segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Buda Disse





“Minha Doutrina implica o pensar que está além do pensamento; Executar aquilo que está além da execução; Falar de aquilo que está além das palavras; Praticar aquilo que está além da prática” “Aqueles que podem chegam a isto progridem, no entanto os estúpidos voltam. A Via que pode expressar-se em palavras é pequena; nada há que possa ser apreendido. Se estais equivocado por tão pouco como a milésima parte de um cabelo, num instante perdereis o Caminho”

Do Sutra de 42 Partes.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Você é luz!


TODOS BUDAS



- por Wagner Borges -

Quando o coração se encontra, tudo vira canção.
Tudo muda na Luz.
Morre o egoísmo e surgem milhares de lótus florescendo.
E dentro de suas pétalas estão muitas crianças sorridentes.
São Crianças-Buda, mestres da paz.
Os seus olhos brilham como diamantes.

E elas também são mestres da canção.
Para alegrar o coração desperto, elas cantam a jóia no lótus:
“Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum...”
Contentes, elas falam daquela Luz que é consciência pacífica e que mora nos corações. Juntas, elas cantam:
“Mãos nas mãos, coração no coração,
Homens e mulheres, crianças e velhos,
Brancos e negros, amarelos e vermelhos,
Deuses, homens e espíritos,
Todos Budas... Todos Budas... Todos Budas!”
Quando o coração se encontra, torna-se Buda.
Então, sua Luz jorra nas dez direções, para todos os seres.
Quando o coração se encontra, se encanta!
Por isso as Crianças-Buda vêm e cantam comele.
Quando o coração se encontra, os olhos brilham muito e irradiam a plenitude de quem renasceu na Luz.
Então, fala de mãos nas mãos e de coração no coração, juntos, na mesma canção.
Na Luz do despertar da consciência, ele canta com as Crianças-Buda:
“Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum, Om Mani Padme Hum...”

- WagnerBorges – pequeno coração nas ondas de um Grande Amor.
Salvador, 31 de janeiro de 2007.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Luiz Gasparetto


Ilumine o seu próprio caminho



Procure um local tranquilo, feche os olhos e relaxe. Imagine sua aura, esse campo de energia que existe em volta de você. O que lhe aparece? Algumas pessoas enxergam cores, outras veem locais por onde passaram, imagens de amigos com os quais se preocupam muito, manchas ou até pensamentos. Tem muita coisa ao seu redor? Pois é, como nos envolvemos com muitas situações e pessoas diferentes, acabamos carregando o mundo nas costas.
Vamos, agora, fazer uma limpeza. Imagine que uma força aí dentro começa a empurrar para fora todo o peso que sua aura carrega. Diga: “Eu deixo tudo isso ir embora. Solto os outros, o que se passou, minhas emoções, vontades, lembranças”. Vá esvaziando sua aura e entregue-se a esse vazio. Imagine uma luz dentro do peito. Ela se acende, se espalha por todo o seu corpo e ilumina sua aura, que agora está limpa. É como se você não tivesse que pensar nem fazer nada. A partir de agora, a luz faz TUDO por você. E então, como se sente? Um certo entusiasmo e uma alegria começam a brotar, certo? Repare bem: você está ficando até mais disposta. Que bom se pudéssemos estar assim todos os dias, todas as horas! Pois é, leitora. Tenho a certeza de que já se sentiu assim na vida. São aqueles dias em que você acorda e já se sente iluminada, alegre, poderosa e confiante. E tudo corre às mil maravilhas.
Atenção: é importante entender que a luz está dentro de você – e de todos nós! Mas suas atitudes é que vão mantê-la acesa ou não. Se você estiver insegura, com medo e sempre pensando na causa e no efeito para agir, dificilmente verá a luz se acender. Do contrário, se estiver entusiasmada e confiante nos próprios objetivos, a luz brilhará, iluminando seus caminhos.
A insegura e medrosa tem ideias rígidas, não admite mudanças. Passa o dia envolvida com preocupações, quer controlar as pessoas ao seu redor e até o próprio futuro, se for possível. Isso não faz sentido! Quem é confiante, por sua vez, é contemplada com criatividade, iniciativa e prosperidade. Ela confia no poder da luz. E, com essa postura, não dá outra: a vida flui simplesmente.
Você tem luz!!! Absorva essa ideia e prepare-se para manter sua chama sempre acesa

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mantras

O poder dos Mantras

Como vimos no texto anterior sobre o poder da energia espiritual, podemos não definir exatamente o que ela seja, mas intuitivamente todos nós sabemos que necessitamos dela. Afinal, quem não quer sentir paz e comunhão com o mundo à sua volta?

Aliás, outro dia, ao perguntar a um paciente se ele já havia sentido estar em comunhão com a natureza, ele me disse: Não tenho a menor idéia do que você está falando. Rimos juntos. Mas, ao aprofundar a conversa, concluímos o quanto a nossa mente inquieta e perturbada pelos afazeres do cotidiano nos impede de simplesmente relaxar e sentir bem-estar onde quer que estejamos.

Estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável!
Para tanto, precisamos nos deixar tocar pela força da energia positiva sutil, pois ela age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada.

Podemos nos nutrir de energia espiritual por meio dos mantras: na qualidade energética dos sons sagrados. Na meditação budista, trabalhamos mais com sons e imagens do que com o conceito das palavras. É que as palavras estimulam a mente conceitual e os sons e as imagens tocam a mente. Assim como Lama Gangchen costuma nos dizer: Nossa mente é muito `dura´. Por isso ela precisa ser massageada com os mantras, para dissolver a sua rigidez e os seus bloqueios.

A palavra sânscrita mantra é formada de duas sílabas: MAN que significa mente, e TRA, proteger. O seu significado é, portanto, proteger a mente.

O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age como que num plano secreto, pois seu poder está além das imagens e das palavras.

A força secreta do mantra depende de algumas condições. Como por exemplo, se o praticante recebeu ou não a transmissão oral deste mantra por um mestre que tenha realizado o poder sutil do mesmo.

Na tradição budista tibetana, a transmissão oral é muito importante. Pois é por meio dela que o praticante irá receber a transferência de poder para praticar o mantra. Isto é, o mestre irá ativar a força secreta do mantra para o discípulo poder praticá-lo.

Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura Tântrica III (Ed. Gaia): Quando usamos o termo 'secreto' não queremos dizer que as palavras, melodias ou explicações sejam secretas. Todos os tibetanos podem ir a uma livraria e comprar livros sobre todos os assuntos mais incríveis e secretos do Tantra tibetano. 'Secreto' significa que é necessária uma transmissão de coração para coração para que as instruções funcionem. A experiência interna que cada um tem é secreta, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras. ’Secreto‘ significa que a mente não tem forma e que, portanto, é muito difícil expor uma experiência mental. Tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna. Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a experiência da vacuidade ou a Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna.

A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual.

Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal. No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra. Desta forma, ele estará em sintonia com a força secreta do mantra.

Durante séculos, os mantras têm sido usados na prática espiritual para enfocar e transformar a energia sutil.

As energias curativas despertadas pelo som do mantra são inerentes à psique. Na tradição budista, estas forças positivas são caracterizadas como divindades: manifestações de uma força transformadora que se encontra em nossa mente.

Um mantra que gosto muito de recitar é o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTARE TURE SOHA
Em tibetano, Tara é conhecida como Drolma, a Salvadora, pois ela é a manifestação da energia feminina da mente iluminada: a sabedoria.

Tara Verde é a energia feminina da intuição, da criação. Ao desenvolver essa energia dentro de nós, teremos mais vitalidade e disposição para realizar nossos projetos de vida, pois Tara elimina os obstáculos mentais criados pelo medo e pela preguiça. A energia de Tara nos ajuda a colocar velozmente as idéias em ação.

Uma idéia não colocada em prática é apenas um pensamento. Quando colocamos nossas idéias em ação, damos vida e energia para os nossos pensamentos.

Recitar o seu mantra nos ajuda a eliminar as interferências internas como medo e ressentimento. Traz proteção, fé e coragem.

OM significa os sagrados corpo, fala e mente de Tara.
TARE Aquela que liberta do sofrimento verdadeiro.
TUTTARE que elimina todos os medos.
TURE que concede todo o sucesso.
SOHA significa possa o significado do mantra enraizar-se em minha mente.

A prática de recitar mantras é especialmente valiosa nos dias de hoje, porque é simples e direta. Tudo o que precisamos fazer é relaxar o máximo possível enquanto repetimos ritmicamente as sílabas do mantra, em voz alta ou silenciosamente.

Meditação simplificada da divindade Tara Verde
Inicialmente, foque seu problema e peça clareza à Tara Verde. Peça para que você e todos os seres reconheçam a natureza verdadeira de si mesmos, e que o sofrimento do medo se extinga.

Visualize, então, Tara Verde sendo manifestada por uma forte luz Verde Esmeralda, logo à sua frente, enquanto recita o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTTARE TURE SOHA. Você pode cantá-lo ou recitá-lo.

Conforme você se concentra em seus pedidos à Tara Verde, visualize a luz à sua frente se intensificando, penetrando no topo de sua cabeça e preenchendo seu corpo de luz verde, purificando suas dúvidas e medos, realizando seus pedidos.

Quando se sentir calmo e seguro, visualize esta forte luz verde, a manifestação da energia de Tara Verde, descendo agora pelo topo de sua cabeça, passando pela garganta, até fundir-se no interior de seu coração. Assim, a sua mente e a de Tara Verde estão em união. Permaneça nesse estado o tempo que puder, cultive o sentimento de confiança de que sua meditação foi realizada com sucesso.

Então, para finalizar, dedique essa energia à longa vida de seu mestre e a todos os que necessitam da energia positiva que você acumulou por meio de sua motivação e concentração ao fazer esta meditação.



Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções, Mania de sofrer e recentemente O sutil desequilíbrio do estresse, todos pela editora Gaia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Só o bem é real





Não importa o que aconteça, esteja sempre do seu lado. Seja o bom amigo que é para os outros, mas dessa vez pra ti mesmo. Se acolha com carinho, converse com a vida. Diga à ela tudo que vem do coração, coloque-se no fluxo para que a Vida lhe mostre lheu lugar, seu emprego, sua realização e satisfação! Com você contente, o mundo se alegra com sua luz de contentamento, você irradia paz e amor. Não se importe com a realidade a sua volta, ou como ela se mostra. Importe-se com sua verdade interior, que move tudo, que transforma tudo.
Anderson Clayton

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Conviva melhor com seu parceiro



Mulher adora conversar! Mas, se você quer mesmo desvendar os pensamentos e emoções de seu parceiro, jamais proponha esse “papo cabeça” na hora da intimidade. Depois de fazer amor, então, nem pensar! Pôxa, esse é um momento de introspecção espiritual em que o homem dá uma descansadinha. Não, não é sacanagem. É simplesmente hormonal. Não caia na besteira de tocar em

assuntos delicados. Esse não é o momento, entende?

A melhor hora para pegá-lo de jeito é na cozinha. Faça uma comidinha ou proponha que ele mesmo coloque a mão na massa. Aí, sim, arrisque aquela conversa. Tudo o que envolve alimentação significa aconchego na percepção masculina. Por isso, nesse momento ele está mais aberto para ouvir. Juntos, vocês vão cozinhando e trocando ideias. Fica aí a dica.


Um dos maiores erros em um relacionamento é a cobrança. Não vá você querer controlar, disputar, brigar. Se você fica em cima, cobrando o tempo todo, por certo o resultado não será o mais promissor. Ele escuta as cobranças como uma condenação, que, por sua vez, afeta o seu senso de domínio. Ou seja, você vai puxar o pior dele. E quer saber? Quem cobra é porque não se dá.


Homem não cura carência de mulher. Tenha em mente que um parceiro é para complementar, não para preencher o vazio. Chega dessa dependência. Valorize-se! Essa é outra regra importante para não perdê-lo. Ora, assim como você gosta de um homem bacana, ele busca uma grande mulher. Quer ter ao lado alguém que se imponha e se respeite.


E lembre-se: apesar de o homem sentir atração pelo corpo feminino, não serão mechas e luzes no cabelo, bunda sarada ou peito siliconado que vão conquistá-lo. O que rege essa atração é a energia que existe na mulher. Sexualidade é energia. Quando a mulher está bem com ela mesma, fica atraente e fisga o homem naturalmente. É uma pena que muitas não conseguem manter essa chama acesa: engordam, se escondem. Ou assumem, depois da maternidade, o personagem “mãe” por completo e apagam a parte mulher. Que erro! Isso acaba com qualquer relacionamento.


Por isso, antes de reclamar do sexo oposto, pare, observe e analise. A solução pode estar nas suas mãos!


Luiz Gasparetto.

Faça dar certo, métodos para uma vida plena!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Como Vencer a Obsessão Mental - Valcapelli

Como Vencer a Obsessão Mental - Valcapelli

Você está desesperado para sair do desespero, não é por aí!
Não se combate a aflição ficando aflito.

Não queira brigar com os pensamentos, faça amizade com sua mente. Cada toque que ela der do tipo: "é tarde, vamos sair logo senão eu vou atrasar", você responde a ela: "obrigado por ter me lembrado, agora eu estou escolhendo a roupa que vou vestir". Envolva-se com a tarefa presente, curta as tonalidades de cores que você tem no guarda roupa, procure observar com qual cor você se sente bem, depois de escolher, diga a si mesmo: vou ficar lindo com essa roupa. Aí, vem a mente com mais um alerta: "corre senão você não vai chegar a tempo". Você responde: "é mesmo, obrigado por me lembrar". Nesse momento, nada de ficar pensando o que pode acontecer se você não conseguir chegar no horário, pois, se fizer isso, você já embarcou na mente e deixou de sentir o momento. Tome seu banho, aceleradinho claro, afinal, você não dispõe de muito tempo, a mente tem razão no que lhe disse. Durante o banho, não fique esbaforido pensando naquilo que você tem por fazer, olhe para o seu chuveiro, sinta a água quente banhando seu corpo, vista-se e saia.


Durante o caminho, procure observar por onde você está passando. Lá vem a mente outra vez, dando o seu alarde: "olha que horas são, você não vai conseguir chegar a tempo, vai perder essa oportunidade, tinha que tomar banho, ficar enrolando para sair, agora que desculpa vai dar para justificar o atraso". "Tudo bem, se não der certo dessa vez eu volto em outra oportunidade, fiz o que podia para estar aqui, depois eu vejo o que for necessário, mas quando eu chegar lá; agora não, eu ainda estou no caminho".

A mente nos arrasta para o passado ou nos lança para o futuro. Para não entrarmos na dela é preciso interagir com a realidade, curtir o presente, envolver-se com as situações que estão a nossa volta, esse é o primeiro passo para a reformulação interior.


Não há uma poção mágica para calar a mente, nem podemos fazer isso, é graças a ela que conseguimos nos situar no tempo e no espaço. A função da mente é nos servir, dando-nos os referenciais para lidarmos com as situações da vida e sermos bem sucedidos na realidade.


No entanto, quando sufocamos nossa expressão, querendo fazer tudo certinho para não dar nenhum fora, elegemos a mente para escolher e decidir por nós. Com o tempo, nos arrependemos amargamente, pois ela não se cala mais, fica ditando as regras, condenando os passos que não foram bem dados durante o dia, e assim por diante.


A primeira coisa que é massacrada por esse domínio da mente são os nossos sentimentos. Eles são os maiores inimigos da mente, talvez seja por isso que ela imediatamente os sufoca, pois, quando sentimos algo, deixamos a mente de lado: ela passa a ser meramente uma assistente daquilo que sentimos.


Assim, portanto, o segundo passo para resgatar seu poder de escolher os próprios pensamentos é manifestar aquilo que você sente.


A gente não consegue de imediato amar tudo e todos. Se fossemos capazes de alcançar esse estado a cada instante da vida, seriamos seres ascensionados. O que conseguimos fazer é curtir cada instante da nossa vida, apreciar as coisas que nos cercam, sem julgar nada; só observar com imparcialidade, pois se você começa a fazer julgamentos, a condenar ou a criticar, você permite que a mente invada seu ser naquele momento, sufocando a apreciação das situações da vida e as sensações causadas por aquilo que você vive naquele momento.


Não espere que logo depois de ler este texto, você se torne senhor absoluto de seus pensamentos. É uma questão de reeducação comportamental, exercício constante de observação do seu estado interior, perante a realidade a sua volta.


Que passo a passo você vá se tornando cada vez mais quem você é. Você é capaz disso, é só uma questão de tempo para você se reequilibrar. Faça o que for necessário e o que foi apontado aqui, abaixe a ansiedade e saiba dar tempo ao tempo.


Valcapelli

Psicólogo, Metafísico e Cromoterapeuta
http://www.valcapelli.com

domingo, 30 de setembro de 2012

Emoções e os Órgãos



As Emoções e sua relação com os nossos órgãos.

O Fígado:

Ele é responsável por desmoronar e armazenar e reconstruir a matéria. Se a vida de uma pessoa desmorona, e não consegue realizar a tarefa de reconstrução, começa uma sensação de estar sobrecarregada, que pode criar ódio, raiva e ressentimento. Muitas pessoas de fato estão sobrecarregadas pelas circunstâncias de suas vidas, mas o limite de c
ada um varia muito e, claro, muitas pessoas têm diferentes neurose quando se sentem sobrecarregadas.

"Desmoronar é uma situação diretamente relacionada ao Baço
O Fígado é o grande processador das emoções, não somente da raiva." Medicina Holistica Integrativa


Os Pulmões:
Eles têm duas funções: inspirar a vida e expressar idéias através da fala. Se você tiver problemas com os pulmões, uma expressão está sendo sufocada, não consegue se expressar livremente, em alguma área de sua vida.
Quando uma palavra subjuga uma criança, a criança pode se tornar muito barulhenta e sempre empurra os outros para apenas ouvir, que é um dos órgãos do corpo e sua relação com a estimulação de emoções em os pulmões, ou desistir, porque somos oprimidos e fechar nossa comunicação, e depois temos os pulmões fracos.
Geralmente, se você tem problemas pulmonares, é porque precisa ser ouvida e aprender novas formas de comunicação. Ao se sentir oprimida lembre-se que assim que se aproxima de algumas pessoas poderá sentir-se oprimida em um segundo quando se aproxima delas e você se sente oprimida, é o que eu quero dizer. Essas pessoas sugam sua energia de tal forma tão completa que a outra se sente incapaz de drenar a sua, por isso toda a redução do estresse é uma grande ajuda.
A meditação reduz o stress e se elas aprendem a fazê-lo corretamente é muito útil, mas se o fizerem apenas um curto período de tempo vai não obter o efeito desejado.

Estômago:
É a assimilação das experiências de nossos ideais, e o que se sente e também o que acontece, não se consegue digerir as coisas corretamente, então, o estômago pode adoecer, como o resultado de preocupação ele cria uma fenda entre a mente e as emoções .

Lembre-se novamente que se sente também com o que acontece, e para muitas pessoas é a verdade, muitas questões ao mesmo tempo, tudo está acontecendo intensamente e todo o tempo, sendo eles mesmos que estão criando tudo isso, como são os padrões de comportamento, então você tem que olhar.

O Pâncreas:
Isso tem a ver com o açúcar e a doçura da vida, pode ser danificada por amargura, especialmente uma mãe muito amarga, existe muitas pessoas tendo este problema.

Rim:
Envolvem emoções e são os processadores do canal de água mais importante, porque é onde é armazenado os temores resultantes dos traumas, que possam prejudicar a vitalidade dos blocos individuais a sua motivação e entusiasmo. Quando o medo é armazenado nos rins, o indivíduo se tornará incapaz de lidar com situações emocionais no futuro.

O Baço:
Mantém fracassos, desejos de morte, apatia, e se uma pessoa enfrenta mais dificuldades do que ele pode suportar, pode desistir, pode-se acreditar que eles realmente falhou e perdeu a vontade de viver, e seu desejo de viver . Os problemas de circulação e digestão, a preguiça, porque os sentimentos estão morrendo, e você tem que intelectualizar tudo, e você sente esse tipo de apatia e interiormente suporta alimentando-o. É um problema do baço.
"Desmoronar é uma situação diretamente relacionada ao Baço. Obs de Medicina Holística Integrativa "

As gônadas:
Eles armazenam no inconsciente, quando uma pessoa deixa a sua capacidade de lidar consigo mesmo por meio de drogas, álcool, lesões, acidentes, quando você perde o seu próprio empoderamento, energias além do nosso controle podem envolver e nos possuir.
Algumas pessoas que deixaram a vida tomar o seu próprio rumo em qualquer área, já que a natureza não gosta de um vácuo e há buracos na aura, então geralmente têm coisas que lhes são inerentes.

Coração:
É sobre o amor, e sobre os danos ao coração devido a perda, quando você confia em alguém de uma pessoa em um, e que nos leva a temer mais perdas, bem como possessividade, ciúme, egoísmo , que é todo o dano que ja sofreu o coração que está quebrado.

Vesícula Biliar:
Ele é o precursor de ter problemas cardíacos e está danificado pelo medo da perda, e todas as tensões resultantes de uma falta de confiança na vida.
É a ansiedade sobre o futuro e aqui está a olhar para a questão da concepção, se os pais não são bons quando você foi concebido, se a alma passou por um momento de trauma e não eram bem-vindos para a nova encarnação, e é uma grande decepção a alma no caminho que os pais vão cuidar da criança, problemas entoam na vesícula biliar.

A mama:
Eles representam o aspecto feminino de nutrientes, bem como a sexualidade e armazena os sentimentos da mulher sobre sua sexualidade e como os homens a vê.
Portanto, se há um trauma sexual, a repressão, o ressentimento em relação às expectativas de seu papel, então pode acontecer a qualquer dano.

Pernas:
Eles nos levam para a frente, podemos dizer, os problemas surgem quando a pessoa não teve a coragem de dar um passo atrás. Muitas vezes é porque essas pessoas não tiveram o apoio que ele ou ela sentiu necessidade, e, em seguida, começar a ter problemas com as pernas.

Mãos:
Correspondem ao dar e receber, e o problema se desenvolve quando uma pessoa não se sente igual aos outros, e não pode encontrar o justo equilíbrio entre dar e receber. Isso tem a ver com se você usar sua força de vontade ou cessionários.
Este desequilíbrio é causado por um ego superdesenvolvido ou a falta de auto-estima.

O Pescoço:
É a parte flexível da coluna, é o equilíbrio da sua vontade com flexibilidade. A gola é uma tensão, rígida no pescoço que sente muito duro, quando mantém alguns conceitos rígidos e estes são desafiados.

Cabelo:
É governado pelo fígado para que a perda de cabelo é causada pelo apego rigidamente a raiva ou a raiva. Quando alguém impõe sua vontade aos outros, só para provar seu ponto de vista, um é trazer à tona ressentimentos do passado, ou recordar. E cabeça-dura. Eles podem ter problemas com cabelo.

Quadris:
São os pontos de equilíbrio são a energia criativa associada à criação dos filhos.
É a nossa capacidade de levantar-se e ficae por nossa conta, a flexibilidade nos quadris, está relacionada com o seu sentido de liberdade pessoal, e aqui olhamos para adolescentes, que produzem faixas de seu primeiro sentimento de separação dos pais , as expectativas, seus endereços, temos uma entidade sexual.
Se alguém se rende ao controle dos pais, como adolescentes, em vez de encontrar a nossa própria direção, em seguida, os quadris não se desenvolvem adequadamente. Assim, a deterioração dos quadris realmente decorre de uma culpa sexual, de modo que se sente culpa e ressentimento, porque nós permitimos que outros tomem decisões por conta própria, e temos manifestado a nossa força, temos também a deterioração dos quadris.

A Tiróide:
Este é o lugar onde armazenamos a raiva, o desejo de poder, atitudes rígidas quando a tireóide não funciona bem. Existe uma calcificação anormal nos ossos, e pode também desenvolver artrite e de um corpo rígido em uma mente rígida.

Timo:
O medo rege o nosso sistema imunológico o medo faz uma pessoa voltar se encolher e pode perder a integridade numa situação, e quando isso acontece, o corpo permite a entrada de vírus.
Quando você tem um vírus, você tem que olhar onde o medo entrou em sua vida, você tem que voltar a atenção a essa situação e imaginar diferente e alterá-la para ajudar a combater o vírus.

Glândulas supra-renais:
A Dor armazenada nos leva a sentimentos de ser vítimas e complexos, é lutar ou escapar? Sempre acredite que há algo lá fora, que vai capacitá-los,ajudá-los e está a persegui-los.
Quando eles não estão dispostos a suportar amorosamente a dolorosa experiência emocional, a pessoa reage como se o mundo fosse responsável por sua experiência dolorosa, e esquece que cada pessoa é responsável pela sua própria criação, da sua própria vida.

Hipófise:
As tristezas reprimidas, porque a experiência de tristeza ou dor pode ser uma porta ou portão para uma consciência mais elevada, após os julgamentos das glândulas menores são transmutadas.
Carinhosamente suportar a dor, apenas nos permite experienciar a dualidade e a reconciliação, e esta versão apenas faz parte do processo de ajuda da glândula pituitária.
A dualidade é certo e errado, bom e mau, positivo ou negativo, em todos os níveis.

A glândula pineal:
Você precisa de luz natural do dia, você precisa de entusiasmo e não é emoção suficiente em sua vida, a glândula pineal não está funcionando corretamente, então eles tem que sair na natureza, porque a natureza a fim de encontrar alguma luz natural, e que realmente vai ajudar.

Coluna:
A coluna vertebral é a sua vontade, a força de vontade, é como quando não se mantem o próprio ponto de vista diante da pressão que vem de fora, pode ter distorção escoliose, da coluna vertebral, a curva porque dobra sua força de vontade.
Quando se usa a coluna para fazer um trabalho espiritual, a nossa força de vontade está alinhada com a vontade divina, e que alguns chamam de co-criação, mas realmente é a espinha dorsal que se abre para a Kundalini, que é apenas a fêmea é na coluna e quando percebemos isso, ela está realizando.

Órgãos sexuais:
Eles estão jogando, isso, claro, é a sua capacidade de se expressar sexualmente. Pode haver uma incapacidade de receber a fêmea, se os pais queriam um filho do sexo oposto, pode estar enfrentando uma moralidade própria e está realizando uma auto-punição.

As costas:
É o que você deixa para trás, o que você quer esquecer o que está no fundo da nossa mente, a parte inferior das costas é suportado e a dor nesta parte é quando uma pessoa sofre por não ter o apoio que ele ou ela acredita que precisa para conseguir algo.

Bexiga:
A água é a livre expressão, exteriormente expressar a emoção. Se a bexiga é fraca, uma pessoa sente dificuldade em expressar sentimentos.

O Intestino Delgado:
É a fase final da digestão é o início da absorção, fornece a base para a construção e crescimento, constrói a sua personalidade, seu caráter, força de vontade, confiança, mas o mais importante de tudo é que ela reflete o estado mais importante de nossas vidas.
Então, realmente não podemos funcionar quando sofreu um grande embaraço. Esse constrangimento sofrido na infância. Eles estão muito conscientes, muito perto das pessoas, elas pensam que não estão concordando ou pensar sobre ele, mas lembre-se da escola, primeira menstruação, as crianças com quem bricavam, um membro da família que fez com que se sintam envergonhados.

O Intestino Grosso:

Tem a ver com a matéria sólida e isso nos mostra se somos capazes de lidar bem com todas as questões materiais.
O intestino grosso é sobre deixar ir e liberar totalmente todas as coisas que não nos servem, e a incapacidade de deixar ir pode ser o resultado de um medo da perda. O que você irá perder se você deixar ir? É preciso olhar para trás para o momento da concepção, o que formou a atitude da personalidade dessa pessoa.

Via: Ayurveda Tibetano. As emoções e os órgãos internos

sábado, 8 de setembro de 2012

A Diferença Entre Cobrar e Receber Amor

A Diferença Entre Cobrar e Receber Amor - Bel Cesar

Todos nós conhecemos a necessidade de amar e ser amado. No entanto, quando esta necessidade se torna carência, há algo extra a ser alertado: estamos vulneráveis e desequilibrados.

A origem da carência afetiva encontra-se em nossa dificuldade para receber amor. É como estar com fome e não ter estômago para digerir. Mas, como será que nosso estômago afetivo tornou-se tão pequeno? Fomos nos alimentando cada vez menos, à medida em que o alimento emocional tornou-se escasso ou invasivo.

Em outras palavras, fomos instintivamente diminuindo nosso estado de receptividade ao associar a experiência de receber amor a vivências de insuficiência, abandono ou de um controle excessivo. Se nos sentimos manipulados ao receber alimentos, presentes, elogios, carícias e incentivos, associamos a idéia de receber com o dever de retribuir algo além de nossa capacidade ou vontade pessoal. Quem não se lembra de ter escutado advertências como: Agora você já deve se comportar como um menino grande ou Se você comer todo jantar, pode comer a sobremesa....


Estas frases parecem inocentes, mas revelam os condicionamentos pelos quais passamos a aprender que receber modula nosso modo de ser.


Filhos de pais intrometidos e controladores desde cedo aprendem a conter seus desejos, pois sabem que ao revelarem suas intenções acabarão tendo que abandonar seus planos para realizar as vontades de seus pais. Para garantir fidelidade frente aos seus desejos e gostos, diferentes de seus pais e orientadores, acabam se contraindo cada vez mais - por um instinto de autopreservação, necessário no processo de autoconhecimento e autoconfiança, distanciam-se de seus pais para conhecer a si mesmos.


Desta forma, com a intenção de nos proteger do excesso ou da falta de atenção diante de nossas necessidades de amarmos e sermos amados, fomos nos fechando, isto é, formando camadas protetoras contra os ataques diante à nossa vulnerabilidade. Este processo sutil e delicado tem um efeito bastante grave: ao estar mais atento no que estou recebendo do que no que desejo, acabo aprendendo a dar mais atenção ao mundo exterior que às minhas reais necessidades.


A necessidade de ser amado faz parte de nosso instinto de sobrevivência, portanto é algo natural, enquanto seres que vivem em sociedade. Mas em nossa sociedade materialista onde autonomia é sinônimo de maturidade, muitas vezes esta necessidade é vista como um sinal de imaturidade ou infantilidade. Vamos esclarecer este preconceito: amar só se torna infantil quando se torna uma exigência unilateral: quando queremos apenas ser amados.


Estranhamente, quando quero algo do outro, deixo de perceber a mim mesmo. Quando preciso do outro, passo a controlá-lo. Então, ao invés de expressar o meu amor, passo a cobrar por atenção. No lugar de dizer que amo, digo o que falta no outro para me sentir amada.


Quantas discussões entre casais, pais e filhos estão baseadas nesta troca de intenções!


Vamos exemplificar melhor este drama. Quando o parceiro se distancia, por razões alheias à sua parceira, ela se sente abandonada. Então, no lugar de dizer: Quero estar mais próxima de você, ela diz: Você está distante!. Este seu modo de alertar o outro de sua carência é defensivo. Ela não está sendo aberta, nem transparente, pois detrás de sua reclamação há um desejo de controlá-lo, para que ele seja do modo como ela quer. Ele, sentindo-se pressionado, perde a espontaneidade e afasta-se cada vez mais. Ela sentindo-se carente, se torna refém da atenção dele!


Quando nos tornamos refém do comportamento alheio, deixamos de estar conectados ao nosso sentimento de amar e esperamos apenas ser amados. Em outras palavras, deixo de perceber o que estou sentindo em relação a ele e apenas me atenho ao que ele está demonstrando sentir em relação a mim. A expressão do afeto se contrai sob a pressão e gradualmente ambos perdem a espontaneidade.


Há uma diferença entre expressar claramente o que se quer e cobrar indiretamente o que se necessita. No momento em que simplesmente expresso meu desejo, desobrigo o outro de atuar. Assim, ele já não se sente mais pressionado a mudar e torna-se naturalmente disposto a retomar a relação.


Ao perceber nossas verdadeiras necessidades, desejos e intenções, liberamos o outro da carga de adivinhar o que secreta e indiretamente desejamos. Deixamos de imaginar o que precisamos e passamos a sentir nossas reais necessidades.


Este processo exige auto-observação. Muitas vezes, dar-se conta de algo que nos falta dói mais do que imaginávamos. Perceber nosso bloqueio em saber receber pode ser uma surpresa maior do que pensávamos. Mas, a cada momento que percebo uma limitação interior tenho a chance de mudar. Como?


Começando por admitir que receber é bom. Não é uma ameaça. Só a experiência pode nos afirmar o que queremos ou não. Precisamos aprender a sermos sinceros com nossas necessidades frente aos desejos alheios. Isso ocorre quando nosso sim é um sim verdadeiro.


Não precisamos deixar de ser quem somos ao receber algo intencional de outra pessoa. Não precisamos usar máscaras sociais comportando-nos como é esperado de nós. Nem nos sentirmos insuficientes e inadequados se não estivermos em condições de retribuir. Podemos ser autênticos!


Nos sentimos amados quando o outro nos aceita tal como somos. Portanto, dar amor é abrir-se para receber o amor que o outro tem para lhe dar. Dar um espaço de si para acolher o outro em seu interior.


Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.