
terça-feira, 10 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008
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Fonte: Livro – Osho, O livro da cura Tradução: Sw Dhyan Yukti Editora: Shanti | |||||||||
quarta-feira, 4 de junho de 2008

A coragem de estar só e silencioso
Eu sempre estou com medo de estar só, porque quando estou só, começo a querer saber quem eu sou. Parece que se eu investigar mais fundo, irei descobrir que eu não sou a pessoa que acreditei ser nos últimos vinte e seis anos, mas um ser presente no momento do nascimento e talvez também no momento anterior. Por alguma razão isso me assusta completamente. Parece um tipo de insanidade e faz com que eu me perca nas coisas externas a fim de me sentir mais segura.
Osho, quem eu sou, e por que o medo?
Surabhi, não é apenas o seu medo, é o medo de todo mundo. Porque ninguém é aquilo que deveria ser pela própria existência.
A sociedade, a cultura, a religião, a educação, todos têm conspirado contra inocentes crianças.
Eles têm todo o poder – a criança é indefesa e dependente. Assim, tudo o que querem fazer com ela, eles dão um jeito e fazem.
Eles não permitem que criança alguma se desenvolva para o seu destino natural.
Todo o esforço deles é para fazer dos seres humanos, utilidades. Quem sabe, se deixarmos uma criança desenvolver por si mesma, se ela terá ou não alguma utilidade para os interesses velados. A sociedade não está preparada para correr esse risco. Ela agarra a criança e começa a moldá-la em alguma coisa necessária para a sociedade.
Sob certo sentido, ela mata a alma da criança e lhe dá uma falsa identidade, para ela nunca ver a sua alma, o seu ser.
A falsa identidade é um substituto. Mas esse substituto é útil apenas na mesma multidão que deu essa falsa identidade a você. No momento em que você está só, o falso começa a se desmontar e o que é verdadeiro e foi reprimido começa a se expressar.
Por isso o medo de estar só.
Ninguém quer estar só. Todo mundo quer pertencer a uma multidão – e não apenas uma multidão, mas a muitas multidões. A pessoa pertence a uma multidão religiosa, a um partido político, a um Rotary Club... E existem muitos outros pequenos grupos para se pertencer também.
É preciso estar apoiado vinte e quatro horas por dia, porque o falso, sem apoio, não consegue ficar de pé. No momento em que estiver só, começa a sensação de uma loucura estranha.
Surabhi, é sobre isto que você está perguntando – porque por vinte e seis anos você acreditou ser alguém, e então, de repente, num momento de solidão, você começou a perceber que você não era aquilo. Isso cria medo: então quem você é?
E vinte e seis anos de repressão... Levará algum tempo para que o verdadeiro se expresse.
O intervalo entre os dois tem sido chamado pelos místicos de ‘a noite escura da alma’ – uma expressão muito apropriada. Você não é mais o falso, e você ainda não é o verdadeiro. Você está no limbo, você não sabe quem você é.
Particularmente no Ocidente – e Surabhi é ocidental – o problema é ainda mais complicado, porque eles não desenvolveram nenhuma metodologia para descobrir o verdadeiro, o mais cedo possível, de modo que a noite escura da alma possa ser encurtada.
O Ocidente nada conhece a respeito de meditação.
E meditação é apenas um nome para o estar só, silencioso, esperando pela manifestação do verdadeiro. Não é um ato, é um relaxamento silencioso – porque qualquer coisa que você faça tem sua origem na sua falsa personalidade. Tudo o que você fez por vinte e seis anos teve sua origem ali; este é o seu velho hábito.
Hábitos são duros de morrer.
Havia um grande místico na Índia, Eknath. Ele estava indo para uma peregrinação santa com todos os seus discípulos – seriam uma jornada de três a seis meses.
Um homem chegou até ele, jogou-se a seus pés e disse, ‘Eu sei que não sou merecedor. Você sabe bem disso, todo mundo me conhece. Mas eu sei que a sua compaixão é maior do que o meu não-merecimento. Por favor, aceite-me também como um dos membros de seu grupo que está indo para a peregrinação santa. ‘
Eknath disse, ‘Você é um ladrão – e não apenas um ladrão comum, mas um ladrão mestre. Você nunca foi pego e todos sabem que você é um ladrão. Eu certamente me sentiria bem levando você comigo, mas eu também tenho que pensar nas outras cinqüenta pessoas que estão indo comigo. Você terá que me fazer uma promessa – e eu não estou pedindo por nada mais que, apenas durante aquele tempo de três a seis meses em
que nós estivermos na peregrinação, você não roube. Depois disso, será sua a decisão. Uma vez que nós tenhamos voltado para casa, você estará livre de sua promessa. ‘
O homem disse, ‘Eu estou absolutamente pronto para prometer, e eu estou imensamente agradecido pela sua compaixão.’ As outras cinqüenta pessoas ficaram desconfiadas. Confiar em um ladrão...
Mas elas não podiam dizer coisa alguma ao Eknath. Ele era o mestre.
A peregrinação começou e desde a primeira noite aconteceram problemas. Na manhã seguinte havia um caos – o casaco de alguém tinha sumido, assim como a camisa de um outro, e também o dinheiro de outro.
E todo mundo estava gritando, ‘Onde está o meu dinheiro?’ E todos eles foram contar ao Eknath, ‘Nós estávamos desconfiados desde o começo em que você trouxe esse homem consigo. Um hábito de uma vida inteira...’
Mas eles começaram a procurar e então descobriram que as coisas não tinham sido roubadas. O dinheiro de alguém tinha sumido, mas foi encontrado na sacola do outro. O casaco de alguém estava faltando, mas foi encontrado na mala do outro. Tudo foi encontrado, mas era um problema desnecessário – todas as manhãs!
E ninguém conseguia conceber – qual poderia ser o sentido disso? E certamente não era o ladrão, porque nada estava sendo roubado.
Na terceira noite, Eknath permaneceu acordado para ver o que acontecia. No meio da noite, o ladrão – devido ao seu hábito – acordava e começava a tirar as coisas de um lugar e colocar no outro. Eknath interrompeu-o e disse, ‘O que você está fazendo? Você se esqueceu de sua promessa?’
Ele disse, ‘Não, eu não esqueci minha promessa. E eu não estou roubando coisa alguma, mas eu não lhe prometi que não iria mudar as coisas de um lugar para o outro. Depois dos seis meses eu terei que ser um ladrão novamente; isto é apenas para praticar. E você deve entender – isto é um hábito de uma vida inteira, e você não consegue abandoná-lo num estalar de dedos. Dê-me um tempo. Você devia entender o meu problema também. Por três dias eu não roubei uma simples coisa – isso é como jejuar! Isto é apenas um substituto, eu estou me mantendo ocupado.
‘Este é o meu horário de trabalho, no meio da noite, assim é muito difícil para eu ficar simplesmente deitado na cama acordado. E tantos idiotas dormindo... E eu não estou fazendo mal a ninguém. De manhã eles encontrarão as suas coisas.’
Eknath disse, ‘Você é um homem estranho. Você vê que toda manhã existe um caos e uma ou duas horas são desperdiçadas desnecessariamente para se encontrar as coisas – onde você as colocou, de que malas elas foram tiradas. Todo mundo tem que abrir tudo e perguntar aos outros... ‘A quem isto pertence?’
O ladrão disse, ‘Essa concessão você tem que me fazer.’
Surabhi, vinte e seis anos de uma falsa personalidade imposta por pessoas que você amou, que você respeitou... E eles não estavam fazendo alguma coisa intencionalmente ruim para você. A intenção deles era boa, apenas a consciência deles era nula. Elas não eram pessoas conscientes – seus pais, seus professores, seus sacerdotes, seus políticos – elas não eram pessoas conscientes, eles eram inconscientes.
E mesmo uma boa intenção nas mãos de uma pessoa inconsciente pode se tornar venenosa.
Assim, sempre que você está só, surge um medo profundo, porque de repente o falso começa a desaparecer.
E o verdadeiro precisa de um certo tempo. Você o perdeu há vinte e seis anos. Você precisará ter alguma consideração com o fato de que terá que fazer uma ponte sobre esse intervalo de vinte e seis anos.
Nesse medo – de que ‘eu estou perdendo a mim mesma, meu senso, minha sanidade, minha mente – tudo’, porque o ‘eu’ que lhe foi dado pelos outros consiste em todas essas coisas – parece que você vai enlouquecer. Você começa imediatamente a fazer alguma coisa simplesmente para se manter ocupada. Se não houver pessoas, pelo menos existe alguma ação. Assim o falso permanece ocupado e não começa a desaparecer.
Por isso as pessoas têm a maior dificuldade nos feriados de finais de semana. Por cinco dias elas trabalham, esperando que no final de semana possam relaxar. Mas o final de semana é o pior tempo em todo o mundo – mais acidentes acontecem nos finais de semana, mais pessoas se suicidam, mais assassinatos, mais roubos, mais estupros. Estranho... E essas pessoas estavam ocupadas por cinco dias e não havia problema algum. Mas o final de semana, de repente, lhes dá uma escolha, ou estar ocupado com alguma coisa ou relaxar, mas relaxar é espantoso; a falsa personalidade desaparece.
Mantenha-se ocupado, faça alguma coisa estúpida. As pessoas estão correndo para as praias, para-choques colados nos para-choques, num trânsito com filas quilométricas. E se você lhes perguntar para onde elas estão indo, elas estão indo para longe da multidão – e toda a multidão está indo com elas. Elas estão indo procurar um espaço solitário e silencioso – todas elas.
Na verdade, se elas permanecessem em casa, elas estariam mais solitárias e silenciosas – porque todos os idiotas foram em busca de um lugar solitário e silencioso. E eles estão correndo como loucos, porque dois dias se acabarão logo e eles têm que chegar lá – não pergunte aonde!
E nas praias você vê... Estão tão apinhadas de gente, nem mesmo os shoppings estão tão lotados. E muito estranhamente, as pessoas estão se sentindo muito à vontade, tomando um banho de sol. Dez mil pessoas numa pequena praia tomando um banho de sol, relaxando.
A mesma pessoa na mesma praia, sozinha não seria capaz de relaxar. Mas, você sabe, milhares de outras pessoas estão relaxando, todas ao redor dela. As mesmas pessoas estiveram nos escritórios, as mesmas pessoas estiveram nas ruas, estiveram nos shoppings, e agora as mesmas pessoas estão na praia.
A multidão é essencial para o falso ‘eu’ existir.
No momento em que ele está só, você começa a ficar nervosa.
É aqui que se deve compreender um pouco a respeito de meditação.
Não fique preocupada, porque aquilo que pode desaparecer, merece desaparecer. Não faz sentido agarrar-se àquilo – aquilo não é seu, aquilo não é você.
Quando o falso tiver ido, você é aquele ser fresco, inocente e puro que crescerá em seu lugar.
Nenhuma outra pessoa pode responder a sua pergunta ‘Quem sou eu?’ – Você saberá.
Todas as técnicas de meditação são uma ajuda para destruir o falso. Elas não lhe dão o verdadeiro – o verdadeiro não pode ser dado.
Aquilo que pode ser dado não pode ser verdadeiro.
Você já tem o verdadeiro; apenas o falso tem que ser jogado fora.
Isso pode ser dito de uma maneira diferente: o mestre lhe tira coisas que você de fato não tem e lhe dá aquilo que você já tem.
Meditação é apenas uma coragem para estar só e silenciosa.
Aos poucos, você começa a sentir uma qualidade em si mesma, uma nova vida, uma nova beleza, uma nova inteligência – que não é tomada de empréstimo de ninguém, que cresce dentro de você, que tem raízes na sua existência.
E se você não for uma covarde, começará a fruir, a florescer.
Somente o bravo, o corajoso, as pessoas que têm firmeza, podem ser religiosas. Não os freqüentadores de igrejas – esses são covardes. Não os hindus, não os muçulmanos, não os cristãos – eles são contra a busca. A mesma multidão, eles estão tentando tornar suas falsas identidades mais consolidadas.
Você nasceu. Você veio ao mundo com vida, com consciência, com uma tremenda sensitividade. Apenas olhe uma pequena criança – veja os seus olhos, o frescor. Tudo aquilo foi coberto por uma falsa personalidade.
Não há necessidade alguma de ter medo.
Você pode perder apenas aquilo que tem que ser perdido. E é bom que perca logo – porque quanto mais tempo ficar, mais forte aquilo se torna.
E ninguém sabe coisa alguma a respeito do amanhã.
Não morra antes de realizar o seu autêntico ser.
Somente umas poucas pessoas são afortunadas, aquelas que viveram com ser autêntico e que morreram com ser autêntico - porque elas sabem que a vida é eterna e que a morte é uma ficção.
Osho – Beyond Enlightenment – capítulo 18
Tradução: Sw. Bodhi Champak
domingo, 1 de junho de 2008

O que é o homem exatamente ?
sábado, 31 de maio de 2008
Osho,
você pode falar sobre a arte da massagem?
Massagem é algo que você começa a aprender, mas você nunca termina. Ela avança e avança e a experiência se torna continuamente mais profunda e mais profunda e mais alta e mais alta. A massagem é uma das artes mais sutis – e ela não é somente uma questão de perícia. Ela é uma questão de amor.
Aprenda a técnica – então a esqueça. Então apenas sinta e mova-se pelo sentimento. Quando você aprende profundamente, noventa por cento do trabalho é feito pelo amor, dez por cento pela técnica. Apenas através do próprio toque, um toque amoroso, relaxa-se o corpo.
Se você ama e sente compaixão pela outra pessoa e sente o valor supremo dela; se você não a trata como se fosse um mecanismo para ser colocado em ordem, mas uma energia de tremendo valor; se você está agradecido por ela confiar em você e permitir que você brinque com a sua energia – então mais e mais você irá sentir como se você estivesse tocando um órgão. Todo corpo se torna as teclas do órgão e você pode sentir que uma harmonia é criada dentro do corpo. Não somente a pessoa será ajudada, mas você também.
A massagem é necessária no mundo porque o amor desapareceu. Outrora o próprio toque dos amantes era suficiente. Uma mãe tocando o filho, brincando com o seu corpo, era massagem. O marido brincando com o corpo da mulher, era massagem; isto era suficiente, mais do que suficiente. Isto era profundo relaxamento e parte do amor. Mas isto desapareceu do mundo. Mais e mais nós esquecemos onde tocar, como tocar, o quanto profundo tocar. Na verdade, o toque é uma das linguagens mais esquecidas. Nós nos tornamos quase desconfortáveis no toque, porque a própria palavra for corrompida pelas assim chamadas pessoas religiosas. Elas lhe deram uma conotação sexual. A palavra se tornou sexual e as pessoas se tornaram amedrontadas. Todo mundo está de guarda para não ser tocado, a menos que se permita. Agora no ocidente o outro extremo chegou. Toque e massagem se tornaram sexual. Agora a massagem é apenas uma cobertura, um cobertor para a sexualidade. Na verdade nem o toque nem a massagem são sexuais. Eles são funções do amor. Quando o amor cai de sua altura ele se torna sexo e então ele se torna feio.
Assim seja devocional. Quando você toca o corpo de uma pessoa seja devocional – como se o próprio Deus estivesse lá e você está apenas servindo-o. Flua com energia total. E sempre que você vê o corpo fluindo e a energia criando um novo padrão de harmonia, você irá sentir um desfrute que você nunca sentiu antes. Você irá cair em profunda meditação.
Enquanto massagista, apenas massageie. Não pense em outras coisas porque elas são distrações. Esteja em seus dedos e em suas mãos como se todo o seu ser, toda a sua alma estivesse lá. Não deixe que seja apenas um toque do corpo. Toda a sua alma entra no corpo do outro, penetra nele, relaxa os nós mais profundos. E faça disto uma brincadeira. Não o faça como um trabalho; torne-o um jogo e faça-o como uma diversão. Ria e deixe o outro rir também.
A massagem é entrar em sincronia com a energia do corpo de alguém e sentir onde ela está faltando, sentir onde o corpo está fragmentado e torná-lo completo... É ajudar a energia do corpo de modo que ela não seja mais fragmentada, não mais contraditória. Quando as energias do corpo estão alinhadas e se tornam uma orquestra, então você teve sucesso.
Assim tenha muito respeito com o corpo humano. Ele é o verdadeiro santuário de Deus, o templo de Deus. Assim com profunda reverência, prece, aprenda a sua arte. Esta é uma das grandes coisas para aprender.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
| Krishnamurti |
| A busca do homem |
| A Mente Torturada - O Caminho Tradicional - A Armadilha da Respeitabilidade - O Ente Humano e o Individuo - A Batalha da Existência - A Natureza Básica do Homem - A Responsabilidade - A Verdade - A Dissipação de Energia - A Libertação da Autoridade. Através das idades veio o homem buscando uma certa coisa além de si próprio, além do bem-estar material - uma coisa que se pode chamar verdade, Deus ou realidade, um estado atemporal - algo que não possa ser perturbado pelas circunstâncias, pelo pensamento ou pela corrupção humana. O homem sempre indagou: Qual a finalidade de tudo isto? Tem a vida alguma significação? Vendo a enorme confusão reinante na vida, as brutalidades, as revoltas, as guerras, as intermináveis divisões da religião, da ideologia, da nacionalidade, pergunta o homem, com um profundo sentimento de frustração, o que se deve fazer, o que é isso que se chama viver e se alguma coisa existe além dos seus limites. E, não podendo encontrar essa coisa sem nome e de mil nomes que sempre buscou, o homem cultivou a fé - fé num salvador ou num ideal, a fé que invariavelmente gera a violência. Nessa batalha constante que chamamos "viver", procuramos estabelecer um código de conduta conforme à sociedade em que somos criados, quer seja uma sociedade comunista, quer uma pretensa sociedade livre; aceitamos um padrão de comportamento como parte de nossa tradição hinduísta, mulçumana, na, cristã ou outra. Esperamos que alguém nos diga o que é conduta justa ou injusta, pensamento correto ou incorreto e, pela observância desse padrão, nossa conduta e nosso pensar se tornam mecânicos, nossas reações, automáticas. Pode-se observar isso muito facilmente em nós mesmos. Durante séculos fomos amparados por nossos instrutores, nossas autoridades, nossos livros, nossos santos. Pedimos: "Dizei-me tudo; mostrai-me o que existe além dos montes, das montanhas e da Terra" - e satisfazemo-nos com suas descrições, quer dizer, vivemos de palavras, e nossas vidas são superficiais e vazias. Não somos originais. Temos vivido das coisas que nos têm dito, ou guiados por nossas inclinações, nossas tendências, ou impelidos a aceitar pelas circunstâncias e o ambiente. Somos o resultado de toda espécie de influências e em nós nada existe de novo, nada descoberto por nós mesmos, nada original, inédito, claro. Consoante a história teológica garantem-nos os guias religiosos que, se observarmos determinados rituais, recitarmos certas preces e versos sagrados, obedecermos a alguns padrões, refrearmos nossos desejos, controlarmos nossos pensamentos, sublimarmos nossas paixões, se nos abstivermos dos prazeres sexuais, então, após torturar suficientemente o corpo e o espírito, encontraremos uma certa coisa além desta vida desprezível. É isso o que têm feito, no decurso das idades, milhões de indivíduos ditos religiosos, quer pelo isolamento, nos desertos, nas montanhas, numa caverna, quer peregrinando de aldeia em aldeia a esmolar, quer em grupos, ingressando em mosteiros e forçando a mente a ajustar-se a padrões estabelecidos. Mas, a mente que foi torturada, subjugada, a mente que deseja fugir a toda agitação, que renunciou ao mundo exterior e se tornou embotada pela disciplina e o ajustamento - essa mente, por mais longamente que busque, o que achar será em conformidade com sua própria deformação. Assim, para descobrir se de fato existe ou não alguma coisa além desta existência ansiosa, culpada, temerosa, competidora, parece-me necessário tomarmos um caminho completamente diferente. O caminho tradicional parte da periferia para dentro, para, através do tempo, da prática e da renúncia, atingir gradualmente aquela flor interior, aquela íntima beleza e amor - enfim, tudo fazer para nos tornarmos estreitos, vulgares e falsos; retirar as camadas uma a uma; precisar do tempo, amanhã ou na próxima vida chegaremos - e quando, afinal, atingimos o centro, não encontramos nada, porque nossa mente se tornou incapaz, embotada, insensível. Após observar esse processo, perguntamos a nós mesmos se não haverá outro caminho totalmente diferente, isto é, se não teremos possibilidade de "explodir" do centro. O mundo aceita e segue o caminho tradicional. A causa primária da desordem em nós existente é estarmos buscando a realidade prometida por outrem; mecanicamente seguimos todo aquele que nos garante uma vida espiritual confortável. É um fato verdadeiramente singular esse, que, embora em maioria sejamos contrários à tirania política e à ditadura, interiormente aceitamos a autoridade, a tirania de outrem, permitindo-lhe deformar a nossa mente e a nossa vida. Assim, se de todo rejeitarmos, não intelectual, porém realmente, a autoridade dita espiritual, as cerimônias, rituais e dogmas, isso significará que estamos sozinhos, em conflito com a sociedade; deixaremos de ser entes humanos respeitáveis. Ora, um ente humano respeitável nenhuma possibilidade tem de aproximar-se daquela infinita, imensurável realidade. Começais agora por rejeitar uma coisa que é totalmente falsa - o caminho tradicional - mas, se o rejeitardes como reação, tereis criado outro padrão no qual vos vereis aprisionado como numa armadilha; se intelectualmente dizeis a vós mesmo que essa rejeição é uma idéia importante, e nada fazeis, não ireis mais longe. Se entretanto a rejeitardes por terdes compreendido quanto é estúpida e imatura, se a rejeitais com alta inteligência, porque sois livre e sem medo, criareis muita perturbação dentro e ao redor de vós, mas vos livrareis da armadilha da respeitabilidade. Vereis então que cessou o vosso buscar. Esta é a primeira coisa que temos de aprender: não buscar. Quando buscais, agis, com efeito, como se estivésseis apenas a olhar vitrinas. A pergunta sobre se há Deus, verdade, ou realidade ou como se queira chamá-lo - jamais será respondida pelos livros, pelos sacerdotes, filósofos ou salvadores. Ninguém e nada pode responder a essa pergunta, porém somente vós mesmo, e essa é a razão por que deveis conhecer-vos. Só há falta de madureza na total ignorância de si mesmo. A compreensão de si próprio é o começo da sabedoria. E, que é vós mesmo, o vós individual? Penso que há uma diferença entre o ente humano e o indivíduo. O indivíduo é a entidade local, o habitante de qualquer país, pertencente a determinada cultura, uma dada sociedade, uma certa religião. O ente humano não é uma entidade local. Ele está em toda parte. Se o indivíduo só atua num certo canto, isolado do vasto campo da vida, sua ação está totalmente desligada do todo. Portanto, é necessário ter em mente que estamos falando do todo e não da parte, porque no maior está contido o menor, mas o menor não contém o maior. O indivíduo é aquela insignificante entidade condicionada, aflita, frustrada, satisfeita com seus pequeninos deuses e tradições; já o ente humano está interessado no bem-estar geral, no sofrimento geral e na total confusão em que se acha o mundo. Nós, entes humanos, somos os mesmos que éramos há milhões de anos - enormemente ávidos, invejosos, agressivos, ciumentos, ansiosos e desesperados, com ocasionais lampejos de alegria e afeição. Somos uma estranha mistura de ódio, medo e ternura; somos a um tempo a violência e a paz. Têm-se feito progressos, exteriormente, do carro de boi ao avião a jato, porém, psicologicamente, o indivíduo não mudou em nada, e a estrutura da sociedade, em todo o mundo, foi criada por indivíduos. A estrutura social, exterior, é o resultado da estrutura psicológica, interior, das relações humanas, pois o indivíduo é o resultado da experiência, dos conhecimentos e da conduta do homem, englobadamente. Cada um de nós é o depósito de todo o passado. O indivíduo é o ente humano que representa toda a humanidade. Toda a história humana está escrita em nós. Observai o que realmente está ocorrendo dentro e fora de vós mesmo, na cultura de competição em que viveis, com seu desejo de poder, posição, prestígio, nome, sucesso etc.; observai as realizações de que tanto vos orgulhais, todo esse campo que chamais viver e no qual há conflito em todas as formas de relação, suscitando ódio, antagonismo, brutalidade e guerras intermináveis. Esse campo, essa vida, é tudo o que conhecemos, e como somos incapazes de compreender a enorme batalha da existência, naturalmente lhe temos medo e dela tentamos fugir pelas mais sutis e variadas maneiras. Temos também medo ao desconhecido - temor da morte, temor do que reside além do amanhã. Assim, temos medo ao conhecido e medo ao desconhecido. Tal é a nossa vida diária; nela, não há esperança alguma e, por conseguinte, qualquer espécie de filosofia, qualquer espécie de teologia representa meramente uma fuga à realidade - do que é. Todas as formas exteriores de mudança, produzidas pelas guerras, revoluções, reformas; pelas leis e ideologias, falharam completamente, pois não mudaram a natureza básica do homem e, portanto, da sociedade. Como seres humanos, vivendo neste mundo monstruoso, perguntemos a nós mesmos: "Pode esta sociedade, baseada na competição, na brutalidade e no medo, terminar? - terminar, não como um conceito intelectual, como uma esperança, porém como um fato real, de modo que a mente se torne vigorosa, nova, inocente, capaz de criar um mundo totalmente diferente?" Creio que isso só ocorrerá se cada um de nós reconhecer o fato central de que, como indivíduos, como entes humanos - seja qual for a parte do universo em que vivamos, não importando a que cultura pertençamos - somos inteiramente responsáveis por toda a situação do mundo. Somos, cada um de nós, responsáveis por todas as guerras, geradas pela agressividade de nossas vidas, pelo nosso nacionalismo, egoísmo, nossos deuses, preconceitos, ideais - pois tudo isso está a dividir-nos. E só quando percebemos, não intelectualmente, porém realmente, tão realmente como reconhecemos que estamos com fome ou que sentimos dor, bem como quando vós e eu percebemos que somos os responsáveis por todo este caos, por todas as aflições existentes no mundo inteiro, porque para isso contribuímos em nossa vida diária e porque fazemos parte desta monstruosa sociedade, com suas guerras, divisões, sua fealdade, brutalidade e avidez - só então poderemos agir. Mas, que pode fazer um ente humano, que podeis vós e que posso eu fazer para criaruma sociedade completamente diferente? Estamos fazendo a nós mesmos uma pergunta muito séria. É necessário fazer alguma coisa? Que podemos fazer? Alguém no-lo dirá? Muita gente no-lo tem dito. Os chamados guias espirituais, que supõem compreender essas coisas melhor do que nós, no-lo disseram, tentando modificar-nos e moldar-nos em novos padrões, e isso não nos levou muito longe; homens sofisticados e eruditos no-lo têm dito, e também eles não nos levaram mais longe. Disseram-nos que todos os caminhos levam à verdade; vós tendes o vosso caminho, como hinduísta, outros o tem como cristão, e outros, ainda, o têm como muçulmano; mas, todos esses caminhos vão encontrar-se diante da mesma porta. Isso, quando o consideramos bem, é um evidente absurdo. A verdade não tem caminho, e essa é sua beleza; ela é viva. Uma coisa morta tem um caminho a ela conducente, porque é estática, mas, quando perceberdes que a verdade é algo que vive, que se move, que não tem pouso, que não tem templo, mesquita ou igreja, e que a ela nenhuma religião, nenhum instrutor, nenhum filósofo pode levar-vos - vereis, então, também, que essa coisa viva é o que realmente sois - vossa irascibilidade, vossa brutalidade, vossa violência, vosso desespero, a agonia e o sofrimento em que viveis. Na compreensão de tudo isso se encontra a verdade. E só o compreendereis se souberdes como olhar tais coisas de vossa vida. Mas não se pode olhá-las através de uma ideologia, de uma cortina de palavras, através de esperanças e temores. Como vedes, não podeis depender de ninguém. Não há guia, não há instrutor, não há autoridade. Só existe vós, vossas relações com outros e com o mundo, e nada mais. Quando se percebe esse fato, ou ele produz um grande desespero, causador de pessimismo e amargura; ou, enfrentando o fato de que vós e ninguém mais sois o responsável pelo mundo e por vós mesmo, pelo que pensais, pelo que sentis, pela maneira como agis, desaparece de todo a autocompaixão. Normalmente, gostamos de culpar os outros, o que é uma forma de autocompaixão. Poderemos, então, vós e eu, promover em nós mesmos sem dependermos de nenhuma influência exterior, de nenhuma persuasão, sem nenhum medo de punição - poderemos promover em nossa própria essência uma revolução total, uma mutação psicológica, para que não sejamos mais brutais, violentos, competidores, ansiosos, medrosos, ávidos, invejosos enfim, todas as manifestações de nossa natureza que formaram a sociedade corrompida em que vivemos nossa vida de cada dia? Importa compreender desde já que não estou formulando nenhuma filosofia ou estrutura de idéias ou conceitos teológicos. Todas as ideologias se me afiguram totalmente absurdas. O importante não é uma filosofia da vida, porém que observemos o que realmente está ocorrendo em nossa vida diária, interior e exteriormente. Se observardes muito atentamente o que se está passando, se o examinardes, vereis que tudo se baseia num conceito intelectual. Mas o intelecto não constitui o campo total da existência; ele é um fragmento, e todo fragmento, por mais engenhosamente ajustado, por mais antigo e tradicional que seja, continua a ser uma parte insignificante da existência, e nós temos de interessar-nos pela totalidade da vida. Quando consideramos o que está ocorrendo no mundo, começamos a compreender que não há processo exterior nem processo interior; há só um processo unitário, um movimento integral, total, sendo que o movimento interior se expressa exteriormente, e o movimento exterior, por sua vez, reage ao interior. Ser capaz de olhar esse fato - eis o que é necessário, só isso; porque, se sabemos olhar, tudo se torna claríssimo. O ato de olhar não requer nenhuma filosofia, nenhum instrutor. Ninguém precisa ensinar-vos como olhar. Olhais, simplesmente. Assim, vendo todo esse quadro, vendo-o não verbalmente porém realmente, podeis transformar-vos, natural e espontaneamente? Esse é que é o verdadeiro problema. Será possível promover uma revolução completa na psique? Eu gostaria de saber qual é a vossa reação a uma pergunta dessas. Direis, porventura: "Não desejo mudar" - e a maioria das pessoas não o deseja, principalmente aqueles que se acham em relativa segurança, social e economicamente, ou que conservam crenças dogmáticas e se satisfazem em aceitar a si próprios e às coisas tais como são ou em forma ligeiramente modificada. Tais pessoas não nos interessam. Ou talvez digais, mais sutilmente: "Ora, isso é dificílimo, está fora do meu alcance". Nesse caso, já fechasses o caminho, já cessasses de investigar e será completamente inútil prosseguir. Ou, ainda, direis: "Percebo a necessidade de uma transformação interior, fundamental, em mim mesmo, mas como empreendê-la? Peço-vos me mostreis o caminho, me ajudeis a alcançá-la". Se assim falardes, então o que vos interessa não é a transformação em si, não estais realmente interessado numa revolução fundamental: estais, meramente, a buscar um método, um sistema capaz de efetuar a mudança. Se fôssemos tão sem juízo que vos déssemos um sistema, e vós tão sem juízo que o seguísseis, estaríeis meramente a copiar, a imitar, a ajustar-vos, a aceitar, e, fazendo tal coisa, teríeis estabelecido em vós mesmo a autoridade de outrem, do que resultaria conflito entre vós e essa autoridade. Pensais que deveis fazer tal e tal coisa porque vo-la mandaram fazer e, no entanto, sois incapaz de fazê-la. Tendes vossas peculiares inclinações, tendências e pressões, que colidem com o sistema que julgais dever seguir e, por conseguinte, existe uma contradição. Levareis, assim, uma vida dupla, entre a ideologia do sistema e a realidade de vossa existência diária. No esforço para ajustar-vos à ideologia, recalcais a vós mesmo e, no entanto, o que é realmente verdadeiro não é a ideologia, porém aquilo que sois. Se tentardes estudar-vos de acordo com outrem, permanecereis sempre um ente humano sem originalidade. O homem que diz: "Desejo mudar, dizei-me como consegui-lo" - parece muito atento, muito sério, mas não o é. Deseja uma autoridade que ele espera estabelecerá a ordem nele próprio. Mas, pode algum dia a autoridade promover a ordem interior? A ordem imposta de fora gera sempre, necessariamente, a desordem. Podeis perceber essa verdade intelectualmente, mas sereis capaz de aplicá-la de maneira que vossa mente não mais projete qualquer autoridade - a autoridade de um livro, de um instrutor, da esposa ou do marido, dos pais, de um amigo, ou da sociedade? Como sempre funcionamos segundo o padrão de uma fórmula, essa fórmula torna-se em ideologia e autoridade; mas, assim que perceberdes realmente que a pergunta "como mudar?" cria uma nova autoridade, tereis acabado com a autoridade para sempre. Repitamo-lo claramente: Vejo que tenho de mudar completamente, desde as raízes de meu ser; não posso mais depender de nenhuma tradição, porque foi a tradição que criou essa colossal indolência, aceitação e obediência; não posso contar com outrem para me ajudar a mudar, com nenhum instrutor, nenhum deus, nenhuma crença, nenhum sistema, nenhuma pressão ou influência externa. Que sucede então? Em primeiro lugar, podeis rejeitar toda autoridade? Se podeis, isso significa que já não tendes medo. E então que acontece? Quando rejeitais algo falso que trazeis convosco há gerações, quando largais uma carga de qualquer espécie, que acontece? Aumentais vossa energia, não? Ficais com mais capacidade, mais ímpeto, maior intensidade e vitalidade. Se não sentis isso, nesse caso não 1argastes a carga, não vos livrasses do peso morto da autoridade. Mas, uma vez vos tenhais livrado dessa carga e tenhais aquela energia em que não há medo de espécie alguma - medo de errar, de agir incorretamente - essa própria energia não é então mutação? Necessitamos de grande abundância de energia, e a dissipamos com o medo; mas, quando existe a energia que vem depois de nos livrarmos de todas as formas do medo, essa própria energia produz a revolução interior, radical. Nada tendes que fazer nesse sentido. Ficais então a sós com vós mesmo, e esse é o estado real que convém ao homem que considera a sério estas coisas. E como já não contais com a ajuda de nenhuma pessoa ou coisa, estais livre para fazer descobertas. Quando há liberdade, há energia; quando há liberdade, ela não pode fazer nada errado. A liberdade difere inteiramente da revolta. Não há agir correta ou incorretamente, quando há liberdade. Sois livre e, desse centro, agis. Por conseguinte, não há medo, e a mente sem medo é capaz de infinito amor. E o amor pode fazer o que quer. O que agora vamos fazer, por conseguinte, é aprender a conhecer-nos, não de acordo comigo ou de acordo com um certo analista ou filósofo; porque, se o fazemos de acordo com outras pessoas, aprendemos a conhecer essas pessoas e não a nós mesmos. Vamos aprender o que somos realmente. Tendo percebido que não podemos depender de nenhuma autoridade exterior para promover a revolução total na estrutura de nossa própria psique, apresenta-se a dificuldade infinitamente maior de rejeitarmos nossa própria autoridade interior, a autoridade de nossas próprias e insignificantes experiências e opiniões acumuladas, conhecimentos, idéias e ideais. Digamos que tivestes ontem uma experiência que vos ensinou algo, e isso que ela ensinou se torna uma nova autoridade, e vossa autoridade de ontem é tão destrutiva quanto a autoridade de um milhar de anos. A compreensão de nós mesmos não requer nenhuma autoridade, nem a do dia anterior nem a de há mil anos, porque somos entidades vivas, sempre em movimento, sempre a fluir e jamais se detendo. Se olhamos a nós mesmos com a autoridade morta de ontem, nunca compreenderemos o movimento vivo e a beleza e natureza desse movimento. Livrar-se de toda autoridade, seja própria, seja de outrem, é morrer para todas as coisas de ontem - para que a mente seja sempre fresca, sempre juvenil, inocente, cheia de vigor e de paixão. Só nesse estado é que se aprende e observa. Para tanto, requer-se grande capacidade de percebimento, de real percebimento do que se está passando no interior de vós mesmo, sem corrigirdes o que vedes, nem dizerdes o que deveria ou não deveria ser. Porque, tão logo corrigis, estais estabelecendo outra autoridade, um censor. Vamos, pois, investigar juntos a nós mesmos; ninguém ficará explicando enquanto ides lendo, concordando ou discordando do explicador ao mesmo tempo que ides seguindo as palavras do texto, porém vamos fazer juntos uma viagem, uma viagem de exploração dos mais secretos recessos de nossa mente. Para empreender essa viagem, precisamos estar livres; não podemos transportar uma carga de opiniões, preconceitos e conclusões - todos os trastes imprestáveis que juntamos no decurso dos últimos dois mil anos ou mais. Esquecei-vos de tudo o que sabeis a respeito de vós mesmo. Esquecei-vos de tudo o que pensastes a vosso respeito; vamos iniciar a marcha como se nada soubéssemos. A noite passada choveu torrencialmente e agora o céu está começando a limpar-se; é um dia novo, fresco. Encontremo-nos com este dia novo como se fosse nosso único dia. Iniciemos juntos a jornada, deixando para trás todas as lembranças de ontem, e comecemos a compreender-nos pela primeira vez. |
quinta-feira, 29 de maio de 2008

Não dá pra acreditar - eu sou feliz!