A palavra buddha tem dois significados. O primeiro refere-se à essência da mente, que é e sempre foi a verdadeira natureza de cada ser. O segundo refere-se a alguém que revelou completamente esta natureza búddhica. O ouro dentro do minério, por exemplo, tem as mesmas qualidades antes e depois de o minério ser refinado. O processo de refinamento não faz o ouro ficar melhor. Ele simplesmente remove tudo que não seja ouro do minério, fazendo as qualidades do ouro ficarem completamente óbvias. O processo análogo de revelar nossa natureza intrínseca, que é como o ouro, é o que chamamos de alcançar a iluminação ou estado búddhico.
CHAGDUD RINPOCHE
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A Dualidade Complementar do UNO
Shiva é silêncio. Shakti é poder. Shiva é criatividade. Shakti é criação.Shiva é amor. Shakti é amar. Essas qualidades não são opostos, mas complementos. O que é uma descrição perfeita do Matrimônio Sagrado. Quando duas Energias Cósmicas: Shiva e Shakti estão conectadas, o Fluxo da Paixão faz surgir um Potencial Criativo Ilimitado. O Lado Apaixonado de Deus é Shakti, a Deusa. A Paixão foi o Presente que ela trouxe quando se casou com Shiva, também é o Dom que as Mulheres levam aos Homens hoje. O Princípio Feminino é desejável pela própria natureza. Anima a consciência com excitação e desejo, funde os opostos na união. Transforma o Caos numa Dança.Você tem o direito de nascença, de ser essa paixão.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
POESIA KARIRI-XOCÓ
Minha aldeia é bela Muito boa de se viver Tem rio e mata E alegria pode crê Se fosse mais apoiada Seria lindo de se ver
Tem muita cultura Tem tradfição de verdade Tem o rio São Francisco Que é a nossa felicidade Que nos dá vida Alegria e coragem
Nossa mata e bela Precisa ser cuidada Para não acabar Nem ser matada Por pessoas más Não pode ser maltratada
Eu não posso deixar O lixo aqui nascer Precisamos nos ajudar Para assim, melhor viver E limpar a aldéia De verdade, pode crê
Se ela fosse Mais apoiada Seria muito bom De ser cuidada E todos eram felizes Com problemas de nada
Mais tudo segue E só posso pedir Que ajude a tribo A melhorar e seguir Para um futuro próximo E todos serem feliz
autor: Yassury Santos
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O Maracá no contexto indígena
Faz-se necessário para o estudo do Maracá descobrir mais acerca da palavra. Segundo o dicionário Aurélio maracá seria:
1. Instrumento chocalhante que era usado pelos índios nas solenidades religiosas e guerreiras; bapo, maracaxá, xuatê.
2. Chocalho que acompanha certas músicas e danças populares, como, p. ex., o samba e o baião.
3. Chocalho que serve de brinquedo às crianças.
Seguindo a primeira hipótese buscamos na literatura clássica sobre xamanismo citações sobre o uso do maracá entre os indígenas. E encontramos citações bem interessantes, entre elas:
“Embora a indumentária ritual seja bastante rara na América do Sul, certos acessórios do feiticeiro fazem as suas vezes; entre eles podemos citar o maracá, chocalho, feito de cabaça em cujo interior há grãos ou pedrinhas, sendo munido de um cabo. Esse instrumento é considerado sagrado, e os tupinambás chegam afazer-lhe oferendas de alimentos.” (A. Metraux apud. Eliade, 1951)
Além dessa citação, no livro "O Xamanismo e As Técnicas Arcaicas do Êxtase" de Mircea Eliade, encontrasse uma outra menção ao maracá. Está citação faz, para os indígenas, um paralelo do maracá com o universo, isto é, dentro da cabaça do maracá estaria contido um universo.
"Se o tambor é o instrumento do xamanismo na Sibéria e na América do Norte, na América do Sul é quase totalmente substituído pelas maracás. Tal como o tambor siberiano, que se diz ser feito da árvore do mundo, também o cabo da maracá sul-americana simboliza esta árvore, ao passo que o volume oco do instrumento propriamente dito simboliza o cosmo. As sementes, cristais ou seixos contidos no seu interior são os espíritos e as almas dos ancestrais. A agitação da maracá torna os espíritos ativos, que então passam a prestar assistência ao xamã." (Eliade 1951)
Em seu estudo sobre as origens incas do culto a ayahuasca o pesquisador Eduardo Bayer em seu livro "O Verdadeiro Inka", traz um relato deveras interessante, pois em seu segundo anexo trata da tradução de um texto conhecido como "Historia do Futuro" escrito pelo Padre Antônio Vieira e a partir dele traça um paralelo entre o uso indígena da ayahuasca com a posterior cristianização da bebida através de Raimundo Irineu Serra. No entanto o que nos importa aqui são os trechos do documento de Pd. Antônio Vieira em que trata do maracá. Reproduzindo na integra o dialogo entre a tradução de Bayer e os escritos de Vieira segue:
"... Para inteligência do verdadeiro entendimento deste texto ou enigma, se há de supor que a palavra latina cymbalum, com que significamos os nossos sinos de metal, significa também qualquer instrumento com que se faz som e estrondo; e tais eram os címbalos de que usavam antigamente os Gentios, que se chamavam por nomes particulares sistros, crótalos, ou crepitáculos e por nome geral címbalos. (...) Também se há de supor que os Maranhões usavam de uns instrumentos que chamavam maracás, não de metal, porque o não tinham, senão de cabaços ou cocos grandes, dentro dos quais metiam seixos ou caroços de várias frutas, duros e acomodados a fazer muito estrondo e ruído, servindo-se dás menores nas festas e nos bailes e dos maiores nas guerras. Estes maracás eram propriamente os seus címbalos ou sinos, tanto assim que, depois que viram os sinos de que nos usamos, lhes chamam itamaracás, que quer dizer, maracás ou sinos de metal.
(...) As maiores embarcações dos Maranhões chamam-se maracatim, derivado o nome da palavra maracá, que como dissemos, significa entre eles sino e a razão de darem este nome às suas maiores embarcações era porque, quando iam às batalhas navais, quais eram ordinariamente as suas, punham na proa um destes rnaracás muito grandes, atados aos gurupés ou paus compridos; e bulindo de indústria com eles, além do movimento natural das canoas e dos remeiros, faziam um estrondo barbaramente bélico e horrível; e porque a proa da canoa se chama tim, tirada a metáfora do nariz dos homens ou do bico das aves, que têm o mesmo nome, e juntando a palavra tim com a palavra maracá, chamavam àquelas canoas ou embarcações maiores maracatim, e este nome usam até hoje, e com ele nomeiam os nossos navios.
[...] Digo, pois, que fala o texto de verdadeiras asas de aves. Como aqueles gentios não tecem, nem têm panos, é grande entre eles o uso das penas pela formosura das cores com que a natureza vestiu os pássaros, e particularmente o chamado guará, de que há infinita quantidade, grandes e todos vermelhos, sem mistura de outra cor; destas penas se enfeitam quando se querem pôr bizarros, e principalmente quando vão à guerra, ornando com elas todo o gênero de armas, porque não só levam empenadas as setas, senão também os arcos e rodelas, e as partasanas de pau e pedra que chamam fanga-penas e quando a guerra era naval, empavesavam-se as canoas com asas vermelhas dos guarás, e as mesmas levavam penduradas dos gurupés e maracás das proas; e por isto o Profeta diz que todas estas cousas via e notava como tão novas: chamou as lanças sinos e sinos com asas: Navium alis, cymbalo alarum”. (Bayer Neto, 2003)
Ainda no texto de Bayer encontramos uma passagem interessante quando este cita José Francisco Rocha Pombo que em seu livro Historia do Brasil (Ilustrada) traz uma passagem sobre o maracá.
" Rocha Pombo faz referência de que o Tapuia mais puro teria sido aquele que os portugueses encontraram em Porto Seguro depois da Páscoa de 1500, e declara: “Entre os Tapuias, uma tribo poderosa toma o nome de Maracá e é sem dúvida a nação sagrada: pois um precioso manuscrito da Biblioteca Real que atribuo a Gabriel Soares a coloca nas imediações de São Salvador, privilegiada região que parece ter sido outrora a metrópole selvagem destas nações indianas. Sirva de instrumento para guiar as danças guerreiras, ou represente a divindade, o que é certo é que o nome de maracá se acha. mais ou menos alterado, em grandes números de denominações indígenas. Entre os Tupis, que seguramente o tinham tomado aos Tapuias, era o maracá de um uso menos misterioso e mais geral: era uma simples cabaça (porungo) oval, ornada de penas vermelhas e azuis de arara. Um cabo ornado a atravessava, e agitando-a, o índio fazia retinir na cabaça os grãos (de milho ou de feijão) que lhe punha dentro. Sem arriscar uma hipótese inverossímil, pode bem ser que este fosse destinado a recordar simbolicamente o ruído do trovão, que todos estes povos reverenciavam” (Rocha Pombo). O que se sabe é que o maracá foi o tabernáculo das mais antigas tribos brasileiras, através do qual os indivíduos abriam um espaço ritual para a comunicação com seus deuses, sendo por isso venerado com o respeito devido a um objeto sagrado.
Maracá pode até ter sido o nome original deste continente meridional, que de Amaracá na expressão indígena, segundo Rocha Pombo..." (Bayer Neto 2003)
Como se não bastassem por si só estes trechos para ilustrar a importância que tem o maracá em seu contexto indígena podemos lembrar ainda, que além da tribo Maracá citada por Rocha Pombo, existe ainda um ritual xamanístico entre os Asuriní do Xingu com o nome de Maraká. Este ritual foi estudado pela pesquisadora Regina Polo Müller da UNICAMP e seu texto faz parte da coletânea "Xamanismo no Brasil" lançada pela editora da UFSC.
Apesar do que se esperava no ritual Maraká dos Asuriní, não se usa o maraká, pois "o meio físico através do qual se desencadeia a metamorfose" do xamã da condição humana para a sobrenatural é a fumaça do charuto de tabaco chamado petym. No entanto este ritual tem características similares a "pajelança" de demais grupos indígenas através da representação da doença e do uso de danças e cantos nos seus ritos.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
'FORÇA DAS MATAS''
''PAZ COM A MÃE TERRA'' Deveríamos ser o coração e a mente da Terra!Então paremos de pensar somente nas necessidades da humanidade, e enxergamos que ferimos a Terra e precisamos fazer as pazes com ela. Precisamos fazer isso enquanto somos fortes o bastante para negociar e não uma turba esfacelada liderada por senhores de guerras brutais. Precisamos lembrar que somos parte dela, e que ela é de fato nosso lar".
SEMEADORES DO BEM
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
NOVO AMANHÃ
Venho trazer / um preceito e erguer / as minhas mãos / ao Te oferecer
Toma esse canto / Enxugue seu pranto / Eu não sou santo / Sou igual a você
Os vícios do ego são tantos / Mas no entanto existe um Poder
Além desses medos errantes / O Cosmos acena um novo dever
Sei que ainda anceio / Um novo amanhã / Ainda anceio / Um novo amanhã
Ainda anceio / Um novo amanhã / Mas quando não mais anceio / Eu faço amanhã
Oráculo Musical-Chandra Lacombe
domingo, 13 de dezembro de 2009
Estamos no portal de um Novo Tempo.
Nenhuma instituição ou relacionamento estará livre de revisões. O que aprendemos até agora será revisto.
As profecias falam de um Mundo Novo que nascerá das cinzas do velho. O caos é o princípio de algo novo.
Vivemos dias de purificação para entrar na época da libertação espiritual. Na Nova Era a humanidade fará descobertas incríveis sobre os astros, sobre a ciência e a consciência humana.
Será o momento da Consciência Crística, da expansão da consciência, da liberdade, do amor incondicional, da paz, da verdade, da independência. A fraternidade, a união e o companheirismo serão os fundamentos das relações entre as pessoas.
O homem/mulher evoluirão para uma nova consciência. Se religarão com o Sagrado de todo o Universo. Farão melhor uso de suas potencialidades psíquicas e intuição. O amor será a resposta para os problemas, e o perdão a forma de conduta. A Luz de Deus brilhará no coração do ser humano. O ser humano aprenderá a honrar a Mãe-Terra, respeitando e amando a natureza.
O Planeta será amado e protegido. O homem/mulher aprenderão novas formas de viver. Todos terão o seu valor. As crianças por serem as sementes do futuro. Os jovens por sua força. Os velhos por sua sabedoria. E, todos colaborarão juntos para uma vida pacífica e harmoniosa na Terra.
A música e a arte evoluirão. Poderemos nos comunicar com seres que habitam outras estrelas. Não temeremos a morte, pois teremos consciência da vida eterna. Teremos uma nova cadeia alimentar, muitos carnívoros se alimentarão de vegetais, acabando com a matança absurda dos animais. O ser humano não se comunicará apenas com seus espíritos, mas também com os espíritos dos animais, plantas, pedras, e de toda a Criação, pois estamos todos interligados.
Haverão sinais no Sol, na Lua e nas Estrelas. Serão sinais de Boas Novas. Apocalipse significa revelação. Todas as religiões guardam os segredos de Deus. Jesus Cristo, Buda, Krishna, Lao Tsé, Maomé, Shiva , Davi, Moisés e outros, foram os defensores desses segredos.
Quando a humanidade retornar à espiritualidade, os segredos serão revelados e os antigos Iluminados do Mundo, se manifestarão, agradecendo a raça humana pela obra. A obra já está acontecendo por todas as partes. Você pode acreditar e se engajar, ou pagar para ver. Haverão seres humanos vivendo um nível de consciência mais alto do que os demais. A Nova Era permitirá que o Espírito Interior se expresse por si mesmo, e que cada alma procure o seu próprio nível.
Nova Consciência – Nova Era, Nova Humanidade, Novo Mundo, Novo Horizonte, Novo Homem.
transmissão de conhecimento todos os dias. Ganhei, mas você também merece! E tem suas regrinhas: 1. Você terá que aceitar o award e colocar em seu blog,
juntamente com o nome da pessoa que
he deu o prêmio e o link do seu blog O blog Curador Supremo Recebeu indicação dos blogs Mandala Astral e Aprender-Cursos à Distância. Você terá que oferecer o prêmio para 10 blogs que
são merecedores deste prêmio. E não se esqueça
de avisá-los sobre o merecimento deste prêmio. Foi oferecido a:
á ocorreram cinco séculos desde que os ciganos entraram na Europa, vindos sem saber ao certo de que região, nascidos sem se conhecer de quem, com ar de um povo condenado; duma raça de peregrinos que chegasse para expiar, pelas estradas de todo o mundo, uns velhos e tremendos pecados não podendo ligar-se à mesma terra nem morrer na cama onde nascera, como se trouxesse um selo fatal. Eles mesmos os ciganos disseram, ao começo, que assim era; que andavam pagando antigas culpas, foragidos da pátria, mas com o fundo arteiro da raça nunca trataram da casta dos seus velhos erros. Homens e mulheres, num lamuriar humilde, a comoverem a piedade desse século cristão, cheio de fé, disseram que vinham do Egito, da terra onde estivera o menino Jesus e falando da Virgem Nossa Senhora, como se a estivessem vendo, conseguiram abrigos e provisões, guardando no fundo ciosamente o seu segredo. Inventavam-se-lhe ascendências entre os grandes culpados doutras idades: eram a tribo dos Caanitas, expulsa por Josué, ou eram de uma gentalha inferior da Índia; vinham dos foragidos de Suigara à chegada do Apóstata Julião ou dos que tinham sido escorraçados das velhas terras hindus pelas hostes tamerlânicas. Depois aceitou-se que era dos índios de Sindi enxotada por alguma culpa ou diante de algum cataclismo, toda essa gente de olhos esbraseados e inquietos, as faces brônzeas, o espírito arteiro, o corpo ágil, e que falava um idioma tão estranho e tão secreto que ainda hoje é o menos divulgado, como se fosse a língua usada para alguma cabala terrível. Passadas as épocas sem lhes modificar o espírito, sem lhes mudar as tendências, eles aí andam pelo mundo; com os seus nomes dum sabor antigo, ressoantes e bárbaros, com o seu eterno ar de mistério que seduz e atrai, que nos leva para eles com uma vontade enorme de saber das suas idéias e dos seus feitos. Acampados pelas estradas no rigor dos invernos ou na doçura das primaveras, eles têm sempre o mesmo ar, guardam o mesmo pitoresco. As suas belas mulheres trabalhando nos arranjos da tribo, as crianças esmolando, os homens andando nas tosquias do gado ou na venda de alimárias, encontram conhecidos em todas as terras, em algumas até compadres, porque o cigano batiza catolicamente os filhos, tantas vezes quanto possível, a fim de receber dos padrinhos as baetas, o enxoval da criança que ao nascer, diz a lenda, é logo batizada a valer. Parece que a mergulham na água corrente, com palavras que significam: Eu te batizo neste ribeiro para que seja um cigano perfeito...
Nos casamentos têm os ciganos o seu ritual pagão, mas hábil, porque se a sua moral é larga para os delitos de roubo e assassínio, é estreita, em demasia talvez, para a infidelidade à raça e daí vem o mistério tão bem guardado da sua origem e do seu idioma e o abandono total da mulher que atraiçoa o companheiro. Essas lindas ciganas de olhos de brasa, cujos corpos nervosos têm requebros lânguidos de bailadeiras, podem viver aquela vida de misérias, atravessar os caminhos mais terríveis, inspirando os maiores amores, que são sagrados sempre para o cigano até à hora do consórcio, que para se fazer necessita da firmação da sua virgindade feita por três chefes. Uma velha da tribo, a quem chamam a Peliche, recolhe-se por momentos com a noiva e traz dentro em pouco com um lenço a que se dá o nome de lençol de honra a prova duma honestidade que ela jura ter existido naquela que vai ser a esposa do cigano. Três chefes, porque as tribos são governadas e os ciganos têm reis, dão a licença para o enlace. Desde logo se atira ao ar a bilha tradicional cujos cacos se guardam como se em vez de restos de barro fossem de rara louça e assim ficam casados aqueles dois entes que vão fazer a sua vida por essas estradas sem fim do mundo lado a lado. As tribos errantes no dia dos casamentos armam as suas tendas como arraiais fronteiros; dum lado a gente do noivo, de outro a da noiva, estando a Peliche já atenta. Em volta as crianças olham espantadas da festa; as mulheres cailardós de cabelos cortados, por serem viúvas, evocam o seu tempo feliz, as raparigas com as molhadas de saias enfeitadas com fitas de cores garridas preparam-se para a folia. Os cavalos, os burros, os animais da tribo pastam no campo e como numa cena primitiva cozinha-se o jantar sobre duas pedras. O sol brilha no alto, porque a festa cigana carece de luz. Os chefes com as suas barbas alvas quadrando o bronzeado da tez saem gravemente da tenda da noiva com a Peliche, entregam o lençol de honra ao pai do noivo e de súbito vê-se aparecer a mulher, com seus melhores vestidos; com as suas jóias sorrindo para seu escolhido que está no campo fronteiro. De súbito ressoa um grito, um incitamento: Pilha que é tua!... Ele salta lesto numa corrida; ela foge-lhe até que os braços musculosos do homem a seguram, a levam, a arrastam como num rapto. Assim se unem esses ciganos ágeis, bons cavaleiros, atrevidos com as ciganas de olhos de luz, lindas ledoras de buenas dichas e cuja beleza vai murchar dentro em pouco por uma estranha condição dessa raça.
A ciganagem tem suas traças seculares já sabidas e que mal já servem, como seja a de picarem com uma agulha entre os dedos os velhos cavalos sem nervos ou pintarem o gado de tal forma que às vezes o vendem aos antigos donos sem que eles o conheçam, mas as melhores das suas partidas são as que surgem de momento e com que vão enganando os mais sabidos. As ciganas servem-se da sua arte de leitoras de sinas para apanharem dinheiro, no jogo da carriola ou por outros meios que no fim são da sua indústria, como a venda das fazendas fingindo contrabando e de outros artigos em que sempre têm ganho.
Amadas pelos poetas, queridas pelo mistério que as envolve, as tribos ciganas vão sempre correndo o mundo, andam pela Hungria, como por Espanha, por Portugal, como pela França, na Itália e na Inglaterra, chamando-se boêmios ou gitanos, ciganos ou romanichels, zíngaros ou gypsios, zigner ou cikan, desprezando a terra e amando a vagabundagem, deixando as casas que lhes deram na Boêmia para dormirem sob a tenda, fugindo aos afagos da rainha da Romênia, que os queria ligar e dar trabalho, para irem pelos campos com seus ursos domesticados, nos seus misteres de pelotiqueiros. Sacrifica-se o cigano pelo cale o da sua raça. Odeia num instinto de jambo o estranho. As mulheres não se domam a estes, e se Margarida do Monte foi amante de D. João V, não diz a tradição se ela o amava. Em Inglaterra, uma cigana, feita lady, abandonou o seu palácio, as suas galas, as suas carruagens, para ir ser a romi, a mulher do cigano aventureiro. Na Hungria, um valoroso rapaz dessa raça chegou a coronel do exército; um dia desapareceu, desertou, foi para sua tribo, foi para os gozos da sua v ida errante. Ao ver-se passar uma dessas tribos que se arrastam pelo mundo, como há dias os ciganos sérvios, que entraram em Lisboa com seus ursos amolentados, com as suas mulheres, com um bando famélico de crianças, que choram e têm olhos desconfiados, ao reparar-se nos velhos trôpegos que as acompanham e têm corrido a Europa de lês em lês, há uma ansiedade de saber se não irá ali um rei, um dos seus soberanos, aquele que tem todo o poder, a quem vários grupamentos obedecem e que em França é designado pelo título de rei d´Arnac. Ao olhar-se uma dessas velhas, com ares de feiticeiras, emagrecidas e de bocas cínicas, que nos pedem a mão para lerem a buena dicha, há também a vontade de lhe perguntar se ela não será a soberana das ciganas, aquela a quem chamam a rainha de Coestre. E como são iguais nos trajos, como sofrem das mesmas misérias, a nossa fantasia faz dos que têm mais grave aspecto os reis e as rainhas, os eleitos por eles nos mistérios das florestas, quando o velho rei ou a antiga rainha morrem como esse Esaú Smith, de 86 anos, que era o chefe dos gypsos de Inglaterra, ao qual sucedeu uma rainha; que, nos dias das corridas de Epsom, arma a sua tenda no alto da colina e vê desfilar toda a fidalguia inglesa que mal suspeita dum sangue nobre na raça vagabunda que anda a penar pelo mundo uns ruins feitos de outras eras.
Todo esse mistério, toda essa vida de aventuras, os seus ditos e as suas proezas, levam-nos para eles, dá-nos vontade até de os ver em cólera, porque são belos neste estado, ao bradarem numa frase, que é quase sempre um desabafo: Te amarello con uma chouri! Mato-te com uma faca! Eis o que lês querem exprimir; numa imprecação apenas, porque o cigano geralmente não se ataca entre si. As divergências das tribos liquida-as o chefe e se acontece serem presos pela polícia das terras que atravessam ou se são julgados pelos tribunais e, embora absolvidos, recebem dos seus chefes os castigos que a sua lei impõe, na maioria dos casos, o castigo corporal, que o culpado humildemente recebe desde que o superior lho administre. É usual ver-se um cigano, castigado assim, após a saída das mãos da autoridade legal e há a resposta célebre dum conhecedor dos seus costumes ao qual se perguntava a razão desse castigo: Ah! É para não se deixarem agarrar! E a resposta é boa, porque as melhores condições dos ciganos é serem ligeiros e ardilosos.
Metomo o chefe cigano de Espanha teve ardis para escapar durante anos à tropa que o procurava prender.
Era um tipo curioso de salteador das estradas; um bandoleiro atrevido e audacioso, ligeiro como o gamo, altivo como um rei, moreno e galhardo, que assaltava os viandantes nos caminhos desculpando-se com uma frase que dá nota de seu espírito. Não roubo dizia Metomo peço emprestado àqueles que têm mais do que eu!
No fundo expressava talvez a moral de sua raça perseguida, escorraçada que vai de monte em monte, de cidade em cidade, de país em país, sempre alcançada pela desconfiança de que tentem esses empréstimos de Metomo, a que Proudhon, com mais propriedade, chamava restituições.
Têm estranhas superstições; não jogam com cartas porque têm mala page má sorte visto as cartas serem sempre os emblemas misteriosos, onde se lê o futuro. Não gostam de vinho em grandes quantidades nem de bebidas espirituosas, mas adoram os doces como a vida ao ar livre e o sol, que é como o seu Debel o Deus e a sua mulher de quem dizem com amor: En las farsidoras de mi romi sorbelo. Durmo nas saias de minha mulher.
SHIVA é um dos deuses mais antigos da Índia. Aparece nos Vedas primeiramente com o nome de RUDRA, deus das tempestades e da destruição e sempre temido pelos outros deuse*s. Os dois aspectos *aterrorizante e benevolente sempre foram características de Shiva.
Shiva está no topo dos Himalaia em profunda meditação, em sua morada no monte sagrado Kailash. É o criador de todos os Yogues e o maior deles. A dança cósmica de Shiva (Nataraja) simboliza o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo regular da sua dança e a partir dela começa a manifestar-se em todas as formas. %BRr%
As vezes ela cessa o som de seu tambor (damaru) para procurar um novo e melhor ritmo para o universo. Neste momento o universo desaparece e só renasce quando a música recomeça. O círculo de chamas em volta de Shiva é ao mesmo tempo energia em forma mais pura , o fogo da cremação, o sentido do mantra sagrado, AUM (OM) ,o verbo da criação. O anão aos pés de Shiva simbolizam a ignorância e o tambor em sua mão os aspectos masculino e feminino. O fogo na palma da sua mão revela a capacidade de destruir o universo, e a mão estendida imitando um elefante sua força, enquanto *o pé levantad*o simboliza liberação.
ADORAÇÃO A SHIVA
A adoração a Shiva é feita diante de sua manifestação como lingan ou linga. O lingan de Shiva é guardado e reverenciado como forma simples pilar ou como atualmente , na forma de um Linga arredondado que repousa em um Yoni (órgão feminino ), juntos representando o sentido da fusão das forças marculina e feminina da criação, da alimentação e da fonte de toda vida.
O culto a Shiva assegura paz de espírito, ele tem o poder de controlar as forças negativas da mente e comanda todas as forças elementares do passado que podem nos perturbar. Ele pode banir da mente toda a negatividade. É possível prestar culto a Shiva também vocalizando os mantras, sendo os principais :