoções, pensamentos, desejos – na realidade, todo o nosso ser – automaticamente se voltam em direção ao Divino. Finalmente, o mantra pode servir como escada para o Ser Supremo e para a realização da nossa verdadeira natureza.

Benefícios do Mantra
O uso sincero e consistente do seu mantra tende a:
1. ajudar a reduzir preocupações, medos e ansiedades
2. aumentar a concentração, a atenção e a consciência
3. melhorar a saúde mental e física
4. aumentar a energia vital
5. criar harmonia, tanto nos relacionamentos com os outros, como consigo mesmo
6. sintonizá-lo com o Divino, criando uma forte ligação entre si e Deus
7. acelerar a sua revelação espiritual
8. levá-lo a atingir a bem-aventurança suprema.

 

Amma

Informativo


domingo, 1 de abril de 2012

Sutra do Coração

The Maha Prajna Paramita Hrdaya Sutra em Sânscrito


O Heart Sutra em Sânscrito
O Heart Sutra em Sânscrito
ARYAVALOKITESHVARO BODHISATTVO GAMBHIRAYAM PRAJNAPARAMITAYAM CHARYAM CHARAMANA EVAM VYALOKAYATI SMA

PAMCHA SKAMDHASTAMSHCHA SVABHAVASHUNYAN PASHYATI SMA

EVAM SHARIPUTRA RUPAM SHUNYATA SHUNYATAIVA RUPAM

RUPANNAPRITHAK SHUNYATA SHUNYATAYA NA PRITHAGRUPAM

YADRUPAM SA SHUNYATA YA SHUNYATA TADRUPAM

EVAM VEDANASAMJNASAMSKARAVIJNANANI CHA SHUNYATA

EVAM SHARIPUTRA SARVADHARMA SHUNYATALAKSHANA ANUTPANNA ANIRUDDHA AMALA VIMALA ANUNA ASAMPURNARI

TASMACH CHHARIPUTRA SHUNYATAYAM NA RUPAM NA VEDANA NA SAMJNA NA SAMSKARA NA VIJNANAM

NA CHAKSHURNASHROTRAM NA GHRANAM NA JIVHA NA KAYO NA MANO NA RUPAM NA SHABDO NA GAMDHO NA RASO NA SPRASH-AVYAM NA DHARMARI

NA CHAKSHURDHATURYAVANNA MANODHATURNA DHARMADHATURNA MANOVIJNANADHATURI

NA VIDYA NAVIDYA NA KSHAYO YAVANNA JARAMARANAM NA JARAMARANAKSHAYARI

NA DURIKHASAMUDAYANIRODHAMARGA

NA JNANAM NA PRAPTIRNAPRAPTIRI

TASMACHCHHARIPUTRA APRAPTIRTITVENA BODHISATTVANAM PRAJNAPARAMITAMASHRITYA VIHARATI CHITTAVARANARI

CHITTAVARANANASTITVADATRASTO VIPARYASATIKTAMTO NISH-HNIRVANARI

TRYADHVAVYASTHITA SARVABUDDHARI PRAJNAPARAMITAMASHRITYANUTTARAM SAMYAKSAMBODHIMABHISAMBUDDHARI

TASMAJJNATAVYARI PRAJNAPARAMITAMAHAMANTRO MAHAVIDYAMANTRO 'NUTTARAMANTRO 'SAMASAMAMANTRARI SARVADURIKHAPRASHAMANAMANTRARI SATYAMAMITHYATVAT PRAJNAPARAMITAYAMUKTO MANTRARI

TADYATHA

GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA
O Heart Sutra em Português
Quando o bodhisattva Avalokiteshvara praticava profundamente a perfeição da sabedoria, viu claramente que os cinco agregados [forma, sensações, percepções, vontade, consciência] são vazios em sua natureza. Assim, libertou-se de todas as tristezas e sofrimentos. Ó Shariputra, a forma é vacuidade, a vacuidade é a forma. A forma não é outra senão a vacuidade, a vacuidade não é outra senão a forma. As sensações, percepções, vontade e consciência também são assim. Ó Shariputra, todos os fenômenos são vacuidade. Não aparecem nem desaparecem, não são impuros nem puros, não crescem nem diminuem. Portanto, na vacuidade não há forma, sensação, percepção, vontade, consciência; não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, mente; não há cor, som, odor, sabor, tato, fenômeno; não há [reino dos sentidos, desde] o reino da visão até o reino da mente; não há [elos da existência dependente, desde] a ignorância e o fim da ignorância até a velhice-e-morte e a fim da velhice-e-morte; não há [as Verdades Nobres sobre] o Sofrimento, a Origem, a Cessação, o Caminho; não há sabedoria, nem ganho, nenhum ganho. Sem o que ganhar, o Bodhisattva permanece na perfeição da sabedoria e não tem obstáculos em sua mente. Sem obstáculos e, portanto, sem medo, ele fica bem distante das delusões; isto é o nirvana. Todos os Buddhas dos três tempos, através da perfeição da sabedoria, alcançam a a iluminação insuperável, completa e perfeita. Portanto, saiba que o mantra da perfeição da sabedoria é um mantra de grande divindade, um mantra de grande sabedoria, um mantra insuperável, um mantra inigualável, capaz de eliminar todo sofrimento; isto é verdade, não é mentira. Então, proclame o mantra da perfeição da sabedoria, o mantra que diz: GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SVAHA Isto completa o Coração da Venerável Perfeição da Sabedoria.

sábado, 17 de março de 2012

Porque me cobro Tanto

Por que eu me cobro tanto?


Quantas vezes nos deparamos com a cobrança interna, de que temos de mudar para melhorar? É o desejo de querer a perfeição e não se contentar com menos. Apesar da enorme valia dessa exigência para o desenvolvimento pessoal e também da Humanidade, você já parou para pensar o quanto essa corrida desenfreada por algo que consideramos como meta nos causa problemas?

Pode ser uma meta bem superficial e externa, tipo "Enquanto eu não tiver aquele corpo da Gisele Bündchen eu não vou sossegar" ou mesmo algo mais profundo e espiritual, do tipo: "Enquanto eu ainda tiver esses impulsos que me levam ao vício eu não serei uma boa pessoa". Na maioria das vezes, a meta desejada é para o próprio benefício e engrandecimento e, por isso também, dificilmente iremos vê-la como a causa de nossos males. Mas, e se pudéssemos analisar a cobrança sob outro ponto de vista?

Sociedade, família, religião, amigos e até os ricos e famosos, todos ajudam a incutir dentro de nós valores que muitas vezes nos são inatingíveis e, pior, que vão contra o nosso verdadeiro ser. O mundo, e nós próprios incluídos aí, somos peritos em criar crenças para formar nosso caráter e maneira de pensar e agir. Ao invés de vivermos nossa vida, passamos a nos cobrar do porquê não conseguimos levar a vida dos outros, com base em certas crenças comuns. Podem ser pequenas frases que nos foram faladas repetidamente durante a infância, como, por exemplo: "Seria bom você se esforçar mais para ser o melhor da classe" ou até "Para ser bem sucedido na vida, você tem que trabalhar mais e não brincar tanto" ou: "Não se entusiasme tanto e seja mais sério"!
Não importa a ótima intenção embutida em tais frases, o problema é que elas nos norteiam a cobrarmo-nos de maneira negativa e nos dão a idéia sutil de que a vida tem que ser levada a sério, na marra, e não na leveza do ser, na brincadeira. E o resultado é invariavelmente contraproducente.

Terminamos criando em nós vibrações negativas em relação à nossa vida, com a sensação sempre de que algo nos falta, de que precisamos conseguir mais coisas e de que precisamos nos realizar mais. Isso cria um vazio em nosso ser e começamos a pensar que não somos bons o bastante e de que sempre está faltando algo para chegarmos lá. Podemos deduzir, então, que se vibrarmos dessa maneira, nossa vida vira um inferno. Ora, se a matéria é energia condensada e nossa energia se volta para o sentimento de escassez e imperfeição, podemos deduzir que criaremos em nós não só uma angústia, como também um possível problema físico. Receita perfeita para ficarmos doentes.

Dentro da EFT, a Técnica da Libertação Emocional (para quem ainda não a conhece, sugiro dar uma olhada aqui), partimos do princípio básico que nos aceitamos e nos amamos, mesmo tendo tal e tal problema ou imperfeição. É o velho exemplo de se deixar levar pela correnteza. A água flui suavemente pelo rio em direção ao mar. Se encontra uma pedra ou obstáculo, ela é maleável e flexível o bastante para dar uma volta e continuar o seu caminho. A EFT nos ajuda a termos força e sabedoria para aceitar quem somos, dando essas voltas aos obstáculos e deixando a energia fluir sempre. É o recado do "relaxa e goza" e de se aceitar incondicionalmente.

Ao contrário, quanto mais teimarmos em nossa luta e resistência, ou nadarmos contra a correnteza, mais encrudecidos e com menos vontade de viver ficaremos. É aquela energia por não gostar do trabalho que se faz, de não termos o dinheiro para pagar dívidas, de passar o sábado à noite sozinho(a). Essa idéia de "eu odeio tal coisa" vai depois estourar em algum lugar. O corpo tem um sistema perfeito de defesa a qualquer ataque, principalmente o vibracional. No momento em que estamos sob a pressão do estresse, o corpo se trava e dá o primeiro sinal. Pode começar na forma de uma pequena dor, querendo nos avisar: "Ei! Acorda! Estou tentando te alertar!". Muitas vezes não ouvimos o recado e deixamos a coisa de lado, pensando que temos coisas mais importantes a fazer. Aquela pequena dor passará então a ser uma dor insuportável. Em outras palavras, não aprendemos a mensagem. Ao invés de acabar com a resistência, de se soltar e aceitar o problema, nós fazemos o contrário. Dizemos a nós mesmos, como se fosse para nos enganar, de que está tudo bem, que dá para continuar assim, que podemos aguentar, que temos que chegar lá, que se não o fizermos estaremos contrariando o desejo dos outros, e assim por diante.

A técnica da EFT, apesar de rápida e simples, ajuda enormemente a identificar crenças contrárias ao nosso ser e a melhorar nosso pensar e sentir, além de esclarecer o nosso foco. Tiramos de cima de nós a carga negativa que a cobrança nos traz e colocamos em seu lugar a aceitação de quem e como somos, não importa o quê. Essa simples mudança de pensamento faz o quadro vibracional fluir de maneira positiva e recuperar em nós aquele estado de saúde, paz, prosperidade e alegria com o qual fomos concebidos.

Ao ficarmos cientes dessas cobranças desmedidas, e usarmos a EFT como ferramenta para anular emoções estressantes e maus pensamentos, estaremos em um caminho de melhoria vibracional e energética para nos tornarmos mais prósperos e saudáveis. A EFT acaba com qualquer pensamento, sentimento ou crença que possam ser contrários ao nosso estado original de ser.

Desejo tudo de bom pra vocês, muita saúde e paz e uma vida mais livre das cobranças.

Quem quiser testar na prática como a EFT pode mudar as energias do corpo, sugiro aprender um pouco mais e fazer o exercício que está nessa página aqui.

Se quiser conhecer o site sobre a EFT, entre no www.total-checkup.com.br


ENÉAS GUERRIERO - Trabalha há mais de 30 anos com desenvolvimento da espiritualidade e do eu, realizando cursos, seminários e aulas em diversos países. Reside atualmente em Freiburg, na Alemanha, e coordena estudos para a integração de terapias, usando a EFT, onde criou o programa Total CheckUp.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Treinamento da Mente em Oito Versos Langri Thangpa (1054-1123)

O Treinamento da Mente em Oito Versos
Langri Thangpa (1054-1123)




Domingo
Com o desejo de atingir a iluminação
Para o bem de todos os seres sencientes,
Que superam até mesmo a Joia que Realiza Desejos,
Que eu possa apreciá-los constantemente

Segunda
Sempre que estiver com os outros,
Que eu me considere o menos importante
E, do fundo do coração,
Aprecie todos e os considere supremos.

Terça
Em todas as atividades, que eu examine a minha mente
E, assim que emoções aflitivas surgirem,
Pondo em perigo a mim e aos outros,
Que eu as confronte e as evite com firmeza.

Quarta
Sempre que eu vir um ser maldoso,
Tomado por intensa negatividade e sofrimento,
Que eu o aprecie como algo raro,
Como quem se depara com um tesouro inestimável.

Quinta
Quando os outros por inveja
Me destratarem com calúnias e insultos,
Que eu tome a derrota para mim
E lhes ofereça o triunfo.

Sexta
Quando alguém a quem ajudei
Com tanta esperança e expectativa
Me magoar profundamente e sem razão,
Que eu o considere como meu mestre sublime.

Sábado
Em resumo, que eu possa, direta e indiretamente,
Oferecer felicidade e paz a todas as minhas mães;
E tomar secretamente sobre mim
Toda a sua maldade e sofrimento.

Todos os dias
Que, em todas essas [ocasiões], a minha mente não seja maculada
Pelas oito preocupações comuns
E saiba que todas as coisas são ilusões:
Livre de apego, que eu possa libertar todos os seres do cativeiro.